O que dizer? Eu tento, juro. Tento acreditar nas pessoas, tento criar vínculos, amizades duradouras daquelas que você simplesmente cola com as pessoas e fica numa boa. Mas não dá, eu sempre me afogo. A situação atual que gerou esse meu desabafo emocionado? E-Racing, graduação e carga pessoal. Já estava pensando em sair da equipe a um tempo - não consigo consolidar a graduação e a equipe juntas, e a vibe do time não colabora - e pensava em fazer isso antes da competição, antes de tudo ficar frenético e estressante. O que mudou? Descobri que eu não era o único desgastado, Saboya, Ingrid e Joana estavam comigo nessa situação (aliás! Bem vindos aos meus arquivos, acabaram de estreiar) dentre os quais as duas últimas estavam combinando de sair no fim do ano. Idiota que sou cai no papinho, e tudo parecia mil maravilhas. Confesso que me diverti e fiquei animado com o “nosso” plano de nos livrarmos da enxaqueca e mudar para a Motriz (empresa junior). Inocente demais. Ainda, estava claro que o Saboya também planejava sair antes disso, dava para ver claramente que ele não aguentava mais. Desisti do meu plano original, e por gostar demais dessas pessoas defini que iria ficar até o final, seguindo o “nosso” plano, e também que cobriria o Saboya, para que ele pudesse sair da equipe. Alguém teria que cobrir o buraco que ele faria, e decidi que eu poderia aguentar mais um pouco de trabalho por ele. E valeu, logo que ele saiu nasceu um novo homem; dava para ver que ele estava muito mais feliz, eu via ele estudando com as pessoas, ajudando, interagindo com os professores e tudo mais. Pois é. Agora a Joana também saiu, e sinto que a Ingrid não vai durar também. Não culpo (muito) eles, mas sim a minha inocência. Você vê o que aconteceu? De novo eu me apeguei e decidi me sacrificar. Resultado: sou o único 019 da minha divisão, carregando o peso dos dois desistentes e mais a graduação, sendo que os dois (Joana e Saboya) mandam muito melhor que eu. Fico feliz por eles, e sinceramente estou disposto a morrer de cansaço para ver eles bem, e isso vale para a Ingrid também. Concluí que se preciso, eu também pegaria as responsabilidades dela na equipe e ainda convenceria ela a sair se eu visse que ela também não está aguentando. Sou idiota, essa é a conclusão que tomo toda vez que me apego. Esse é o gostinho que fica na minha boca. Pessoas atrasam, se você quer se dar bem, você tem que estar disposto a pisar nos outros, e eu ainda sofro para fazer isso conscientemente. Eu enxergo, mas não consigo realizar. A única esperança que resta é a analogia do escalador. De tanto servir de apoio para as pessoas subirem, espero que eu esteja cada vez mais forte e consiga alcança-las por mim mesmo. Ou isso ou eu não vou aguentar mais, e ai é uma queda. Veremos. No presente momento: Saboya eu te entendo e não te culpo de jeito algum, Joana eu não estou mais te suportando devido sua personalidade tóxica pra mim e te culpo um bocadinho, Ingrid estou na esperança mas preocupado por causa dos seus problemas médicos de estresse. Bolão: Hayashi motorista solitário sem amigos cheio de colegas.