Sou gay. Sou lésbica. Sou bissexual. Sou transsexual. Sou heterossexual. Sou como você. Sou humano.



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Tenho consciência de que falhei centenas de vezes, e de que ainda nem estou na metade da vida. Quando se fala em erros, sou aquele que está lotado deles, até o pescoço, com um passado cheio de tropeços, com diversas cicatrizes nos joelhos, tendo perdido a conta de quantas vezes eles foram ralados com minhas quedas. Sou mesmo feito de falhas, de poucos acertos, diversas incertezas e inúmeras escolhas erradas. Mas as poucas coisas que fiz de forma correta foi que me trouxeram até aqui, me fizeram ser capaz de admitir que sou imperfeito. Seria ótimo nunca cometer erros, ser quase um robô programado para sempre acertar, poder agradar todos em todas as escolhas, poder não ferir ninguém ao meu redor e causar apenas sorrisos por onde quer que passasse. Eu errei, e você errou ainda mais se um dia me enxergou como um ser divino ao invés de humano; errou quando pensou que eu fosse perfeito. Não sou, nunca serei.
Guilherme Araujo
Eu Escolhi Não Ser Rotulado
Bem, não é porque já estou com 27 anos que eu não tenha tido coragem antes, ou que isso seja coisa de quem não tem vergonha na cara, de quem não teve uma boa educação, de que isso seja influência da mídia ou de amigos, de que isso seja coisa de modinha, coisa passageira, de que seja/foi apenas uma fase (mas que fase longa essa neah?!?!), de quem está querendo apenas chamar a atenção de todos, de quem já foi xingado de vários apelidos quando criança, atualmente conhecido como Bullying, “[... porém não ligava muito pra isso, não dava a mínima importâncias para os apelidos, continuei seguindo em frente até entender melhor sobre minha vida, sobre meus sentimentos, sobre minha sexualidade, sobre meus relacionamentos, apesar de não expor com muita frequência, não sei por qual motivo em específico mas isso foi um hábito que eu desenvolvi e que de certa forma atrapalhou um pouco no meu convívio em sociedade...]”. Passei muito tempo pensando se seria necessário contar isso para as pessoas, se seria necessário limitar quem deveria ou não saber algo sobre mim, poucas sabem, porém agora muitas saberão. SERÁ?!?!. Confesso que hesitei bastante em pensar nessa possibilidade de “expor” um pouco da minha vida para terceiros, até pensei em desistir e seguir minha vida como ela é, analisei bastante o comportamento de muitas pessoas sobre o assunto, não fiz perguntas, claro, apenas as vi como agem no dia-a-dia, quando esse assunto é tratado pela mídia, por palestras, conversas entre amigos, famílias, etc. Pesquisei bastante sobre o assunto na internet, até chegar em um blog específico chamado “BlogSouBi - Um Blog sobre sexualidade e gênero”, nele obtive várias respostas, li histórias de quem vive ou viveu com dúvidas, questionamentos, sobre sua sexualidade, me identifiquei com vários textos, tanto que peguei trechos desse mesmo blog para compor e complementar aquilo que eu penso sobre sexualidade, orientação sexual, mas em específico sobre a Bissexualidade, e também sobre os rótulos que insistem em nos seguir por toda a vida, independente de nossas escolhas, pensei muito até chegar a uma conclusão e finalmente expor para todos aquilo que está oculto e que incomoda muito as vezes, que me deixa limitado, retraído, com medo, impaciente comigo mesmo, que me deixa ansioso, que me deixa inseguro, muitas vezes preocupado com a opinião dos outros, embora não ligando para a maioria delas. Em teoria, não preciso anunciar que gosto de alguém do mesmo sexo ou que sou bissexual, transexual ou qualquer identificação já criada para nos definir. Mas é algo que preciso “por pra fora”, desabafar, contar, mesmo que seja para poucos ou pros mais íntimos, por que eu sei que vai me fazer bem, me fazer feliz, encaixar mais uma peça no meu quebra-cabeça, vou me sentir mais seguro, confiante, e etc. Gosto de me identificar como bissexual. Com apenas uma palavra poderia dizer, sem explicar muito, que me atraio por homens e mulheres. Mas a verdade é que a palavra não se sustenta sozinha, é preciso ser precedida de muita explicação. Se você é bissexual, por que não está com duas pessoas ao mesmo tempo? E por que poderíamos confiar que você será uma pessoa fiel, afinal, sempre terá desejos por ambos os sexos? O rótulo não nos permite, ainda, fugir de tais questionamentos, mesmo que para os bissexuais, as respostas pareçam óbvias. Podemos ser monogâmicos e não precisamos estar com duas pessoas ao mesmo tempo para assumirmos tal identidade. O rótulo, ao mesmo tempo que nos liberta, nos aprisiona.
Definir uma pessoa geralmente a limita, pois os “seres humanos são muito mais do que uma simples definição”. As definições muitas vezes impedem que a pessoa mude, pois ela se apega ao que acredita que seja verdade. Embora algumas pessoas acham que tem a necessidade de serem “rotuladas” para que assim possam ser “aceitas” ou fazer parte de um determinado grupo social. Os rótulos se tornaram alvo de polêmica. São realmente necessários? Podemos dizer que sim e não. Primeiramente, os rótulos nos trouxeram nomenclaturas importantes na luta pela diversidade sexual. Sem eles não teríamos reunido a comunidade LGBTQIA, composta hoje por lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, queer, intersexuais e assexuais.
O equívoco está em usar qualquer rótulo para julgar a experiência sexual ou afetiva de outra pessoa. Ou de querer atribuir ao outro uma identidade, com frases preconceituosas e julgadoras: “Eu sei que ela é lésbica e não bissexual” ; “Tenho certeza que ele é enrustido”. O rótulo deve ser utilizado apenas como uma luta pela diversidade e não para tornar o indivíduo novamente prisioneiro de sua própria sexualidade.
O principal motivo de muitos se esconderem dentro si mesmo é o medo. Medo desse novo (ou até mesmo antigo, porém oculto) sentimento. Medo da rejeição. E claro, medo da família e dos amigos - muitos deles preconceituosos. Mas ele passa, o medo se você começa a entendê-lo e aprende lidar com ele. Dentre os receios estão a fofoca, a insegurança diante da violência contra a comunidade LGBTQIA e a crença de que podemos perder oportunidades profissionais. Vivemos nos escondendo por medo do que os outros vão achar. Perdemos grandes oportunidades para continuar fingindo que a heterossexualidade é o único caminho da normalidade.
Enquanto muitos de nós ainda não tem coragem de enfrentar o preconceito que nos espera, a melhor coisa é sair aos poucos, em lugares seguros, até conseguir se libertar de verdade. Acredito que cada pessoa sente as coisas de uma forma diferente. Não existe uma regra: é isso ou aquilo. O mais interessante da vida é que ninguém sente exatamente as mesmas coisas que a gente. E essas particularidades é que nos tornam especiais, cada um a seu modo. E é importante que fique claro: sair do armário não é necessariamente criar um rótulo para si. Sou gay, lésbica, bissexual, pansexual. É dizer que você pode se relacionar com qualquer pessoa, seja ela qual for. Um ato de libertação coletivo. Poderosíssimo.
Vem Senhor, vem... E me leva além!!! 🙌🙌 #SouHumano #BrunaKarla https://www.instagram.com/p/CCH0I7CDHxa/?igshid=7ugjb34diyd0
#soutrans #souhumano #soucomovoce #soufeliz #ftm #transmann

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A confissão das más ações é o primeiro passo para a prática de boas ações. #SouHumano #NãoSouPerfeito
🙏🏻💭O meu Sonho de chegar está tão longe, Sou Humano não consigo ser Perfeito 😇🎼
🙏🏻😇Mas quando reconheço que sem Ti eu nada sou, Alcanço os lugares impossíveis ☺️🎶