Sinais
Passei algumas horas olhando para o nada pensando na vida.
Tédio.
Por que diante de tantas possibilidades acabamos escolhendo o tédio?
O mundo é enorme e cheio de movimentos, mas escolhemos parar.
Nada me tira da cabeça que é uma escolha.
Não escolher, é escolher.
Agora olho para a janela da sala e vejo tantas outras janelas acesas, apagadas, sem cortinas.
As vezes a gente faz igual a Branca de Neve e come a maçã envenenada.
Coma de olhos abertos.
Senhoras e senhores passageiros sejam bem vindos à prisão da vida - diz o narrador da existência.
Nela somos arquitetos, criadores, carcereiros e prisioneiros.
Procurei por sinais, qualquer sinal, alguma direção. Não deu certo.
Nenhum sinal.
Talvez nenhum sinal, seja o sinal.
Talvez eu esteja forçando.
Ou não.

















