Aquela garrafa de vinho...
A verdade é que a vida continua quase a mesma coisa, mas a dor de cabeça é mais gostosa.
Mais um  feriado que eu passei em casa, dessa vez, mais sozinha do que antes. Foram duas noites seguidas sozinha em casa, sendo que desde sexta (28/04) eu não sai de casa.
Na segunda noite sozinha, a solidão tomou conta de mim e, enquanto eu assistia série (Hannibal), pensei no que podia fazer para amenizar o sentimento de abandono.
Eu abri uma garrafa de Retini. Em goles curtos e calmos, aproveitei para saborear o vinho, sentir medo da série e pensar um pouco em como me sentia.
Que aflição estar sozinha em casa, com 3 gatos, bebendo vinho e vendo serie que me da medo. Eu escolhi aquele momento, mas ainda assim fiquei triste.
Fazia tempo que não me sentia daquele jeito, pois essa vez fui tomada por uma sensação de vazio. Vazio de vida, de mente, de alma.
Foi uma sensação horrÃvel, que sinceramente não quero sentir de novo.
Um dos meus textos foi sobre a solidão, mantenho o pensamento de que ela é necessária, no entanto, não sempre, como tem sido comigo. Eu sei que tenho amigos, bons amigos, mas estamos em fases diferentes da vida, cada um com objetivo não tao certo, mas a vida esta nos levando para caminhos distantes.
Até pensei que seria legal ter um namorado, para dividir a garrafa de vinho e se empolgar com a série, mas antes de dormir esse pensamento já não estava mais na minha cabeça.
Na manha seguinte acordei com uma dor de cabeça bem leve, gostosa até, então percebi que posso ser sozinha, mas não posso ser consumida pela solidão.
Esse é um pensamento que tenho que amadurecer, para não entender errado. Enquanto eu souber saborear o vinho e tentar entender o que se passa comigo, acho que ficarei bem.