Riacho Doce, 1990 / Facebook de Luiz Braga
“Enchia tudo, tinha uma correnteza horrível. A água a gente pegava na universidade e numa torneira na Barão de Igarapé Miri. Até que o [então governador] Jader Barbalho mandou puxar água pra cá. E antes dele puxar a água pra cá, ele mandava carro pipa vim abastecer aqui. A gente passava o dia e a noite pra pegar água. Quanto a energia, puxamos um gato da Barão. Quando eu vim morar pra cá eu tinha que pagar 5 cruzeiros para ligarem o gato, aí a CELPA vinha e desligava e, quando a CELPA ia embora, avisavam que já ia e que a gente podia ligar de novo. Todo dia era isso, eles desligava e a gente ligava. Aí o pessoal fez abaixo assinado, aí conseguimos colocar água e luz aqui. Não tinha rede de esgoto e água ficava empossada”.
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Depoimento de moradora da Comunidade Pantanal. Em: A contribuição dos programas oficiais para a consolidação sócio-espacial de assentamentos informais ~ Marcília Negrão (2007)








