✦ Nome do personagem: Lee Jihoon.
✦ Faceclaim e função: Q - The BoyZ.
✦ Data de nascimento: 05/11/1998.
✦ Idade: 27 anos.
✦ Gênero e pronomes: Masculino, ele/dele.
✦ Nacionalidade e etnia: Coreia do Sul, sul-coreano.
✦ Moradia: Mount Olympus.
✦ Ocupação: Artista autônomo.
✦ Bluesky: @JIHOON98MO
✦ Preferência de plot: ANGST, CRACK, FLUFFY, VIOLENCE, SMUT.
✦ Comportamento: É um jovem tranquilo, nunca irá ouvir um som alto vindo da casa dele por preferir usar fone de ouvido, acessório esse que faz parte do estilo dele. Está no meio termo entre extrovertido e introvertido, não gosta de chamar atenção, mas gosta de ser visto. Bom de conversa e de iniciar também.
Biografia:
Nascido na Coreia do Sul, Jihoon foi adotado ainda pequeno por uma influente e estruturada família coreana de classe alta. Crescer em um lar cercado de privilégios financeiros nunca corrompeu sua essência: desde cedo, ele se destacou por sua personalidade solar, seu coração enorme e uma generosidade genuína que encantava a todos ao seu redor.
Enquanto a dinâmica entre seus três irmãos sempre tendeu a ser mais competitiva e voltada para as expectativas de sucesso e negócios, Jihoon seguiu uma linha completamente diferente. Ele nunca olhou para o patrimônio da família com olhos de ambição ou ganância; seu foco sempre esteve nas conexões humanas, na sensibilidade e na arte. Essa transparência de intenções e dedicação sincera aos seus interesses sempre renderam a ele um profundo apoio e orgulho por parte de seus pais, que enxergam na clareza do caçula uma virtude rara, estabelecendo uma relação de muito carinho e suporte mútuo, embora o mesmo afeto não seja compartilhado por dois de seus irmãos mais velhos, que frequentemente confundem o acolhimento dos pais com favoritismo.
Guiado pelo desejo de se expressar e contar histórias, Jihoon ingressou na faculdade de Artes Cênicas para estudar Atuação e Teatro. Durante o curso, ele foi uma figura carimbada no campus: dividia seu tempo entre as aulas teóricas, oficinas de roteiro e uma participação ativa no clube de cinema da universidade. Mesmo que transbordasse paixão pela teoria cinematográfica e pela escrita, a prática da atuação sempre se provou um desafio à parte. Dono de um jeito meio bobinho, adoravelmente desastrado e sem um dom dramático natural ou técnica impecável – nas más línguas, péssimo ator –, o coreano frequentemente se atrapalhava nos palcos e nos testes. Mesmo assim, sua dedicação nunca vacilou. Ele persistiu em cada ensaio e, recentemente, alcançou seu grande objetivo de curto prazo: colou grau na faculdade e conquistou oficialmente seu registro profissional para exercer a profissão.
Como um presente de celebração pela conclusão de sua faculdade e como incentivo para que ele comece a trilhar seus próprios passos no mundo artístico, seus pais o presentearam com uma mansão no condomínio Acropolis Complex. A indicação do local veio diretamente dos pais, que viram no complexo o ambiente ideal, seguro e inspirador para que o filho explore sua independência.
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✦ Nome do personagem: Choi Junho.
✦ Faceclaim e função: Ahn Hyo Seop - Ator
✦ Data de nascimento: 27/11/1995.
✦ Idade: 31 anos.
✦ Gênero e pronomes: Masculino, ele/dele.
✦ Nacionalidade e etnia: Coreia do Sul, sul-coreano.
✦ Moradia: Tartaros.
✦ Ocupação: Proprietário do Athena's Temple e professor em uma escola internacional para meninos.
✦ Bluesky: @TT95CJ
✦ Preferência de plot: ANGST, CRACK, FLUFFY, VIOLENCE, ROMANCE, SMUT.
✦ Comportamento: Junho é um condômino que costuma passar despercebido pelo olhar das pessoas. Ele é quieto, discreto e quase não é visto caminhando pelo condomínio. Sua personalidade também não seria nem de perto considerada cativante, ele é... simpático, nada mais do que isso.
Biografia:
Como informado em sua certidão, Choi Junho era filho adotivo de um casal de comerciantes idosinhos, nascido e criado em Busan. Os dois senhorzinhos sempre diziam que o menino era a mais perfeita definição de uma pessoa comum. Ele andava tão dentro do que era considerado mediano e normal — em todos os sentidos possíveis — que chegava a ser uma pessoa facilmente esquecível. Sua personalidade neutra dava a ele um ar do que nos jogos chamavam de NPC. Sim, Junho era como aquele personagem bobinho, irrelevante e criado única e exclusivamente para ocupar espaço, um figurante. Isso não era uma crítica ou um julgamento, ele tão pouco considerava ser uma característica ruim, o Choi preferia que fosse assim. Afinal, quem iria querer se aprofundar a respeito de alguém com uma vida absurdamente monótona e tediosa? E ele odiava falar sobre si mesmo, apenas porque era muito antissocial, claro.
Não tinha fotos de infância e adoeceu no dia em que tiraram as do álbum de formatura da escola. Ele afirmou que desde muito novo sentia um certo desconforto em aparecer nelas, estava sempre fugindo dos flashes como o diabo foge da cruz. Em sua defesa, se é que precisava de uma, ele sempre preferiu estar do outro lado, vendo o mundo por trás das lentes, ao invés de estar a frente delas. Fotografia era um hobby que o deixava feliz, mas não era bom o bastante para fazer disso sua profissão.
Junho tinha em seu currículo a formação em English Language and Literature. A escolha do curso não foi pensada visando o futuro e melhores oportunidades, foi muito menos complexa e ambiciosa do que deveria: ele gostava muito de ler e tinha um nível de inglês bom o bastante para isso. Por mais que achasse que a força de vontade e conexão com o curso bastasse, ele provavelmente teria pensado em desistir umas 5 vezes. E, mesmo com a conclusão do curso datada no ano de 2021, seu currículo não tinha outras coisas relevantes, nenhum histórico de contratações fixas, apenas algumas aulas particulares e poucos trabalhos como professor substituto em cursinhos quase desconhecidos. Uma vida pacata e sem muita ganância. Era como ele descrevia a forma que escolheu viver. Não era um fodido que estava sempre desempregado, mas também não parecia trilhar uma carreira profissional invejável. Estava apenas ali, sendo normal demais para se destacar.
Foi na metade de 2025 que Junho se mudou para Seoul após conseguir uma oferta boa de emprego para trabalhar em uma escola internacional para garotos. Não teve muito tempo para procurar por casas antes da sua mudança e foi por uma recomendação de um conhecido que encontrou o Acropolis Complex e aplicou para um dos apartamentos no Tartaros, que era onde o seu orçamento limitado o permitiria morar.
Era difícil entender como alguém como ele, que chegou latindo para economizar no cachorro, em um ano, estava assinando um contrato para ser o mais novo proprietário da adorável Athena’s Temple. Não era querendo desmerecer seu trabalho duro ou suas horas de dedicação, só parecia algo meio fora da realidade. Houveram alguns boatos que aquilo teria sido fruto de uma doação de algum pai influente de um de seus alunos ou que, talvez, ele estivesse tendo um caso com alguma milionária e recebeu o estabelecimento como um presentinho pouco discreto. As pessoas eram curiosas e muito fofoqueiras. Tempos depois, uma de suas vizinhas o ouviu dizer que investiu naquilo a herança de um tio solteiro e sem filhos que havia falecido há pouco. Bem, já não era mais uma fofoca interessante o bastante para se prestar muita atenção.
Choi Junho era apenas um simples professor que também dedicava seu tempo a cuidar com carinho dos seus preciosos livros. O que teria de estranho nisso?
✦ Nome do personagem: Elise Yu.
✦ Faceclaim e função: Gowon - Ex-Loossemble.
✦ Data de nascimento: 20/06/2003.
✦ Idade: 23 anos.
✦ Gênero e pronomes: Feminino, ela/dela.
✦ Nacionalidade e etnia: França, sul-coreana.
✦ Moradia: Mount Olympus.
✦ Ocupação: Atendente de livraria na Athena's Temple.
✦ Bluesky: @MO03EY
✦ Preferência de plot: ANGST, CRACK, FLUFFY, ROMANCE, SMUT.
✦ Comportamento: Elise é gentil, doce e bem peculiar. É alguém com quem se pode ter as conversas mais estranhas na fila do caixa de algum estabelecimento. Não é barulhenta, mas sua casa tem uma certa vibe de casa mal assombrada que ela alimenta colocando decorações antigas e gárgulas nos portões.
Headcanons:
1. Elise é filha de uma bailarina e um empresário. A mãe, coreana que passou boa parte de sua vida na França, mantinha a filha consigo enquanto o pai viajava. No entanto, aos seis anos, Elise foi tirada de perto da mãe pela primeira vez por conta da instabilidade mental da mulher, que gradualmente se tornava um risco maior para a menina.
2. Ainda voltava algumas vezes para a Itália, quando a mãe apresentava melhoras. A família acreditava que a proximidade com a filha ajudaria a mantê-la sã, mas sempre se provava o contrário. Elise cresceu com a dualidade da mãe: às vezes amorosa, gentil e divertida; em outras, agressiva e desconfiada, que acreditava que a filha estava ali para machucá-la.
3. Aos quinze anos passou a morar com os avós em Busan e foi colocada em um internato para garotas até terminar os estudos. Pouco conviveu com a família, que sempre a mandava para outros países durante as férias.
4. A instabilidade é a única constante em sua vida, e acabou se tornando um traço principal para a garota. Tem o hábito de trocar de emprego como se troca de roupa, já iniciou vários cursos na faculdade e largou todos, tem muitos hobbies e nunca se mantém em uma coisa só. Incluindo relacionamentos.
5. O curso em que durou mais tempo foi o de Artes Cênicas. Elise é apaixonada por teatro, musicais e cinema, transitando principalmente entre os clássicos e o terror. Além de atuar, se interessa pela parte de figurino e até se aventura na direção de vez em quando.
6. Já atuou em diversos filmes de terror independentes, sendo conhecida no nicho por ser uma “vítima perfeita”: olhões grandes, jeitinho doce e um grito estridente. Seu sonho ainda é fazer uma final girl.
7. Faz bico como scare actress em parques temáticos ou horror houses, geralmente ficando no papel de boneca possuída ou correndo atrás das pessoas em seu vestido branco.
8. O pai a ama, mas nunca esteve presente em sua vida. Para compensar isso, banca a filha com todas as mordomias possíveis; por exemplo, seu presente de aniversário foi uma mansão somente sua no condomínio onde o Yu é investidor, além de todos os cacarecos excêntricos que Elise pedir (que não são poucos).
9. Gosta muito de tarô, astrologia e coisinhas místicas num geral. Pauta seus dias a partir do horóscopo e não toma nenhuma decisão sem antes abrir o baralho ou ir em uma cartomante.
✦ Nome do personagem: Park Mingyu.
✦ Faceclaim e função: Beomgyu - TXT.
✦ Data de nascimento: 13/03/2001.
✦ Idade: 25 anos.
✦ Gênero e pronomes: Masculino, ele/dele.
✦ Nacionalidade e etnia: Coreia do Sul, sul-coreano.
✦ Moradia: Mount Olympus.
✦ Ocupação: Garçom no Nectar Cafe.
✦ Bluesky: @MO01PM
✦ Preferência de plot: ANGST, CRACK, FLUFFY, VIOLENCE, SMUT.
✦ Comportamento: "Miss simpátia" é a definição perfeita. Sempre tagarelando e interagindo com todos, desde jogar basquete com os adolescentes até passar tardes fofocando com os aposentados. É exageradamente animado e barulhento. Por outro lado, também é frequentemente visto emburrado como uma criança mimada.
TW's na bio: breve menção ao uso de substâncias ilícitas e a negligência parental.
Biografia:
Min-Gyu era alguém que sempre teve tudo o que queria. Vindo de uma família de muita influência e com dinheiro o suficiente para que qualquer pedido do filho fosse irrisório demais para ser negado, o garoto nunca soube a sensação de receber um “não”. Também não aprendeu nenhum pouco sobre o dom da paciência, dado ao fato de que todo e qualquer funcionário da família tinha ordens diretas para fazer o possível e o impossível para que ele sempre tivesse tudo nas mãos. Era uma vida fácil, com luxúrias e mordomias demais para que ele tivesse qualquer outra personalidade que não fosse ser um “mimadinho, filhinho do papai” e, obviamente, ele era a definição mais fiel de um.
Foi na adolescência, no auge dos seus 14 anos, que sua fase mais problemática começou. Era frequente as vezes que seus responsáveis eram chamados na escola por mau comportamento, agressão aos colegas, responder professores e claro que, no fim, era tudo encoberto com uma boa quantidade de dinheiro, afinal, como poderiam punir o filho do principal doador da instituição? E a forma como seus pais pareciam sempre ignorar e acobertar tudo o deixou ainda mais confiante para que problemas disciplinares se tornassem pequenos delitos, como pichação de muros e pequenos furtos, “só por diversão, foda-se”, era o que ele respondia sempre que era pego, já sabendo que nada aconteceria a si.
E essa sua personalidade questionável nunca sumiu — surgindo de tempos em tempos, geralmente quando estava sob uso de ilícitos ou bêbado demais para balancear suas ações —, mas, em determinado momento, ele aquietou, sem explicações. A figura escandalosa e caótica passou a tomar forma de um garoto quieto e recluso. Eram raras as vezes em que ele se metia em encrencas ou ao menos pisava o pé para fora da imponente residência dos Park. Para muitos, “ele tomou jeito”, mas, para outros, principalmente a senhora Kim, a governanta que esteve ao lado dele durante todas as suas fases, era algo estranho. Parecia que ele tinha desistido, cansado. Mas do que, exatamente? Ninguém sabia ao certo o que se passava em sua mente.
Demorou um tempo até que Min-Gyu voltasse a ser o garoto agitado de antes e, quando aconteceu, a casa perdeu sua paz. As poucas vezes que seus pais estavam no local, o ambiente era tomado por uma energia ruim, com direito a olhares de repreensão e um clima tenso entre os familiares, mais por parte do Minmin que se afetava bastante, já que nunca fora de receber um tratamento assim. Para os progenitores, era mais fácil resolver problemas que o filho causava a terceiro do que a eles. E, por isso, a pouca interação foi se tornando cada vez mais rara.
Min-Gyu ficou ainda mais isolado depois que seus pais compraram uma das casas no condomínio Acropolis Complex e ele decidiu sair da casa principal dos Park para ficar fixamente por lá. Eram poucos funcionários que, vez ou outra, e apenas para manter a casa em ordem, circulavam pela mansão. E seus pais? Mal ficavam no país e tinham a certeza de que o filho acabaria com algum senso de responsabilidade agora que estava “morando só”. Bem, ao menos as notas na faculdade se mantiveram excepcionais e era o que importava aos progenitores. Para eles estava tudo bem e a relação com o filho era a melhor possível, então, para Minmin deveria ser assim também, certo?
[…]
O Park se mudou para os Estados Unidos, às pressas, sem olhar para trás. Não avisou ninguém e também não se despediu. A casa onde passou o último ano logo perdeu a sua personalidade e voltou a ser uma imensidão de paredes brancas e sem vida, era só mais uma casa vazia e pronta para ser entregue ao primeiro que se interessasse. Foi uma decisão muito triste. Min-Gyu escolheu largar toda a sua vida para viver o que seria o seu maior pesadelo do outro lado do mundo e, ainda assim, ele não pretendia voltar.
Mas, inevitavelmente, voltou. No início, não foi algo definitivo. Ele aparecia, vez ou outra, apenas porque queria muito rever pessoas importantes, tomar um café em uma cafeteria superfaturada e conversar sobre as novidades, por mais que ele nunca tivesse nenhuma. Vinha apenas para sumir de novo poucos dias depois. E, um dia, ele apenas ficou. Pela primeira vez em muito tempo, ele escolheu o que seu coração queria e que ele insistia em ignorar. Voltou como quem não tinha nada a perder, trazendo consigo todas as boas lembranças que o condomínio lhe proporcionou. Minmin amava aquele lugar.
✦ Nome do personagem: Choi Kyunggu.
✦ Faceclaim e função: Jimin - BTS.
✦ Data de nascimento: 05/10/1994.
✦ Idade: 32 anos.
✦ Gênero e pronomes: Não-binário, ele/ela.
✦ Nacionalidade e etnia: Coréia do Sul, sul-coreane.
✦ Moradia: Mount Olympus.
✦ Ocupação: Tatuadore no Muse 9.
✦ Bluesky: @MO94CK
✦ Preferência de plot: ANGST, CRACK, FLUFFY, VIOLENCE, ROMANCE, SMUT.
✦ Comportamento: Tem a energia altíssima, vive puxando conversa e fazendo perguntas sem parar. Vira e mexe pode ser visto pregando peças, mas só quando não está espalhando flertes e assustando os mais conservadores com sua inexistente vergonha na cara e tendência às ações impulsivas.
TW's na bio: Prostituição, abuso infantil, tráfico/drogas, suicídio, incêndio.
Biografia:
Choi Kyunggu nasceu e cresceu em uma vila localizada na ilha de Ulleung-un, sendo sempre bem visto e adorado por todos aos quais interagia por ser charmoso e um verdadeiro galanteador. Entretanto, toda essa aura atraente que ele exalava não passava de uma “cortina”, perfeita para esconder quaisquer suspeitas de que, na verdade, ele era um dos principais comandantes do tráfico naquela vila. Filho de pais adotivos, que nunca se mostraram verdadeiros exemplos para o garoto, na verdade, eles viam Kyunggu e sua irmã mais nova, Dohee, como moedas de troca no ramo criminoso. Quando mais novos, aqueles aos quais chamava de pai e mãe, tentaram o prostituir junto de sua irmã a fim de pagar algumas dívidas que possuíam em compras de narcóticos. Porém, ao se encontrar no lugar junto de seu abusador, o Choi mais velho conseguiu enganá-lo e o apagar com uma garrafada na cabeça para, logo em seguida, causar um incêndio proposital ao misturar fogo com substâncias inflamáveis, ocasionando na destruição da cabana de madeira que estavam presos. Por mais que tenha escapado, ainda possui algumas queimaduras em suas costas e no ombro esquerdo após uma coluna de madeira ter o derrubado durante sua fuga.
Conseguiu encontrar Dohee em outro lugar perto dali, ajudando-a fugir e mandando que ela corresse para longe e se escondesse. Kyunggu, por outro lado, retornou a casa de seus pais, por ainda não ter consciência de que havia sido vendido propositalmente por eles, na intenção de buscar por ajuda. No entanto, só o que conseguiu foi ser maltratado e xingado, mas ainda obrigado a viver com eles durante um bom tempo, sendo impedido de sair de casa por tempo indeterminado. Alguns anos se passaram e, Kyunggu já com seus 20 anos, via seus pais adotivos cada vez mais bêbados e sem esperança, se afundando em dívidas e nas drogas mais pesadas. O Choi, então, se aproveitou da fragilidade mental para buscar sua própria vingança. Já tinha entendido tudo o que aconteceu durante sua infância e possuía tudo planejado para aquele momento, a propósito, até mesmo havia iniciado, incentivando-os ao suicídio e, por meio de uma gigantesca lábia, desenvolvia uma relação tóxica com ambos. Até convencê-los a acabarem com a própria vida. Um ano mais tarde, Kyunggu começou a trabalhar como tatuador para manter as aparências, progredindo positivamente no tráfico que herdou por baixo dos panos.
Quando estava próximo de completar seus 28 anos, com muita culpa por nunca mais ter conseguido encontrar sua irmã, resolveu buscar a ajuda de seu melhor amigo na época, Eric, que o apresentou ao seu detetive particular. Depois de meses, restando apenas alguns dias para seu aniversário, pôde reencontrar Dohee, alguém que já tinha conversado tanto, mas que sequer poderia imaginar que se tratava da garotinha de cinco anos que ajudou a fugir. Conseguiu aproveitar muito tempo com ela, vivenciando um tipo de laço que já fazia tempo que tentava entender o significado: família.
Dado momento, infelizmente Dohee teve que retornar para Seul, onde mais uma vez, os irmãos tiveram que se ver separados. O Choi mais velho se crucificava sobre isso, mas possuía tantas raízes naquela vila que sequer se via morando em outro lugar. Entretanto, ao seu melhor amigo decidir mudar os ares e ir também para o centro da Coreia, juntamente do enorme escândalo em que inúmeros segredos dos moradores foram revelados, Kyunggu precisou fazer uma escolha muito difícil para si, ao mesmo tempo que buscava superar seus medos e traumas.
Exigindo a presença de Moonsik, quem passou a chamar de namorado após um longo ano, resolveu se distanciar da vila ao qual nasceu, a princípio, como algo temporário. Rever sua irmã mais nova, esfriar a cabeça e, também, repensar sobre os grandes passos que estava dando.
Apenas não esperava que aquela cidade grande seria seu novo lar e em tão pouco tempo muitas coisas em sua vida mudariam de forma brusca. Tendo apenas sua irmã o prendendo à Seul e sem dividir o apartamento com mais ninguém, Choi busca seguir em frente com o caminho trilhado para concluir o objetivo principal de sua vida. Enquanto novas questões pessoais se misturavam nos seus pensamentos bagunçados, ainda pode-se contar com Baekhyun, que sempre lhe foi como um abrigo e possuía um lugar especial em seu coração, mas que agora tem se tornado algo ainda mais importante: parte de sua família, como seu futuro esposo (mesmo que ele não saiba ainda).
🥇 Risinho da Vizinhança 🏆
✦ Prêmio conquistado no Momuscar 2024, que ocorreu durante o evento ARA: Acropolis Residents Awards. Esse personagem foi o que mais recebeu votos na categoria “o morador mais brincalhão”.
[Total de votos recebidos: 08].
🥇 Boca de Sacola da Vizinhança 🏆
✦ Prêmio conquistado no Momuscar 2024, que ocorreu durante o evento ARA: Acropolis Residents Awards. Esse personagem foi o que mais recebeu votos na categoria “maior historiador/fofoqueiro do condomínio”.
[Total de votos recebidos: 04].
🥇 Drama Trophy 🎬
✦ Prêmio conquistado após ficar em primeiro lugar na coleta de estrelas no evento I’M THE DRAMA, temático de gravação, realizado no mês de março~abril de 2024.
[Total de estrelas coletadas: 1.295].
🏛️ Escolhido por Hermes✨
✦ Título concedido ao cumprir os desafios do Caminho de Hermes em 2025, no evento Bênção de Ostara. Você enfrentou os desafios impostos pelos seres mitológicos e agora é aquele que transforma travessuras em arte e faz da esperteza um dom.
🥇 Sobrevivente 2025 🗡️
✦ Ao final do jogo Em Busca do Assassino, no evento Make, Find and Be Scary realizado no mês de outubro de 2025, os cidadãos conseguiram prender o assassino e esse personagem foi um dos que ficaram vivos até o final.
🥇 Mãozinha Amiga da Vizinhança 🏆
✦ Prêmio conquistado no Momuscar 2025, que ocorreu durante o evento Momento Nevado. Esse personagem foi o que mais recebeu votos na categoria “o morador que mais emprestou a xícara de açúcar (ajudou)”.
[Total de votos recebidos: 05].
🥇 O Terror da Vizinhança 🏆
✦ Prêmio conquistado no Momuscar 2025, que ocorreu durante o evento Momento Nevado. Esse personagem foi o que mais recebeu votos na categoria “o morador mais apocalíptico/que mais causou”.
[Total de votos recebidos: 08].
🥇 Gado da Vizinhança 🏆
✦ Prêmio conquistado no Momuscar 2025, que ocorreu durante o evento Momento Nevado. Esse personagem foi o que mais recebeu votos na categoria “o maior gado/último romântico do condomínio”.
[Total de votos recebidos: 04].
🥇 Power Couple da Vizinhança 🏆
✦ Prêmio conquistado no Momuscar 2025, que ocorreu durante o evento Momento Nevado. Esse personagem foi o que mais recebeu votos na categoria “o casal do ano” com Park Baekhyun.
[Total de votos recebidos: 07].
🥇 Boca de Sacola da Vizinhança 🏆
✦ Prêmio conquistado no Momuscar 2025, que ocorreu durante o evento Momento Nevado. Esse personagem foi o que mais recebeu votos na categoria “o maior historiador/fofoqueiro”.
[Total de votos recebidos: 04].
🥇 Beyblade da Vizinhança 🏆
✦ Prêmio conquistado no Momuscar 2025, que ocorreu durante o evento Momento Nevado. Esse personagem foi o que mais recebeu votos na categoria “o morador que mais pega geral”.
[Total de votos recebidos: 12].
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✦ Nome do personagem: Im Seulgi.
✦ Faceclaim e função: Ryujin - Itzy.
✦ Data de nascimento: 31/10/2002.
✦ Idade: 24 anos.
✦ Gênero e pronomes: Feminino, ela/dela.
✦ Nacionalidade e etnia: Coreia do Sul, sul-coreana.
✦ Moradia: Elysian Fields.
✦ Ocupação: Estagiária em Medicina na Asklepios.
✦ Bluesky: @EF02SG
✦ Preferência de plot: ANGST, CRACK, FLUFFY, VIOLENCE, ROMANCE, SMUT.
✦ Comportamento: Para ver Seulgi por aí, só mesmo na emergência da Asklepios. Fora isso, passa boa parte do tempo em seu apartamento com a desculpa de estar estudando muito — desculpa essa que é facilmente jogada de lado se houver um convite para beber, desde que seja num lugar tranquilo.
TW's na bio: Luto, menção à suicídio.
Biografia:
Seulgi era parte de um trio.
Poucas coisas são mais trágicas do que isso.
Desde a infância e principalmente no ensino médio, os três estavam juntos o tempo inteiro. Seulgi, Sugyeom e Sajun. SeulSuSa.
Os professores tinham opiniões fortes sobre os três, mas a principal e de concordância unânime era que Seulgi era o cérebro, Sugyeom o coração e Sajun… não pegava bem falar dos alunos assim, mas a fama o precedia. Sajun era irritante, e irritantemente charmoso (na verdade, irritantemente rico). Claro que todo mundo caía na lábia e, segundo rumores, na cama enorme dele.
O fato era que os três se destacavam na escola e pouco entravam em confusão. Ninguém iria mexer com Seulgi sabendo que receberia o pior olhar de desdém possível e talvez um tapa. Ninguém iria mexer com Sugyeom porque, apesar de ser tranquilo como um monge, ele tinha quase dois metros de altura. E ninguém iria mexer com Sajun porque… bom, Sugyeom tinha quase dois metros de altura e um instinto superprotetor em relação ao moleque.
Sugyeom e Sajun gostavam um do outro de uma maneira nojenta (palavras de Seulgi), desconfortável (palavras de Seulgi) e dolorosamente óbvia (para todos, menos para os dois). Como a única parte daquele trio com neurônios capazes de pensamento lógico e coerente, era Seulgi quem precisava lidar com o pining dos amigos. E ela lidava, porque os amava como irmãos. Irmão e cunhado, mais precisamente, para as coisas não ficarem esquisitas.
Na cabeça da Im, iriam se tornar adultos funcionais (possivelmente) e manter aquela amizade para o resto da vida. Seulgi se tornaria médica, Sugyeom professor e Sajun seria uma bela esposa troféu, exceto pelo fato de que era ele quem tinha mais dinheiro entre os três. Eles se encontrariam de vez em quando, umas vezes por mês, para beber e relembrar o passado. Estando casados, os dois idiotas teriam uma dívida a pagar para Seulgi e a ajudariam a encontrar uma namorada.
Mas é claro que os babacas não podiam facilitar a vida de Seulgi.
Sugyeom, diante de uma tragédia familiar, tornou-se outra pessoa. Escapou pelas frestas dos dedos dela. A depressão o tornou uma casca de si mesmo até que ele decidisse que, aos 18, nada mais valia a pena.
Sajun fingiu por ainda alguns anos que não havia se afetado, como se perder o amor de sua vida — sem ter tido sequer a chance de uma vida ao lado dele — fosse algo pequeno assim. É claro que não era. Seulgi sabia, sempre enxergou. Aos poucos, de seu próprio jeito, Sajun também desistiu. Também se foi. Um suposto acidente.
E, assim, aos 24 anos, Seulgi não era mais parte de um trio.
Era apenas Seulgi.
Precisava descobrir, pela primeira vez, como ser protagonista única da própria vida, como ter uma história só sua. Sem dividir sua existência com outros dois.
Só ela e o gato gordo, velho e ranzinza que os “SuSa” deixaram para trás.
Começava a notar que era silencioso demais ser apenas uma.
Um apartamento surgiu em seu nome no Acropolis Complex algum tempo depois que a família Go havia resolvido toda a papelada da morte do filho.
Era grande demais para ela, que não gostava tanto assim de luxo. E a carta de recomendação para a enfermaria do condomínio era um exagero. Sajun era realmente um idiota.
Ela sentiria aquela falta pelo resto de seus dias.
Dois terços de si nunca voltariam.
✦ Nome do personagem: Zhao Kexin.
✦ Faceclaim e função: Ningning - Aespa.
✦ Data de nascimento: 23/10/2002.
✦ Idade: 24 anos.
✦ Gênero e pronomes: Feminino, ela/dela.
✦ Nacionalidade e etnia: China, chinesa.
✦ Moradia: Asphodel Meadows.
✦ Ocupação: Body Piercer no Muse 9.
✦ Bluesky: @AM02ZK
✦ Preferência de plot: ANGST, CRACK, FLUFFY, VIOLENCE.
✦ Comportamento: É uma mulher quieta e reclusa, é comum que os moradores sequer se lembrem que ela é sua vizinha já que a chinesa tenta ao máximo se manter "na dela". Apesar de não gostar de se meter onde não é chamada, Kexin é muito educada e não recusa ajudar alguém quando a pessoa precisa.
TW's na bio: menção a crimes, abuso de álcool, morte, luto, negligência e abandono paternal, transtornos mentais.
Biografia:
Kexin é a filha mais nova dos Zhao, nascida e criada em harbin a vida da garota nunca foi simples e nem fácil. as irmãs perderam sua mãe enquanto ainda eram crianças, Kexin tinha apenas 2 anos de idade. E o seu pai… Bom, quando a senhora Zhao faleceu pode-se dizer que elas também o perderam naquele dia, a partir de lá o homem nunca mais foi o mesmo.
De início era normal que não só as duas irmãs mas também todos ao redor delas pensassem que era normal o patriarca estar agindo estranho, o processo do luto poderia ser doloroso, lento e complicado. Só que conforme o tempo passava não se via uma melhora, na verdade as coisas só pioraram. O homem era viciado em bebidas alcoólicas e jogos de aposta, gastando mais dinheiro do que deveria nesse tipo de coisa enquanto suas filhas eram negligenciadas e precisavam se virar sozinhas com o que sobrava. Kexin tinha sorte de ter a mais velha consigo, se não fosse por ela talvez a pequena não tivesse aguentado tanto tempo. A chinesa se esforçava em seus estudos e engajava em atividades extracurriculares, sabia que dinheiro sempre seria um problema então tentava muito ser a melhor no que fazia para um dia conseguir começar uma graduação em engenharia aeroespacial e ganhar bolsas que a ajudassem a pagar a mensalidade, com esse sendo seu maior sonho.
Kexin sempre foi uma criança diferente das outras, e quando se tornou mais velha o diagnóstico de transtorno do espectro autista não chegou como uma surpresa, mas fez a chinesa se sentir melhor ao saber que tinha uma explicação para ela ser do jeito que era. Só que era difícil seguir com o seu tratamento e buscar ajuda quando seu pai continuava a gastar todo o dinheiro da família e os encher de dívidas de uma forma que ficava impossível de lidar. A garota apenas teria que se virar e tentar sobreviver da forma que conseguia; não era como se ela odiasse seu pai, apenas não entendia o motivo de ele a odiar. Talvez por ser muito parecida com sua mãe e ser a última coisa que ela deixou no mundo antes de partir? Não sabia dizer. Até aquela noite onde tudo mudou.
O homem chegou em casa machucado, revirando tudo que encontrava pela frente e se trancando em seu quarto, saindo de lá apenas com uma mala em mãos. As irmãs não entenderam o que estava acontecendo e ele não explicou, apenas falando que “ia consertar o que fez mas precisava de tempo”, indo embora com um “até logo” que as duas logo perceberam ser uma mentira. Dias se passaram, e então semanas, e então meses… Com as irmãs precisando cuidar de si mesmas e da casa até o momento em que alguns homens bateram em sua porta, e então elas descobriram o problema. Seu pai havia pedido dinheiro com agiotas e não tinha como os pagar de volta então fugiu, só que agora essa dívida havia caído na mão das duas porque “alguém precisava pagar”.
No começo, realmente tentaram. foram obrigadas a fazer pequenos serviços aqui e ali, “entreguem isso pra pessoa X tal hora em tal lugar” e outros tipos de coisa. Mas as garotas tinham plena noção do que faziam e do que estavam entregando, sabia que se algo de ruim acontecesse quem sofreria as consequências seriam elas. Então, tal pai tal filho, elas planejaram fugir. Kexin desistiu de todas suas vontades, desejos e sonhos, mais uma vez tendo sua vida roubada de si. As Zhao juntaram suas coisas, o máximo que conseguissem levar em pouca bagagem, saindo da china e pegando o primeiro avião para qualquer lugar, e esse lugar foi seul, pulando de bico em bico para tentar se manter e morando em pequenos e sujos banjiha aqui e ali enquanto tentavam se acostumar com a cultura e idioma diferente. Ambas tentam se manter na encolha, não falando sobre seu passado e nunca dizendo de onde vieram ou o motivo para terem se mudado, talvez fosse melhor assim.
Com o tempo, kexin conseguiu um bom emprego em um estúdio de piercings e tatuagens, fazendo valer a pena os cursos e certificados que lutou para conseguir. Era um bom trabalho, apesar de estar longe de ser seu sonho pelo menos recebia uma grana boa o suficiente para se manter e ajudar em casa, não querendo deixar todo o peso em cima de sua irmã. Inclusive, graças ao trabalho conseguiram um desconto para morar em acropolis, alugando um apartamento no bloco mais barato do conjunto e finalmente passando a viver em um local mais limpo e digno.
Conforme os meses passavam, kexin conheceu gunhee. O homem que de início era apenas um rapaz estranho e diferente que parecia tentar se aproximar dela a todo custo acabou se tornando seu primeiro amor e primeiro namorado. Os dois se envolveram e passaram a compartilhar seus dias juntos, com a relação amadurecendo e o coreano a ajudando com diversas coisas de sua rotina. Com sua irmã também seguindo em frente com a própria vida, a chinesa pensou que era o momento de deixar a mais velha livre do peso de ter que cuidar dela o tempo inteiro e ocupando um espaço em seu lar. Decidiu então se mudar, passando a viver com gunhee em asphodel meadows em maio de 2026.
A vida da chinesa ainda é uma bagunça. Tem dificuldades para se expressar, quando sente algo sente com intensidade demais, não sabe onde está seu pai e perderam contato com o resto da família. A Zhao sente constante frustração por não conseguir realizar nenhuma de suas vontades e, conforme o tempo passa, apenas se sente mais longe de tudo o que quer. Assim como vive com medo de em algum momento aqueles de quem fugiram acabem conseguindo as encontrar… Segue seus dias com um peso em suas costas e a cabeça cheia, não querendo ser um peso para seu namorado e destruir o novo relacionamento, sabendo que em algum momento vai precisar enfrentar tudo isso e tomar decisões importantes.
✦ Nome do personagem: Kai Abe.
✦ Faceclaim e função: Soul - P1Harmony.
✦ Data de nascimento: 26/02/2005.
✦ Idade: 21 anos.
✦ Gênero e pronomes: Masculino, ele/dele.
✦ Nacionalidade e etnia: Japão, nipo-coreano.
✦ Moradia: Asphodel Meadows.
✦ Ocupação: DJ na Erostic.
✦ Bluesky: @AM05KA
✦ Preferência de plot: CRACK, FLUFFY, ROMANCE, SMUT.
✦ Comportamento: Kai mantém uma rotina discreta, é educado e, como todo menino criado por vó, gosta de ajudar os mais velhos. Apesar de trabalhar com música, é cuidadoso com o volume. Pega intimidade fácil e, às vezes, fala mais do que planeja, até em poucos segundos no elevador.
TW's na bio: abandono parental, luto.
Biografia:
Kai Abe nasceu em Saitama, no Japão, fruto de um envolvimento casual durante um intercâmbio da mãe no país. Ela foi um daqueles raros casos de quem não sabia que estava grávida e só descobriu a gestação no momento do parto. Como nunca quis ser mãe, retornou à Coreia pouco depois, deixando o filho sob os cuidados dos próprios pais, que passaram a criá-lo como se fosse seu próprio filho.
Kai Abe cresceu em um sítio nos arredores de Gokseong com os avós. O lugar era simples, cercado de campo, plantações, animais e muito silêncio. Ele ajudava com o que podia ali, mas nunca foi muito fã da vida rural (nem de muito silêncio) e sempre se sentiu mais atraído pela cidade grande, pelos prédios altos e pelo excesso de gente andando rápido demais.
Ainda assim, o sítio era sua casa.
A mãe vivia na correria, sempre ocupada, e os dois mal se viam. Kai sempre soube, desde cedo, que ela nunca quis ser mãe, mas não a culpa por isso. Para ser sincero, ela nem fez e nem faz falta. O pai, por sua vez, nunca nem chegou a conhecer. Apesar de tudo, nunca o faltou amor e atenção: os avós supriam tudo que precisava receber em casa. Gostava de ocupar o silêncio do sítio com som e dança. Improvisava batidas, testava ruídos para gravar, mexia em equipamentos velhos e gravava tudo o que podia enquanto, ao mesmo tempo, criava uma coreografia usando a música quase que como um refúgio. A avó nunca reclamou — muito pelo contrário! Costumava dizer que era melhor preencher o espaço com aquilo que ele sentia do que guardar tudo dentro de si. Ela e o avô sempre o incentivaram a seguir o próprio sonho e se orgulhavam da personalidade própria do neto. Foram eles, inclusive, que lhe deram a primeira mesa controladora, exposta em seu canto de estúdio como sua maior relíquia.
Os avós cuidaram de Kai com tudo o que tinham até o fim da vida de ambos e, quando se foram, deixaram o lugar para o único neto. Kai sabia que era hora de ir: não queria permanecer ali sem eles e precisava construir a própria vida em um lugar que parecesse mais com ele. Não fazia mais sentido manter o sítio, então decidiu vendê-lo e se mudar de vez para a capital, levando consigo um bom dinheiro guardado para viver. Cansou dos bate-voltas de trem e das tentativas de encaixar sua vida em caminhos tradicionais no campo. Não chegou a se formar em nada ainda e abandonou a ideia bem cedo, mas passou a adolescência fazendo cursos livres, aprendendo sozinho, explorando música, produção e som do jeito que conseguia, praticamente um autodidata.
Na cidade, tudo finalmente parecia ganhar o tal ritmo que buscava. Hoje, Kai sonha em viver inteiramente da música: criar seus próprios sets, produzir e ver as pessoas curtindo junto com ele. Não demorou para a oportunidade perfeita lhe aparecer. O condomínio Acropolis Complex juntava o cenário perfeito: um bom lugar para morar e ainda ter o próprio estúdio em casa, com uma boate onde poderia colocar seus projetos para serem ouvidos na noite.