S. PEDRO transforma uma chamada de Campanhã numa canção de amor portuense.
Poucas estações de comboio em Portugal carregam tanta emoção como a de Campanhã. É lá que chegam os que vêm de longe, que partem para Lisboa ou que simplesmente regressam a casa. É também nesse lugar de chegadas e despedidas que S. PEDRO, nome artístico de Pedro Pode, situou uma das suas canções mais queridas pelo público.
Lançada originalmente como single a 29 de agosto de 2022, “Campanhã” é hoje um dos temas mais ouvidos do cantautor portuense. Com pouco mais de três minutos, a música captura o momento tenso e doce de uma chamada telefónica apressada: “Diz depressa que eu / Não tenho mais moedas p’ra falar / Vens ou não? Se sim / Eu passo em Campanhã p’ra te ir buscar”.
A letra, simples e direta, descreve o nervosismo de quem espera uma resposta, a vontade de mostrar a cidade ao visitante (“Vou-te apresentar todos os meus amigos e o Gerês”) e a leveza com que se deixa o futuro em aberto (“Depois decides até quando ficas”). É uma canção romântica sem grandes dramas, feita de urgência, esperança e aquele sotaque inconfundível do Norte.
Musicalmente, “Campanhã” aposta numa produção intimista: guitarra acústica, voz quente e alguns toques de sintetizador/moog assinados por Tó Barbot, com coros e arranjos de Cláudio Tavares. O resultado é uma pop alternativa leve, orelhuda no refrão certo, mas com a honestidade crua que caracteriza o trabalho de S. PEDRO desde os seus primeiros discos.
A canção faz agora parte do álbum “Tudo Ao Mesmo Tempo”, editado em novembro de 2025, que celebra os dez anos de carreira a solo do artista. Depois de “O Fim” (2017) e “Mais Um” (2019), este terceiro longa-metragem reúne dez temas que consolidam S. PEDRO como uma das vozes mais pessoais e consistentes da nova geração da música portuguesa.
Natural do Porto, Pedro Pode começou no hip-hop e no rock antes de enveredar pelo projeto a solo que batizou de S. PEDRO, não por devoção religiosa, mas porque, nas suas palavras, o santo “era um gajo como outro qualquer”. Ao longo da última década, construiu uma discografia marcada por letras quotidianas, melodias acessíveis e uma ligação profunda com o público do Norte.
Em tempos de amores à distância e viagens de última hora, S. PEDRO conseguiu o que poucos conseguem: fazer de uma cabina telefónica (ou do tempo de uma chamada) o ponto de partida para uma história de afeto. E, enquanto o comboio entra na plataforma de Campanhã, a música continua a tocar, simples, sincera e inevitavelmente portuense. 🎶
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No Largo da Música: a resenha do 1º dia de Suave Fest | Reportagem
Ao centro da cidade de Guimarães regressou o Suave Fest, um ano depois de um interregno forçado. Deste modo a 7ª edição realizou-se na passada sexta-feira, dia 3 e no passado sábado, dia 4 no local habitual: o Largo da Misericórdia. Este festival é uma realização da Associação Convívio e teve, mais uma vez, o apoio da câmara municipal local.
A heterogeneidade foi a nota dominante do cartaz: desde o pop-rock de S. Pedro ao rock dos Evols passando pela música popular de José Pinhal e terminando no hip-hop de David Bruno. Pode-se dizer que foi uma viagem de comboio por um terreno bastante desnivelado com paragem em estações totalmente distintas.
A entrada no evento teve entrada livre porém foi necessário fazer inscrição prévia para aceder aos lugares sentados dentro do perímetro definido pela organização. Dada a configuração do largo, da localização do palco mesmo em frente à sede da Associação Convívio e à amplitude deste local algumas largas dúzias de pessoas puderam assistir aos concertos do lado de fora desse perímetro pré-definido e balizado por grades. Sem aglomerações desmesuradas e sem comportamentos de risco, o público soube ter uma atitude cívica ajudando o evento ter o seu desenrolamento normal.
sexta-feira, dia 3 de setembro – Primeiro dia
Aprazado para as 19h, o primeiro concerto teve atraso significativo. Pedro Pereira também conhecido pelo seu nome artístico Pedro Pode entrou em palco cerca de 20 minutos depois dessa hora, entrou a solo e interpretou com guitarra o tema “Pinhal”. Na transição para a segunda canção a formação ao vivo de S. Pedro ficou completa com a entrada dos restantes elementos, uma das quais a sua esposa que contribuiu nos coros. Todos devidamente vestidos imaculadamente de branco. A primeira canção tocada com banda completa foi "Fala-me ao teu ouvido".
S. Pedro e a sua banda em palco // Mais fotos no nosso instagram @headliner.portugal
Pedro Pode, antigo vocalista dos doismileoito, tem agora em S. Pedro o seu projeto a solo. Leva já alguns anos, mais precisamente desde 2017, altura em que lançou o seu primeiro álbum “O Fim”. Desse álbum foram interpretadas canções como “Modas” e a já bem conhecida “Joaquim”, foi após esta que abandonaram o palco por alguns momentos. No encore interpretaram “CBDV”.
O mais recente álbum “Mais Um” de 2019 teve igualmente honras de apresentação. As super conhecidas canções como “Apanhar Sol” e “Passarinhos” não faltaram. Ambas facilmente reconhecidas também devido ao tempo de airplay nas rádios com ênfase natural na Antena 3. A banda do Porto tocou também outros temas deste último disco como “A1”, "Amamanha", "Todos os Meus Amigos" ou “Sorte”.
A banda proporcionou um primeiro excelente momento num final de tarde bastante agradável. Apesar de todas as cadeiras não estarem ocupadas, houve também gente do lado de fora do gradeamento a assistir ao concerto e uma moldura humana em número muito simpático assistiu a este arranque de festival.
Pedro Pode com S. Pedro no Suave Fest // Mais fotos no nosso instagram @headliner.portugal
O segundo concerto da noite aconteceu depois das 21:30h com Benjamim. Este é o projeto a solo de Luís Nunes e foi assim que o artista se apresentou. Um artista já habitué em atuações no concelho de Guimarães. Desde 2019, aí tocou 4 vezes.
Com o clima bem ameno, a puxar por uma caminhada pelo centro histórico, o concerto do artista lisboeta foi muito concorrido. Benjamim, como de costume, alternou entre a guitarra e o piano. Antes da interpretação de "Terra Firme" aproveitou para dedicar a canção a José Manuel Gomes, o programador do Suave Fest.
"Imaginem que estão no meio do mar a caminho das Berlengas" disse o cantor antes da interpretação de uma música instrumental ao piano. Um conselho útil pois bastava fechar os olhos para imaginação navegar de forma tão natural como a nossa sede…
Benjamim a solo // Mais fotos no nosso instagram @headliner.portugal
Algumas das canções mais conhecidas como "Ângulo Morto", "Dança com os tubarões" ou "Disparar" não faltaram na setlist tais como “Rosie” e “Madrugada”. Para o encerramento ficou “Vias de extinção”.
O público apreciou bastante a performance tendo feito eco disso mesmo nas saudações e aplausos a Luís Nunes. Foi, sem dúvida, um segundo momento caloroso, tal como o clima que se fez sentir.
Para o final do primeiro dia ficaram os Evols. Eles que tocaram pela 2ª vez em 2021 depois de terem tocado no Theatro Circo em janeiro.
O núcleo fundador dos Evols são Carlos Lobo (guitarra), Vítor Santos (guitarra e voz) e França Gomes (guitarra) aos quais se juntaram mais recentemente novos elementos: Rafael Ferreira (baixo) dos Glockenwise, André Simão (bateria) dos Sensible Soccers, Sérgio Bastos (teclados) dos Space Ensemble.
Evols no último concerto do dia // Mais fotos no nosso instagram @headliner.portugal
Pese embora o forte do vocalista não seja a comunicação com o público apelidou o som dos Evols como sendo uma "cena de rock meio descontrolada". Vítor Santos que fez um pouco lembrar o norte-americano Thurston Moore devido à sua pose em palco e a ser igualmente alto. Um som rock em que as guitarras ganham uma predominância na estética sonora dos Evols.
Começaram o concerto com “Train” a última faixa do álbum ‘III’ lançado em 2020. O foco da setlist esteve neste trabalho discográfico do qual também tocaram “Cops”, “Color”, Shadow Of Death”, “Jungle” e a finalizar o concerto “White Lady”. Do álbum ‘II’ tocaram “Shelter” tendo também entrado no alinhamento “Father, death will always come”, um single lançado avulso em 2017.
Vi esta formação lusitana pela primeira vez e devido a esse motivo era o concerto para o qual tinha a maior expetativa. Pessoalmente gostei muito dos Evols pelo que posso declarar ter sido uma excelente surpresa.
Assim terminamos a resenha do primeiro dia do Suave Fest. Nos próximos dias será publicada artigo respeitante ao segundo dia do evento. Fiquem atentos!
Mais um dia aqui na praça do Almada! Não sejas pastel e vem saborear um dos nossos espetaculares pastéis! #naosejaspastel #pasteis #pasteldechaves #pasteldenata #streetfood #foodbike #povoadevarzim #spedro (em Póvoa de Varzim)
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Francisca Visão, Aurora Liz e Dalila Machado a amigar-se nas tasquinhas de Porto de Mós 👏 🎉 ✌ #irmaslindas #melhoresfestas #spedro #bombeirosmiradeaire
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