Incerteza Emocional
Eu sempre me vi como uma pessoa intensa nos desejos emocionais, não nego a persistência nesse estado, mas às vezes sem perceber adentro meu coração à algo ilusório de minha parte.
Expectativas, esse é o grande problema que tenho quando algo novo acontece, por querer navegar em águas mais profundas não noto que às vezes estou sendo segurada por uma corda, assim, imagino que ali já é o ápice me entregando as maravilhas que vejo e sinto sem perceber que pode haver muito mais a conhecer, porém, quando aquela corda já meio desgasta se solta vejo que o fundo é bem mais denso e inimaginável, ao qual ver novas formas e seres navegando me sinto desiludida na platônica maneira em que me deixei.
Questiono se o que sinto é realmente paixão ou um apego criado. Por nunca entender o que realmente sinto muitas vezes me encanto a alguem de forma a achar que estou contemplando uma obra futurista em que muitas vezes tenho o desejo de o ter somente a mim esquecendo da individualidade do outro. Quando noto estar inerte nisso sou levada a uma tristeza ao qual fixo a ideia de não ser recíproco, mas embora tomada pela angústia pontuou em mesmo instante que ninguém deve suprir tamanhas idealizações de minhas emoções desenfreadas.
Nunca é fácil me acostumar com essas navegações em alto mar, ao qual mesmo tentando me guiar em meio a maré temporal esqueço de controlar as velas e o timão de meu barco, sendo levada para regiões perigosas onde a neblina dos desejos toma conta de mim; minha falta de atenção faz com que eu chegue a um ilustre mundo que com o dissipar daquela visão opaca me vejo em uma pequena Ilha onde não há mais nada a apreciar.
Noto que não há uma resposta simples e exata para toda essa complexa coisa em que adentrei, pois boio em meio a um espaço vazio na incerteza dos sentimentos que criei, tentando aos poucos velejar nesse mundo de maneira consciente para algo único e prazeroso nem que seja somente entender a verdadeira solitude de existir.
-Agatha Neumann












