Escrita de: Gyovanna Cabral (@poetagy)
Essa angústia no meu peito, Como algo que quer sair mas tá preso, Como meu coração que não sabe se para ou se continua, Eu mesmo tô pra me encher de porrada só pra saber se ele continua batendo. E essa ladainha? De que eu sou uma menina crescida, Que sei cuidar da minha própria vida, Enquanto sou uma criança que pensa que sabe fazer rima. Como solucionar cada parte de mim que até anti ontem eu não entendia? Minha mão quente e cara de fria, Minha baixa autoestima. Como? Como curar o rasgo que tem em mim, Se minha única ajuda é a poesia? Mas essa lírica é meu placebo, Eu quero curar a todos, Mas nada tira de mim o meu peso, Meu calafrio, E quem cura a poetisa? E quem salva o curandeiro? E quem mata o vilão? Quem tem a empatia de dar um abraço quando se identifica? De dizer, Porra você é pika não desista! Quem tira essa agonia? Quem? Se no fim, Eu fico na cama por dias, E não há caderno, Verso, Pessoa, Que tire de uma escritora, Essa demônio que vocês aplaudem, Essa dor que vocês estudam, Eu vou ter falhado na explicação. Se um dia vocês ouvirem meu nome ao lado de bukowski em literatura, Eu preciso dizer um segredo que o poeta esconde, Há séculos pra continuarem achando que essa dor é só um personagem criado, Por que somos puta criativos. Será que você não vê que está curtindo minha carta de suicidio? Vou te falar: A melancolia, Que persegue quem tem a escrita que pulsa, Nos nossos pulsos, Nos mata, E não nos cura ⚔️✨⚡ (Marque seu amigo poeta e cuide muito bem dele, poesia não salva por completo ) . https://www.instagram.com/p/B681BaADNur/?igshid=lsxb6q4ys3ij















