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Your gaming experience will be even more spicy if the free spin mode comes with a retrigger function. Let's take a closer look at the matter together.
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Chatline com Retrigger
Foto: Isadora Luchtenberg
O Chatline de hoje tá bem LOKAL REAL OFICIAL. No melhor estilo “De volta pra minha terra”, conversamos com Raul Costa, o Retrigger, esse punk lokal que vem a BH fazer um live xocante na Bodas de Fritas. Como vocês devem perceber, ele é super apto pra tocar em casórios, cortejos e festas de família.
Na ativa desde 2001, Retrigger é um músico eletrônico brasileiro que, em suas apresentações ao vivo, mistura o som 8-bit e a estética maximalista do breakcore. Tudo isso com retrofuturismo (theremin!), videogames e um tanto de humor.
A gente passou um brilho labial sabor morango e abriu o chatcam com ele. Vamos lá!
1 Oie, Raul. A gente tá doido pra ver seu live bem na vibe “De volta pra minha terra”. Qual sua relação com BH hoje? Você vem sempre aqui?
Visito sempre BH, tenho um monte de amigues aí, além dos meus pais, né? Nos últimos tempos tenho ido mais por dois motivos, minha namorada belorizontina e meu projeto novo, que estou trabalhando com a incrível Stephanie Tollendal. Nosso duo se chama REIKO REIKO, já já lançaremos as primeiras tracks. Tá muito bom, aliás. Acho que vcs vão gostar.
2 Quando você começou a fazer um som em BH, como era a cena na capital? Você era mais conectado com a cena punk, indie, eletrônica? Conta pra gente!
Gente, tem tanto tempo... Quando me mudei pra BH, em 1999 (eu nasci em Contagem e cresci em Ipatinga), a cena punk era muito legal e acabei ficando próximo das bandas e das pessoas, foi uma coisa de formação mesmo, acho que a forma que penso música, arte e minha vida ainda é bem ligada ao jeito punk de fazer as coisas. Era época do Butecário, uma "casa de show" que rolava no sindicato dos bancários, uma iniciativa do Edmundo, que hoje toca o Matriz. Gente, eram umas bandas muito mais ou menos que a gente achava incrível. Aliás, era uma vida muito mais ou menos, acho que nem sinto saudade, mas foi importante demais. Acho que o período da Mansão Libertina e Carnaval Revolução (2002-2004) foi REALMENTE muito legal e importante. Ali se criou algo que talvez estejamos precisando hoje de novo.
Depois abriu A Obra, toda aquela coisa da surf music. Eu me misturei com esse povo também. Ao mesmo tempo, teve Anderson Noise e aquelas raves grandonas em volta de BH, isso era ano 2000? Algo assim. Também me misturei nessa bagunça. Na época, o "certo" era ser parte de uma cena, se vestir igual aos coleguinhas, mas eu meio que não tava afim disso não. Eu corri atrás de todas coisas, acho q não fez muito sentido na época, mas hoje parece que eu escolhi bem. Em resumo, hoje tá mais legal, né? Tem uma diversidade de sons, de pessoas e de histórias. Me agrada muito o que eu venho conhecendo de BH hoje em dia.
3 Se você pudesse levar um único instrumento pra fazer um live. Qual você levaria? E porquê é o theremin?
Gente, imagina que chatice eu tocando theremin por horas na cabeça do povo? ahahahah Eu amo o que o theremin é: essa caixa mágica que dá seus poderes pra qualquer um que esteja perto. É só ligar que todo mundo quer ver. É também um instrumento muito expressivo, tanto no som que faz, quanto na performance. Mas ó, um set inteiro... ninguém ia aguentar!
4 A gente já viu você tocando fogo literalmente. Já deu algum erro, acidente ou susto no meio do paranaue?
Primeiro, é 100% seguro pra festa, não se preocupem com isso! Eu faço isso há mais de 10 anos! Mas...uma vez deu errado. E foi importante demais pra mim, porque deu errado MESMO. Queimei todo meu antebraço esquerdo num show em Brasília, queimaduras de segundo grau, ficou bem feio. E era uma época que eu claramente estava perdendo a noção no palco. Esse dia me marcou demais, desde então meu show mudou bastante. Ainda tem fogo e descontrole, claro. Mudei o jeito que encarava muita coisa na hora do show. Agora também tem outras coisas, eu toco mais os synths, eu canto, eu estou dando mais do q só meu corpo pra ser queimado, acho. Falei um monte disso na terapia na época, foi um marco. Gente!! Momento de revelações.
5 Fala pra gente duas refs brasileiras que sempre serão referências pro seu trabalho.
Chico Correa é um moço que não para de ser foda e sinto que vem sendo muito importante pra mim. Acho que no futuro ele vai ser parte da história da música brasileira. E ele ainda está lá na Paraíba, fazendo a correria dele, fazendo parte daquela cena incrível de João Pessoa. Eu via o que ele faz partindo da música popular do nordeste e ficava pensando "qual seria minha parte nisso?". E eu sempre vivi em cidades jovens, tipo BH e Ipatinga. A gente não tem muitas tradições, né? Eu sei que existe folclore, música dos tambores, teve Clara Nunes, Clube da Esquina, mas não eram parte da minha vida. A minha história é feita de punk rock, metal, rockabilly. A banda da minha cidade que todos conhecem é o Sepultura. Iggy Pop é meu Jackson do Pandeiro, né? Então acho que é o que eu faço hoje, sou o Chico Correa do lixo. Do barulho.
A Rita Lee é uma artista que me inspira muito, mesmo que sonoramente não seja assim tão parecido. Eu amo o período dos Mutantes com ela, gosto do início da carreira dela também. Era uma coisa que minha mãe ouvia muito, acabou participando da minha vida. Qdo eu era mais novo, acho que não entendia, mas agora penso bem diferente. Ainda mais sabendo das histórias dela e vendo a forma tão lúcida que ela envelheceu. Adoro ler e ver entrevistas com ela. Essa mulher é história do Brasil. A parte boa da história!
6 O descontrole coletivo vai salvar o país?
NÃO TENHO DÚVIDA! Não podemos parar. Vai dar medo? Vai. Mas ninguém pode parar. É porque não conseguem controlar a vida alheia que começaram essa onda conservadora babaca e violenta. NÃO PARA NÃO!
7 Quais informações sigilosas você gostaria que fossem vazadas?
Quando é que vai cair? Cadê o Queiroz? Quem mandou matar Marielle? Isso todo mundo quer saber né? Mas assim, de foro íntimo, acho que não quero saber muito mais coisa não.
8 O que você acha legal na música eletrônica do Brasil?
As festas e as pessoas envolvidas. O tanto que é poderosa a energia, a diversidade das pessoas, a liberdade que todo mundo sente, os visú loki, os horários impossíveis, a rua.
9 O que você acha very chato na música eletrônica do Brasil?
Gente, acho que dá pra diversificar o som, hein? Tem TANTA coisa incrível que acontece por esse mundão, porque a gente se prende tanto a umas 3 ou 4 referências? E rola em todas vertentes. Acho muito incrível festa em que os DJs não fazem sentido, que não "têm referência", que não parece nada que eu ouvi antes. E outra coisa, em 2019 ainda tem gente tentando dizer que DJ "de verdade" toca assim ou assado. MELDELS.
10 Se pudesse trazer um convidado (de qualquer lugar do mundo) para fazer o live com você, na Masterplano, quem você traria?
Acho que seria o Dan Deacon! Imagina? Com aquela cara de técnico de TI que faz aula de teatro no bairro, tocando música com brinquedos estragados e organizando dinâmicas de grupo com vozinha de robô. Sério, ele organizou um túnel de quadrilha no boiler room.
Ia ser lindo também a Fugu RoMance do Siren's Carcass. Eu adoro ela. E ela é uma sereia. Se bem que não tem mar em bh, não sei como ela se sentiria.
Groovin on @flstudio_software 's new app <3 #groovin #dubby #dubstep #96bpm #comeatmebro #retrigger #art #music #electronic #tablet
Retrigger | Duck You Sucker!

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Curadora: @carouaraujo
Retrigger | Soviet Disco Dog Theme Song