Pequenos Quase Grandes Dimensões: Homem em Catarse
Afonso Dorido: Guitarra, Voz, Percussão, Sintetizador e Ukelele
Filipe Miranda: Percussão, Voz, Guitarra e Bateria
Álvaro Ramos: Percussão e Sintetizador
Pedro Sousa: Lapsteel
Diogo Alves Pinto: Voz
Este é o conjunto que corealizou o novo disco (composto por 17 faixas!) de Homem na Catarse.
“Aqui também é Portugal!” mensagem epicêntrica do disco com ilustração de Joel Faria com metade face do artista, metade face do interior de Portugal, este One Man Band traduz ao seu jeito a importância cultural que estes locais menos povoados também tem uma essência mística.
"E se o interior do país e a ruralidade contiverem não apenas passado, mas também futuro?” palavras deixadas como um fio de esperança para a construção de algo novo nestes locais que estão ainda muito presos às tradições. As suas raízes são de Barcelos (ou mais propriamente Margens do Cávado), onde o Galo canta por toda a parte.
Explora instrumentos tradicionais, dá espaço aos efeitos e sendo um artista que dá a cara a solo, usa loopers para o desenrolar das canções e canta em bom português. Os nomes das faixas são os nomes de uma região interior, desde “Bragança” a “Tomar”, passando por “Portalegre” á “Covilhã”. Um percurso solitário que se revê nestas cidades um pouco esquecidas da civilização.
O artista anda por aí tanto como interprete a solo como o seu outro projeto “Indignu” (projeto de post-rock) e já entregou-se na sua obra em espaços como a Porta 253 (Braga), Ler Devagar (Lisboa), Percursos Sonoros (Aveiro), Teatro Gil Vicente (Barcelos), Centro Cultural de Caldas da Rainha, entre outros.
“Na montanha inicia-se um trajeto que só um rio pode tomar. O término é só um, só poderia ser um: o mar.” Assim é a libertação de emoção que sofreu repressão, a Catarse.
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Moon Preachers, um projeto fundado por Rafael Santos e João Paulo Ferreira. Bateria e guitarra um punk selvagem autenticamente gravado num registo lo-fi.
“7 Demos of Wild and Magic”, gravado em Julho de 2016, é o primeiro disco de estreia deste projeto que descomprometido de grande luxuosidade materialista, rotulam assim um sonoridade grosseira e de costas voltadas para o que é hipoteticamente correto, encontrando beleza na ‘sujidade’ das guitarras.
A capa deste disco com fotografia de Diogo Gama, reflete o espelho deste disco: sangue, loucura e rock’n’roll.
Uma batalha aliada ao country-side e ao blues rock inerente nos anos 70, neste disco podemos encontrar muitas influências adjacentes a The Legendary Tigerman. Espontaneidade, sons ao natural, timbalões cheios e saturação nas frequências médias dando um lado mais radiofónico a este disco.
Recentemente lançaram "A Free Spirit Death", espírito livre e adjacente às linhagens sonoricas do passado. Este ‘fantasma’ acompanha a dupla num afrontamento com dupla face, e agradecimentos à corporativa do “ Cão da Garagem”.
Este projeto já frequentou palcos como o Rodellus’17 (Braga), MusicBox (Lisboa), Black Bass Évora Fest, Escola de Artes de Évora, Barreiro Rock (Barreiro), Teatrão (Coimbra) e mais recentemente no Walk & Dance 2018 (um festival do qual o HeadLiner foi Media Partner).
Os Moon Preachers no Walk & Dance 2018 com foto de Hélder Oliveira retiradas da reportagem feita pelo HeadLiner:
Alguém disposto a dar boleia para outras margens da nossa estrada?
Facebook: https://www.facebook.com/MoonPreachersmusic/
Com o nome de uma cidade francesa mas de origem vimaranense, depois de espremerem todo o sumo do seu primeiro EP – ‘Juice’, os Toulouse testam a sua limonada com ‘Yuhng’.
Explorando uma sonoridade já algo explorada por alguns projetos lá fora como os DIIV, os Toulouse encontram o fio condutor dá rumo a esta viagem.
Capa do disco começa por ser um registo fotográfico de uma criança com os cabelos molhados uma expressão algo matreira mas inocente ao mesmo tempo (penso que seja uma característica que só as crianças conseguem reproduzir tão bem).
A inocência lírica e frásica levanta-nos este sentimento de nostalgia numa sonoridade smooth punk em que a média musical das músicas desde disco rondam os 3 minutos e uns segundos.
O quarteto é composto por: João Silvestre (Voz, Baixo), Rui Pacheco (Guitarra), Nuno Duarte (Guitarra , Synths) e Francisco Naylor (Bateria).
As baterias bastante uniformes de início ao fim dos singles, linhas de baixo na mesma lógica de ideias, sons sintetizados para dar corporação ao som e duas guitarras contrastadas reproduzindo duas melodias que se encaixam, estes são os ingredientes que ligam a sonoridade destes quatro jovens.
Destaque para “Juniper” single principal em que as guitarras esbatem em War on Drugs. Reverb, delay e phaser – uma fusão de “melodias encantatórias, e um esgar de quem não vive neste mundo.”
Recarrega baterias num single digno de rolar como sound track do FIFA, “Battery” melodia doce batendo nos picos do indie pop, assim como “Toten” mas esta, com vozes mais ecoantes no espaço.
O disco cresce exponencialmente, à medida que vai passando de single para single. Os Toulouse deixam assim os trunfos para o final.
O projeto já pisou palcos como Indie Music Fest (Baltar), Party Sleep Repeat (São João da Madeira), Suave Fest (Guimarães), Milhões de Festa (Barcelos), Vodafone Paredes de Coura, assim como fizeram parte do festival de novos talentos da Fnac em 2015.
Já sendo uma das bandas escolhidas para encabeçar alguns festivais em Portugal, e com uma agenda bastante preenchida, os Stone Dead são os artistas desta semana.
Depois de dois EP’s ‘The Stone John Experience’ (2014) e ‘Silver Ball’ (2016) estes ‘Bons Rapazes’ lançam em Março de 2017 ‘Good Boys’ disco de estreia do projeto.
Aliados à Lovers & Lollypops - João Branco, Bruno Monteiro, Jonas Gonçalves, Leonardo Batista vestem os casacos de ganga e soltam-se das saias da mãe com artwork de Tenório: registo fotográfico de um miúdo na inocência da soa vida com um sorriso matreiro no rosto.
O Rock’n’roll corre nas veias destes artistas que usaram uma história para ilustrar este disco. Uma história cronológica: desde o nascimento do Tony Blue até à morte (personagem fictícia criada pela pela banda). Um Rocker fora de série, influenciado pelas bandas americanas dos anos 60/70 como os MC5 ou The Stooges. Estas são as suas raízes por muito tempo que já lá vá.
Um projeto ‘sem merdas e sem grandes cerimónias’, num disco repleto de singles com riffs gritantes e capazes de sonoramente perfurar cada tímpano por onde entrar.
Aqui fica uma pequena lista de locais por onde o projeto já fez um ‘check’ no seu currículo: Super Bock Super Rock (Lisboa), Rodellus (Braga), SonicBlast (Moledo), Barroselas Metalfest, Milhões de Festa (Barcelos), assim como uma tour europeia juntamente com os Killimanjaro.
CAIO é o nome dado ao pseudónimo de João Santos que já editou dois discos “Desassossego” e “Viagem”.
Seguindo as linhas ténues de José Gonzallez ou mesmo do português Tiago Bettencourt, este músico lançou-se a aventura depois de deixar as baquetas de lado e dar uso à guitarra acústica e fazer-se à estrada com a sua música cantada em bom português.
A língua de Camões faz se soar por entre meia dúzia de acordes simples ou sequências dedilhada que ganham corpo com a voz do artista e algum sound design ambiental.
Uma equação bastante simples, e penso que seja mesmo o objetivo destes discos.
Andar na estrada, fazendo quilómetros ao sabor do vento com os pêlos faciais a esvoaçar. Uma liberdade insuperável num caminho celeste. Boa banda sonora para um bom filme português que flutua entre mares e marés.
A “Viagem” a solo já o levou a sítios como o Sabotage (Lisboa), Indie Music Fest (Baltar), assim como pequenas salas de concerto mais intimistas como A Porta 253 (Braga), Ler Devagar (Lx Factory), Fnac (Faro), Sofar Sounds (Lisboa).
O músico lisboeta procura o seu caminho até ao Planeta Caio onde transmite nos seus concertos muita dose de intimidade e resguardar-se da superabundância de Lisboa, assaltando a nossa paz interior e toca-lhe bem fundo.
Prontos para deixar as malas e seguir para norte?
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