Abra seu guarda-chuva, vou fazer chover dúvidas. Suponho inúmeros cenários, histórias, diálogos.
Minha mente se inspira de coisas que jamais acontecerão - ou já aconteceram - talvez sim, talvez não.
Continuo supondo que 'cê me ama, mas se não, não perco meu tempo, já me perdi muito em vão.
Na dúvida eu me atiro ao relento, vou de peito aberto em queda livre, jogando palavras ao vento.
Tenho infinitas atitudes grotescas de ter que fazer tudo acontecer do meu jeito, de qualquer jeito, no mais próximo agora.
Pra mim, sempre é tarde, tenho pouco tempo aqui, logo meus musculos não acompanharam minhas vontades.
Não quero que minha mente morra jovem, algumas memórias sim, meu sonhos parecem ainda poucos demais mas tem coisa que vivi e nem vi.
Enquanto o vento há de me a bem soar, eu vou voar, eu vou voar, vou me jogar de todo lugar.
Se precisa de ritmo, não me acompanhe pra não ficar pra trás, sou improviso, gigante, sentimentos a tona, tem que saber requebrar.
Sou o lado bom do lado mal, gosto de sair da linha, bagunçar com a vida e depois por tudo no lugar.
Mesmo com tamanha preguiça de arrumar o quarto, arrumar as bagunças da vida me inspira, bom ter coisas boas e novas pra se guardar, me renovar, continuar a voar e buscar.
Tem quem veio pra me dar lições, me ensinar a não ser igual, me ensinar o quanto posso ser mal, o quanto posso ser tola e o quanto posso chorar. Mas ficar, não preciso de tantos dedos pra contar.
A maioria não me entende, se dizem que sim, estou certa de que não. Parece fácil me entender se você não vive aqui dentro, se não vê os flashbacks que passei e nem tem de resistir às ambições confusas e sem fim.
Eu vim pra ser caos, odeio sentir ódio, amo sentir o amor, paixão pelas coisas e pessoas me corroe, não sei lidar, quase tudo vira dor.
Acostumei, aprendi a deixar tudo ir, mesmo quando tudo parece fluir, a vida vem e muda as regras, do nada: lá vem uma outra queda!
Não importa, eu sou mimada e desconfortável, não há lugar no mundo que eu me encaixo, então a vida faz com que eu me desgaste, descubra sentidos e me joga pra prova, eu consigo tudo, mesmo que por um segudo, mesmo que eu chegue bem perto, mesmo que não seja pra mim.
Dou aquela risada sarcástica, por conseguir provar pra mim que eu sou uma desgraçada e não adianta.
A felicidade tá simples, tá ali, eu nem precisava de tanto assim.
Eu sou louca, ambiciosa, amorosa, odiosa, inteligente e burra. Eu sou o caos, sou uma desgraçada, sou uma graça. Sou inferno e sou céu. Sou atriz do circo da vida. Sou plateia, sou coadjuvante, sou cobaia, sou inexistente, às vezes bruxa, às vezes prepotente, às vezes buda, quase sempre absurda, dependente de amor, independente de qualquer pessoa.
E de todas as minhas certezas é do quanto eu tenho dúvidas