37. O Hino Esquecido de Carly Rae Jepsen que Merecia o Mundo
Todo mundo conhece “Call Me Maybe”. É um fato da vida, como os impostos e a ressaca. Mas reduzir a discografia de Carly Rae Jepsen a esse chiclete de 2012 é um crime musical, um atestado de preguiça auditiva. E a maior prova desse crime é a existência de “Run Away With Me”.
Essa música não começa, ela explode. Aquele saxofone icônico dos primeiros segundos é um chamado, uma sirene anunciando a chegada do pop perfeito. É uma canção sobre a urgência do desejo, sobre querer largar tudo e fugir com alguém sem nem pensar nas consequências. É a trilha sonora de todo filme mental que você já criou sobre uma paixão avassaladora.
O álbum “E•MO•TION”, de onde essa joia foi extraída, é uma obra-prima do synth-pop dos anos 80 revisitado. É um garimpo de ouro puro. Mas “Run Away With Me” é o diamante da coroa. A produção é impecável, a letra é simples e universal, e a entrega da Carly é de uma sinceridade que te faz acreditar em cada palavra. É uma música que te dá vontade de correr, de gritar, de se apaixonar perdidamente por um estranho no ônibus. É pop em seu estado mais puro e eufórico. Um crime que essa música não tenha sido o maior hit da década.
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