Tempestade de Indiferença
Me desculpe, mas eu não sei lidar muito bem com a indiferença. Não consigo aceitar tão pouco de quem um dia já me deu tanto. Numa hora eu sou seu mundo, e no minuto seguinte, puf… você simplesmente se torna apenas mais um. E eu achando que conhecia ela, que tolo eu. As pessoas te deixam para trás porque a vida delas andou para frente. Concordo que ninguém é o mesmo para sempre, mas elas realmente merecem sua indiferença? Eu não aceito mais esse tipo de coisa, não aceito mais a miséria que algumas pessoas têm a me oferecer, eu simplesmente me afasto.
Eu grito te chamando, digo que quero seus olhos voltados para mim. Mas no final das contas sou tratado assim, sem nem ao menos ser notado. Não é fácil. E isso se torna mais difícil quando acontece com alguém que a gente ama, machuca. Queria que soubesse como é incrível a profundidade da sua indiferença. Ela me mata, cria um nó dentro de mim. Meu coração se divide em dois na sua falta. Uma parte é o começo, a outra o fim. Há várias maneiras de matar uma pessoa, a indiferença é uma delas. Eu tô morrendo, ela não liga, não se importa… e isso dói. O pior é que eu não posso fazer nada. Amor, saudade, carinho, isso não se pede. Você não pode implorar que a pessoa fique, quando na verdade a maior vontade é ir embora.
Fala que tá com saudades, que sente falta do meu sorriso, do meu carinho, do meu cheiro, da minha voz. Fala que sente falta, que me quer do teu lado. Sinto intensamente sua falta. Mas teu desapego dói mais que tua ausência. Prefiro morrer na saudade, do que viver na indiferença.










