As relaçÔes ecolĂłgicas estudadas na parasitologia sĂŁo consideradas desarmĂŽnicas e interespecĂficas, as caracterĂsticas de uma relação desarmĂŽnica sĂŁo benefĂcio de uma Ășnica espĂ©cie, enquanto em uma relação harmĂŽnica ocorre benefĂcio mĂștuo
A existĂȘncia de subtĂĄxons se deve Ă questĂ”es biolĂłgicas, podem ser:
Acarinos: Parasitos hemimetabólicos (não hå diferença entre a forma jovem e adulta)
Ă dividida em quatro subordens que tem como critĂ©rio para classificação a abertura respiratĂłria chamada de peritrema, as subordens sĂŁo:Â
Astigmata: Ăcaros que nĂŁo possuem peritrema, fazem suas trocas gasosas com o prĂłprio tegumento (pele e seus anexos). PossuĂ as principais sarnas dos animais domĂ©sticos e no homem. EX: Sarcoptes scabiei, a escabiose
Ă dividido em sarnas escavadoras (famĂlia sarcoptidae) - PossuĂ 1 Ășnica espĂ©cia chamado de Sarcoptes scabiei (espĂ©cie) mas tem variedades, o sistema imunolĂłgico do hospedeiro se adapta entĂŁo com o passar do tempo o parasito tende a causar menos incĂŽmodo. NĂŁo passa de uma espĂ©cie para outra
Notoedres cati (espécie): Causa a sarna facial de gatos, pode estar presente em outras partes do corpo do animal. Acomete além de gatos, os cães, raposas, felinos silvestres e até o homem por algum tempo.
sarnas nĂŁo escavadoras (famĂlia knemidocoptidae) - Ăcaro que ataca aves (galinĂĄceos, passeriformes e psitacĂdeos), essa sarna tem carĂĄcter mutilante e deformante
Psoroptidae: Penetra profundamente na derme, a maioria das espĂ©cies dessa famĂlia sĂŁo consideradas oligoxenas
seu gĂȘnero pode ser Psoroptes (sarna psorĂłptica): A sarna de maior relevĂąncia em animais de produção, a espĂ©cie psoroptes ovis Ă© agressiva em ovinos, equinos e caninos levando os animais Ă morte por ação esfoliativa ou por infecçÔes bacterianas
Chorioptes: VĂĄrios animais sĂŁo hospedeiros desse gĂȘnero de sarna. A espĂ©cie mais estudada Ă© a chorioptes bovis que tem os bovinos como hospedeiros, Ă© conhecida como sarna da cauda do bovino, afeta alĂ©m da cauda as patas desses animais.
Otodectes cynotis (sarna otodécica): Acomete cães, gatos e até o homem. Seu habitat é o ouvido fazendo com que o cerume mude de coloração, o prurido (coceira) desencadeia infecçÔes bacterianas podendo chegar no quadro de meningite e morte
Prostigmata: Peritrema prĂłximo ao gnatossoma. EX: Demodex canis, a sarna demodĂ©cica que Ă© estenoxeno e vive de forma saprĂłfita (em equilĂbrio com o organismo) na pele dos hospedeiros e aparece quando o animal estĂĄ sob estado de estresse.
Dois tipos de manifestação clĂnica, Demodicose escamosa - Ocorre espessamento da pele e as vezes vermelhidĂŁo e queda de pelo localizada (alopĂ©cia)
Demodicose furuncular - Infecção bacteriana e confundido com lepra (hansenĂase) que sĂł atinge primatas, quadro mais graveÂ
BIOLOGIA: ovo - larva - protoninfa - deutoninfa - tritoninfaÂ
A transmissão dessa sarna pode ser através do parto em que os filhotes são contaminados ao passar pela vagina da mãe ou através da amamentação onde os åcaros da mãe migram para a pele do filhote quando ocorre a sucção
Mesostigmata: Peritrema entre o segundo e terceiro par de patas. EX: Dermanyssus gallinae, o piolho ou carrapato de galinha
Metastigmata: Peritrema apĂłs o terceiro par de patas, grupo muito vasto dentro dos acarinos. EX: Rhipicephalus sanguineus, o carrapato marrom dos cĂŁes
suas principais famĂlias sĂŁo Ixodidae - Conhecidos como carrapatos duro devido ao escudo quitinizado no dorso, gnatossoma lateral
Esta famĂlia apresenta grande capacidade de gerar prole, uma fĂȘmea pode fazer a postura de 3 Ă 15 mil ovos viĂĄveis, a fĂȘmea morre depois da postura.
Argasidae - Conhecidos como carrapatos mole devido a ausĂȘncia de escudo quitinizado, gnatossoma ventral quando estĂŁo na forma adulta
Apresentam comportamento midĂcolo, que vivem em ninhos. SĂŁo bem resistentes Ă inanição, podendo ficar atĂ© cinco anos sem se alimentar.Â
As fĂȘmeas podem por entre 500 Ă 800 ovos cada uma, acomete avesÂ
As duas famĂlias conseguem se adaptar Ă Â climas hostis e quentes mas nĂŁo suportam muito o frio e a neve
Formigas e pĂĄssaros sĂŁo fatores biĂłticos que afetam o crescimento populacional dos parasitos, como fatores abiĂłticos (que nĂŁo possuem vida) podemos citar a neve e o fogo
Quanto maior a possibilidade de hospedeiro mais difĂcil serĂĄ o controle do parasito, a especificidade parasitĂĄria pode ser:  ââsuscetĂvelââÂ
Estenoxeno: EspĂ©cie especĂfico, que sĂł consegue ser parasito de 1 espĂ©cie. EX: O ixodideo Anocentor nitens, o carrapato da orelha do cavalo e a sarna sarcĂłptica variedade hominis, alta especificidadeÂ
Oligoxeno: Tem predileção por certo hospedeiro mas na ausĂȘncia deles atacam outras espĂ©cies, maioria dos carrapatos pertencem a esse grupo. EX: O argasidae Argas (pessiagos) miniatus, prefere pĂĄssaros e convive bem com aves domĂ©sticas como o Gallus gallus
Eurixenos: NĂŁo tem predileção, ataca qualquer hospedeiro. EX: O ixodidae Rhipicephalus sanguineus, acomete vĂĄrios mamĂferos, baixa especificidadeÂ
Devido ao nĂșmero de hospedeiro o parasito pode ser:
Monoxeno: Necessita de somente 1 hospedeiro para completar o ciclo de vida (eclosão até a morte). EX: Rhipicephalus (Boophilus) microphus
Heteroxeno: Possue vårias espécies em seu ciclo biológico, precisa de mais de um hospedeiro para completar o ciclo biológico. EX: Ornithodoros bacoti
Os meios de transmissĂŁo podem ser atravĂ©s de carrapatos passando por diversos hospedeiros ou atravĂ©s da mĂŁe para a prole quando o carrapato age sobre 1 Ășnico hospedeiro.
Ă importante conhecer o ciclo biolĂłgico do parasita pois existem parasitas altamente patogĂȘnicos que causam danos a saĂșde dos animais e riscos Ă saĂșde pĂșblica, assim Ă© necessĂĄrio conhecer o ciclo biolĂłgico para impedir ou tentar evitar a proliferação deles diminuindo os riscos de doenças causadas por eles.Â