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Gitteraufsatz auf Oehler Kombiwagen Siku 2896 1:32 WERBUNG #siku #oehler #anhänger #sikucontrol #agritech #agriculture #landwirt #landwirtschaft #farm #farming #farmer #farmlife #farmpics #trecker #tractor #traktor #tractors #instafarm #treckersammlung #treckerheld #imageoftheday #picoftheday #photooftheday #instadaily #scalemodel #diecast #agricultural #instafarm #modelfarm #farmporn #132scale https://www.instagram.com/p/B3DAej4i0lN/?igshid=1w616hjrcbu2l
for my birthday last year I got myself a commission! and I decided to make that a tradition, so please, look at my beautiful trash son!!
texto de fim de ano (passível de alteração).
estou sentada em minha cama ouvindo a playlist que carrega meu nome, feita de mim para mim mesma. quando comecei essa playlist, pensei em cada música que ouvi durante anos e que, de alguma forma, me ensinava uma lição ou me recordava muito de algum momento que me moldou. é uma playlist de altos e baixos. tem músicas de amor, músicas sobre o oposto do amor, músicas de raiva, de alegria, solidão, desilusão, dúvida, doses de coragem e, principalmente, músicas de silêncio. sabe aquele espaço de tempo que fica vazio quando te fazem uma pergunta que, teoricamente, deveria estar respondida à essa altura da vida, mas você simplesmente não sabe o que deu errado? penso e penso sobre esses momentos de silêncio que ficaram em minha vida e penso também que cada vez menos venho pensando neles. logo eu, que penso demais sobre tudo. parece que minha ansiedade anda controlada. parece que nada notável acontece a ponto de me incomodar e me colocar pra pensar. nem mesmo meus textos, que são tão parte de mim, têm sido produzidos desenfreadamente, como sempre fiz. a cabeça anda cheia de trabalho, trabalho e nenhuma vida. tudo vai se arrastando. de repente, tenho que me policiar para não trabalhar loucamente e quando eu der por mim, tudo passou e já não há mais tempo para conhecer novos rostos e lugares. o que me assusta hoje é não ter tempo de viver o amanhã. vivo em função de uma agenda cheia, com compromissos amanhã, depois e depois, e mal sobra espaço para um imprevisto acontecer. me programo para não ter nenhuma surpresa. e talvez eu devesse desapegar disso no próximo ano. talvez eu devesse abrir espaço em minha cabeça (e agenda) para os sentimentos. sim, de novo. eu me lembro muito bem como tudo fica quando há sentimento. e que mais posso fazer, se é isso que me move, o que flore meu caminho, me faz querer seguir em frente em busca de mais, do novo, com coragem e a (ilusória) sensação de que tenho um lar? eu sinto falta de ter algum lar que não seja só em mim. alguém que venha me abraçar na madrugada porque eu tive um sonho péssimo. alguém que me ligue porque sente saudade. me mande músicas. alguém com quem eu queira dividir momentos só meus, porque eu me sinto à vontade o suficiente para isso. alguém que me busque, me leve, se certifique de que estou em segurança. alguém que cuide de mim. eu já me cuido, e seu que cuido bem, mas às vezes a gente só quer ser cuidado por alguém que queira isso também. as pessoas se afastam cada vez mais, eu quero é alguém que queira estar perto, cada vez mais perto. onde é que se encontra pessoas assim?

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Eu não queria ir embora.
Eu tentei ficar.
O que me incomoda de verdade é ter enxergado o quanto você era mais do que eu via, do que todo mundo via, e você escolheu ser pouco de novo.
Você só não quer tocar o sol.
E tudo bem. Eu sei o quanto dói se acostumar com o calor e depois ter que aprender a sobreviver às noites congelantes quando o sol parte e você não consegue saber se volta.
Eu entendo você querer menos por medo de ter mais e se machucar.
Ou só não querer mesmo.
Mas eu não posso aceitar menos do que quero.
E é por isso que eu preciso ir.
Eu não quero ficar onde não tenho nada a receber.
Eu não quero as migalhas.
Não quero as sobras.
Não quero sentar aqui e esperar o dia que você vai mudar de ideia, porque esse dia pode nunca chegar.
Eu não posso fingir pra mim que você é o sol.
Eu não posso brilhar só quando você estiver por perto.
Você não é o sol.
Eu sou.
Eu me pergunto por quê dói tanto te deixar ir, sabendo que você não é o que eu procuro.
Por quê parece que estou arrancando minha própria pele ao tentar te tirar de cada célula do meu corpo que você já encostou.
Parece que queimo meus lábios com ácido ao tentar esquecer o gosto dos teus.
A solidão era menos dolorosa quando tinha você por aqui.
Era confortável saber que podia contar com você.
Eu não achei que fosse ter que partir.
Eu não achei que doeria tanto ter que deixar pra trás alguém que eu não planejei conhecer e gostar tanto.
Eu não achei que escreveria esse tipo de texto sobre você.
Na mesma medida que me aquece o peito a ponto de incendiar, consegue arrancar meu coração e deixá-lo ao relento numa noite de inverno.
Eu não achei que sentiria tudo isso logo por você.
Algumas coisas realmente vêm de onde a gente menos espera.
Say you’ll remember me.
Eu pensei o dia todo no que escrever, tentando definir o que eu quero me lembrar de tudo isso. Eu não sei se quero revisitar esse texto e encontrar uma versão de mim orgulhosa e que simplesmente seguiu em frente como se não houvesse nada para se importar, ou se quero encontrar a versão que chorou o dia todo pensando que será esquecida e aqueles dias bonitos que preencheram a memória e aqueceram o coração por algum tempo sumirão.
Eu não quero que sumam.
Eu não quero esquecer das brincadeiras, dos convites pra dormir junto no meio da noite, de me encontrar no seu portão numa quarta-feira qualquer, das madrugadas conversando sobre coisas que quase nunca falamos, do senso de humor bobo, das mãos que se procuram e se encontram, do abraço que parece (e foi) lar, dos olhos que descansam nos meus, do som da risada, do domingo que eu mais te vi sorrir na vida, do mundinho só nosso que criamos.
Eu não quero esquecer.
Eu não quero esquecer você.
Eu tentei negar tanto no início e, sendo sincera, eu continuo sem entender quando e como foi que você espetou sua casa aqui e pegou um espaço consideravelmente grande do meu coração pra você.
Você só aconteceu. Sem mais nem menos. E foi lindo.
Quebrei minhas próprias regras, avancei muitos sinais vermelhos e não me arrependo de nada. Eu floresci no meio do inverno.
Eu não tenho certeza se floresci na terra e enraizei, ou se fui enfeite num vaso bonito na mesa de jantar e que morre dias depois. Talvez seja por isso que dói tanto ter que ir embora agora.
Eu não sei se volto.
E eu não posso contar com a possibilidade de voltar porque é cavar minha própria cova. É engatilhar a arma e apontar pra cabeça.
Eu não posso contar com o acaso.
E junto com as pétalas secas que vêm caindo, eu tenho que recolher as vontades de todos os lugares que queria te levar, todos os filmes que queria te mostrar, todas as músicas que listei numa playlist, todos os pensamentos que queria dividir com você.
Dói engavetar os dias que você tornou ensolarados.
Dói pensar que a minha bagagem é muito maior do que a sua.
Dói pensar em quem vai esquecer primeiro. Quem vai preencher o lugar do outro primeiro. Quem vai se curar primeiro.
Talvez não haja lugar pra nós dois nem nos sonhos.
A gente se acostuma com a gritaria e de repente não sabe reagir ao silêncio.