Nero (ou Tabor)
“Levava o terra-nova a passear pelos areais de Trouville e na doce intimidade de uma duna caía de joelhos e abraçava o cão. Depois beijava-o no sítio em que os lábios da dona tinham estado ainda não há muito (a localização do beijo continua a ser matéria de debate: uns dizem que era no focinho, outros dizem que era no alto da cabeça); murmurava na orelha peluda de Nero (ou Tabor) os segredos que ansiava murmurar na orelha que ficava entre o vestido de musselina e o chapéu de palha; e desatava a chorar.”
Julian Barnes, “O Papagaio de Flaubert”; pintura de Edwin Landseer.















