Visita de estudo a石林峡
Boa Noite! Ontem foi dia de visita de estudo a Pequim! Fomos Ă s Montanhas Shilin.
O nosso dia começou as 6h00 da matina, acordamos, tomamos o pequeno-almoço e as 6h30 saĂmos para ir para a Universidade. O ponto de encontro era num edifĂcio perto onde temos aulas, e tĂnhamos que estar lá as 6h50 para sair Ă s 7h00. Coisa que nĂŁo aconteceu, porque tive um imprevisto com a minha bicicleta! Quando fui abrir o cadeado da minha bicicleta, as chaves nĂŁo entravam, nem com a chave nova que estava guardada para reserva consegui abrir o cadeado. SĂł vĂamos os minutos a passarem e sĂł pensávamos: “Eles vĂŁo-se embora sem nĂłs”, entĂŁo, tivemos que usar a bicicleta da PatrĂcia. Ela a conduzir e eu atrás, e Ăamos trocando de lugares! Eram 6h50 e nem metade do caminho tĂnhamos percorrido. É claro que tentamos correr enquanto que a outra ia na bicicleta, mas sĂł pensávamos que Ăamos ficar “em terra”, que nĂŁo iria haver visita de estudo para nĂłs! Estacionamos a bicicleta e as nossas professoras começam a telefonar-nos a perguntar onde estávamos, porquĂŞ de estarmos atrasadas. Tentamos explicar o que tinha acontecido mas acho que elas nĂŁo perceberam nada, enfim…..Chegamos ao ponto de encontro e deparamo-nos com 4 autocarros, professores Ă beira deles e os motoristas tambĂ©m com caras de poucos amigos, já estavam todos dentro do autocarro e nĂłs fomos as Ăşnicas a chegar atrasadas!
Fomos em diferentes autocarros, e quando entrei sĂł vejo pessoas a olharem diretamente para mim, claro que estava toda vermelha e cansada da “corrida” matinal, tentei procurar um lugar para me sentar, o que foi difĂcil mas depois lá consegui sentar-me na fila de trás do autocarro. Agora que penso, ainda bem que cheguei atrasada e ainda bem que fui para a fila de trás. É mesmo caso para se dizer: há males que vĂŞm por bem! Digo isto, porque conheci uns coreanos bem jeitosos! Um deles meteu conversa comigo, e ficaram todos surpresos quando respondi em coreano, e fui logo bombardeada com perguntas sobre Portugal e sobre como aprendi coreano. Passado algum tempo, adormecemos todos atĂ© chegar ao destino.
Sobre as montanhas: deveras Ă© um sĂtio muito bonito com cascatas e lagos de água lĂmpida!!!! Coisa que Ă© raro ver na China. PorĂ©m, nĂŁo quero voltar lá tĂŁo cedo. Aquele sĂtio tinha muitas, muitas mas muitas escadas!!! NĂŁo eram escadas “normais”, mas sim escadas Ă montanha: Ăngremes, e por vezes, de tamanho pequeno ou de tamanho muito grande. PoderĂamos ter ido de telefĂ©rico mas aquilo parecia de brincar, portanto decidimos subir quase tudo a pĂ©. É claro que nĂŁo conseguimos subir atĂ© ao topo porque temos muito amor Ă s nossas pernas e aos nossos pĂ©s, que já se encontravam a tremer de tanto subir escadas. Para nĂŁo falar do calor e da falta de ar. Começamos a descer, e decidimos fazĂŞ-lo atĂ© metade do caminho e o resto Ăamos no telefĂ©rico. O drama, o horror e a tragĂ©dia. Ambas temos medo de alturas, e tenho a certeza que tambĂ©m somos suicidas! Para entrar no telefĂ©rico foi o caos, aquilo era minĂşsculo, a minha bolsa bateu contra a porta e eu já estava a ver que nĂŁo ia entrar e que ia cair do penhasco! Mas quando a PatrĂcia entrou, lá me consegui agarrar nela e sentar-me e sĂł sinto a nossa luxuosa cabine a abanar toda que nem um baloiço! É claro que a meio do caminho comecei a rezar um Pai Nosso e nem sei como Ă© que nĂŁo nos borramos todas de medo! Resumindo e concluindo: foi um dia muito cansativo porĂ©m muito fixe!
Hoje foi dia de descanso e sĂł saĂmos para ir jantar. Agora Ă© voltar Ă rotina normal, e começar a estudar para o grande teste de sexta-feira. Â
Maria AntĂłnia Miranda & PatrĂcia Marques. Â