Capitulo 8.
- Oi. - Falei enquanto não tirava os olhos dele.
- Desculpe-me pelo primeiro dia de aula - ele foi pegando a carteira de cigarro do bolso - é que, bom, não era um dia bom pra mim.
- Tudo bem - falei começando a corar.
- Cigarro?
- Não fumo.
- Ah.
Fiquei imóvel ao lado dele, sem saber o que falar ou o que fazer.
- A propósito sou Luke - disse ele por fim.
- Summer - sorri - já vou indo - disse levantando depressa para evitar mais constrangimento do que passara.
Ele não disse tchau ou se quer acenou de volta, ficou como o primeiro dia em que eu o conheci, “tanto faz”.
Quando me dei por conta estava debruçada na calçada por causa de uma pedra, provavelmente teria torcido o tornozelo, estava doendo demais e não conseguia me levantar, que fiasco pensei comigo. Tentei me levantar duas ou três vezes, fracasso total.
- Quer ajuda?
Olhei pra cima, era Luke.
- O que você acha? - falei ficando brava.
- Venha, se segure em mim - ele riu.
E com a maior facilidade ele me levantou e me colocou em seus braços musculosos, como se eu foço um saco de arroz, onde eu mais parecia com um saco de batata. Mesmo assim, odeio a ideia de alguém me carregando, me sinto como se eu fosse um bebê de colo.
- Pode me soltar.
- Não, levarei você até sua casa.
- Não, eu quero que me solte - falei furiosa.
Ele ficou em silêncio, como se minha opinião não fosse importante e já que eu não podia me mexer, tive que ficar quieta.
- Seus pais estão em casa? - disse ele.
- Porque? - perguntas e mais perguntas.
- Precisa ir para o hospital oras - ele disse rindo.
- Eu mesma vou - abri um sorriso sarcástico.
- Acho que não vai rolar princesa - ele riu - Tem carro? Posso te levar. De a pé é uma pernada.
- Não te conheço, e já falei vou sozinha.
- Tudo bem moça - disse ironizando a frase.
Chegamos em casa, e ele me soltou na varanda.
- Obrigada, daqui pode ir.
- Nossa, salvo sua vida praticamente e é só isso que recebo? - perguntou maliciosamente.
- Sim - falei seca e depois sorri.
- Okay - ele riu.
- Se me da licença..
- Vai lá pegar a chave, vou junto contigo, vou indo até o carro.
Fiquei o olhando por segundos, meios incrédula por o tratar daquele jeito, tão sarcástico e estupido. Entrei dentro de casa, realmente, meus pais não estavam. Peguei a chave do carro e fui indo até a parte de trás da casa e quando eu ir descer os degraus, fui direto ao chão, o tombo foi mais engraçado do que a outra vez. Minha cara estava estancada no chão.
Só vira a sombra de Luke vindo correndo até mim.
- Velho, como assim - ele começou a rir - duas vezes e menos de uma horas, parabéns - soltou uma gargalhada.
- Cala a boa e me ajuda a levantar - ele me dava nos nervos.
- Tudo bem, vem cá.
Dessa vez ele só me segurou pela cintura ao invés de me pegar no colo, e me ajudou a chegar até o carro, me colocou na parte do caroneiro e quando fui falar algo pra reclamar ele me olhou nos olhos e fez com que eu ficasse calada.
- Espera - o olhei.
- Fala.
- Primeiro, como sabia onde eu morava, e como sabia se eu tinha um carro?
- Sei porque, bem, Dix me falou. - ele se calou - e sobre o carro, só chutei, poderia ser uma hipótese não?
- Dix?
- É sim - ele sorriu e imediatamente mudou de assunto - Vou te levar ao hospital moça - ele apertou meu nariz.
Fomos o caminho inteiro quietos, ele as vezes tentava puxar algum assunto, mas eu estava com muita dor, então evitava ao máximo falar gemendo ou coisa assim.
Chegamos ao hospital, Luke estacionou o carro e em seguida já estava na minha porta para ajudar-me.
- Não me pegue no colo - o olhei antes que ele pudesse fazer qualquer coisa.
- Tudo bem.
Pegou-me pela cintura, e me encaminhou direto a um cara, que segundo ele o conhecia a anos. O médico mais lindo que eu já vi, tão jovem.
Felizmente só tive que passar uma faixa em volta do meu tornozelo e irei tomar alguns remédios para dor por algum tempo. A consulta acabou e Luke não tinha mais o obrigação de estar ao meu lado, fiz com que ele me levasse pra casa, quietos ainda, com algumas palavras fugidas da boca mas sem sucesso. Chegamos na minha casa, e ele fez de tudo para me convencer a deixa-lo entrar, sem sucesso também. Eu ria da situação, mal o conhecia, mal sabia quem ele era e ele já falava comigo com a maior naturalidade sem medo de errar na fala.
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