Desabafo Noturno
Sou uma ingênua alma que crê nos outros
Esquecida da existência da maldade.
Perdida e com medo de me negar
Sujeitando minha carne aos desejos alheios
Não satisfazendo os meus anseios sentimentais.
Tolos homens criadores de expectativas
Ao notar os intuitos direcionados ao meu ser é tarde demais.
Em ambientes perigosos me ponho a estar
Desconforto mútuo de dois seres contrários.
Estagno a cada novo momento desconcertante
Ao qual tento ser forte mesmo na ponta do precipício.
Transtornada pela insignificância que me põe
Choro seco em noites frias tomadas pela solidão.
Desbotando as cores que restam em meu coração.
-Agatha Neumann









