Prólogos: usar ou não usar?
Essa é uma ótima pergunta. Prólogos e introduções realmente são uma questão polêmica. Tem gente que adora fazer e tem gente que odeia.
Via de regra os prólogos não são recomendados pois a grande maioria dos autores acaba utilizando esse artifício para soltar um monte de informações sobre o cenário ou personagens. Em uma obra didática, não há problema nisso; já em uma obra de ficção, o buraco é mais embaixo.
Veja, informação não é uma coisa dinâmica, não tem emoção, não tem movimento. Isso cria o risco de o leitor se entediar logo no início do seu livro (e é por essa razão que temos tantos leitores que pulam o prólogo). Você já deve ter ouvido o termo “show don’t tell“, que significa que os momentos mais importantes de um livro devem ser mostrados ao invés de contados, não é? Pois então, o começo do livro é um desses momentos importantes e utilizar um prólogo descritivo é cair na armadilha do contar ao invés de mostrar.
Por outro lado, existe uma forma de usar o prólogo e ainda assim manter o leitor atento! Basta você passar as informações iniciais por meio de história, não por meio de informação. Por exemplo: ao invés de DIZER que o seu livro se passa em um reino fantástico que foi tomado por elfos fascistas, MOSTRE os elfos tomando o poder… de repente até mesmo pelo ponto de vista do bondoso rei deposto que morre ao final do prólogo.
Um cara que é craque nisso é o George Martin, do Game of Thrones. Ele sempre utiliza um prólogo para informar o leitor sobre certos aspectos da sua trama, mas ele faz isso por meio da ação, mostrando coisas acontecendo. Todos os livros da série começam assim. Caso não conheça os livros dele, vale a pena dar uma estudada nos prólogos.
Dito isso tudo, se ainda assim a sua obra necessitar de um prólogo informativo, procure torná-lo o mais rápido e direto possível, além de inserir um pouco de suspense no meio dessas informações, ok?
Lembre-se que o leitor ama um livro não pelo que sua cabeça aprende, mas pelo que o seu coração sente ao navegar pelas páginas.
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