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"– Entra, só não repara a bagunça."
Eu sei que isso só vai fazer com que ele repare ainda mais, mas isso aqui está uma desordem completa mesmo.
"– Entra, mas só se for pra me ajudar a arrumar, porque se sua intenção é trazer mais lixo pra cá eu já te mostro a porta de saída."
"– Decidi te apresentar esse lugar hoje mais cedo... Okay, não é tão grande e nem tão saudável quanto antes. Mas se tu ficar, vai se acostumar. Com essas tralhas jogadas. Com esse cheiro de coisas estragadas. Com essa poeira toda. Com o movimento quase inexistente por aqui. E, não. Você não é a primeira pessoa que eu deixo entrar. E também não é a última. Tive que trocar a fechadura da porta algumas incontáveis vezes por cometer o erro de entregar uma cópia da chave cedo demais. Guardo todas numa gaveta por aqui, e enquanto não me desfazer delas eu vou continuar lembrando das pessoas à quem as entreguei... Mas, se seus planos não envolvem 1) viver aqui durante alguns anos, ou 2) me ajudar com essa bagunça, eu nem memorizaria o endereço."
Reformulei a frase inicial e espero que essa seja a primeira e a última vez que eu direi isso:
"– Entra, só não faz bagunça... Por favor."
@subsaariana









