Hoje, talvez eu esteja mais amadurecida, ou até mesmo, tenha caído na real de que não é um pesadelo, digo, é um pesadelo real, do qual não tenho como acordar. Paro e penso em como minha vida mudou de dois anos pra cá, e não sei se foi pra melhor ou pra pior. Está melhor por agora eu saber dar valor há quem está aqui, e pior, pois tive que perder pra isso acontecer. Mas não vou remoer tudo isso novamente. Passamos a vida perdoando as pessoas por seus erros, mas nunca paramos para nos perdoar, e em minha opinião, esse é o melhor tipo de perdão. Não há nada mais libertador do que você se perdoar do fundo do seu coração, e começar a exaltar os seus acertos, e deixar um pouco de lados os erros, e apenas tentar melhorar cada vez mais. Eu me perdoei. Foi difícil, pois havia mais chances da culpa ser minha do que não ser. Sofri muito com isso, não vou mentir. Procurei me preencher com coisas tão fúteis, que no fim, acabaram me deixando mais vazia ainda. Eu insistia em dar amor, a quem não merecia, e aqueles que mereciam, eu deixava de lado, pelo simples fato de saber que quando eu precisasse, estariam ali. Mas até quando? Ninguém é eterno… E eu tive que passar por essa experência pra ver que não é mito, e sim, um fato. É difícil pra mim ainda aceitar isso, pois queria que os meus “protegidos” fossem imortais, mas a morte é um modo de libertação, certo? Se a pessoa morre, é porque no fundo, ela não estava feliz aqui nesse mundo, e foi pra outra dimensão buscar o preenchimento, a felicidade. Tento viver um dia de cada vez, mas a minha ansiedade é tanta! Tenho uma necessidade tremenda de saber o que vai acontecer daqui há 5min, isso não é o certo, eu sei, mas é uma coisa minha. Gosto de falar pra todo mundo deixar acontecer, mas cara, eu mesma não consigo, eu não sou assim e esse é o meu jeito de reagir. Não sei quem vai ser o próximo que vou perder, e isso me entristece. Sei que eu sofreria mais se já soubesse agora, e esperasse para acontecer, mas pelo menos assim, eu já ensaiaria um modo de superar tudo, por mais impossível que isso seja, porque querendo ou não, tem percas que são insuperáveis. Eu tento aceitar isso, mas não dá, e é por isso que o meu próximo objetivo é saber entender as ordens das coisas, e ver, que não importa o que aconteça, nada vai ser do meu jeito.