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No interior, Pimentel diz que é hora de 'varrer tucanos'
Ao cumprir nesta quarta-feira (26) agenda de campanha em Coronel Fabriciano, no Vale do Aço, ao lado da candidata a vice-presidente na chapa de Fernando Haddad (PT), Manuel D’Ávila, o candidato à reeleição e governador petista, Fernando Pimentel, voltou a atacar os senadores tucanos e candidatados a governador e a deputado federal, Antonio Anastasia e Aécio Neves, respectivamente, e seguiu na estratégia de colar ainda mais sua imagem à do presidenciável Fernando Haddad.
Em palanque improvisado e acompanhado da candidata vice-governadora na chapa, Jô Moraes (PCdoB), Pimentel subiu o tom das críticas e disse que “é hora de varrer os tucanos de Minas Gerais”.
O petista pediu aos militantes que trabalhem dobrado para multiplicar os votos na chapa nacional e na do Estado. Ele voltou a dizer que os tucanos mineiros trabalharam diretamente para o que ele chamou de “golpe” no Brasil. Segundo o governador, Aécio e Anastasia ajudaram a colocar Michel Temer (MDB) na Presidência.
“Essa turma deu o golpe lá em Brasília, colocou esse governo fajuto, que é o do Temer, e que está perseguindo nosso Estado, bloqueando nossos recursos, prejudicando o povo mineiro. Mas isso vai acabar. Vamos varrer esses tucanos da frente da gente”, disse Pimentel.
O petista afirmou que em 31 de dezembro termina o governo do emedebista e, com isso, espera inaugurar uma parceria com um possível governo de Fernando Haddad na Presidência. Para garantir sua eleição no Estado, pediu ajuda: “Vamos ter apoio. A Manu veio reafirmar o compromisso da coligação deles com Minas Gerais. Precisamos reequilibrar o Estado e, para isso, precisamos do apoio do governo federal”, afirmou o candidato.
Reta final. O governador ainda pediu união da militância nos últimos dias de campanha eleitoral. Para Pimentel, é preciso que as pessoas se unam em favor dele e de Fernando Haddad. “Agora é a hora de multiplicar o trabalho e o voto. Cada um de nós tem que valer dez, cem, mil, porque prenderam o Lula, mas se esqueceram de prender o povo. Somos milhões de Lula”, bradou.
A candidata Manuela D’Ávila disse que chegou a hora de começar a trabalhar “mais cedo e ir até mais tarde” para ajudar a eleger as chapas. Ela fez referência indireta à campanha do adversário Jair Bolsonaro (PSL) dizendo que o povo de Minas precisa lutar contra um “projeto autoritário” e “contra as mulheres”. “Precisamos que vocês sejam aquilo que Lula pediu: nossas pernas, braços e voz”, disse.
A comunista também atacou os governos de Aécio Neves e Antonio Anastasia. Ela disse que as dificuldades financeiras em Minas Gerais foram causadas por gestões tucanas no Estado.
“Voto no 13 está saindo da toca”
Em ato com a militância feminina, na noite desta quarta-feira a candidata a vice-governadora na chapa do PT, Jô Moraes (PCdoB), disse que, na reta final da campanha, aposta que “o sentimento pelo 13 está saindo da toca” e que acredita que a sociedade não quer um presidente autoritário, em referência ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). A comunista participou do ato Primavera das Mulheres, ao lado da candidata a vice-presidente na chapa de Fernando Haddad (PT), Manuela D’Ávila (PCdoB), e da postulante ao Senado e ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
“Sinto a classe média com medo do que o outro candidato pode representar para o caos social no país e a ameaça à democracia. Outro sentimento é do povo, que ficava com medo de dizer que era 13 e que era Lula e, de repente, começa a sentir. O 13 e o Lula estão saindo da toca, estão começando a se expressar e se revelar”, afirmou Jô.
A candidata ainda pediu para que haja uma pacificação no discurso e no debate político. A deputada disse ser assustadora a radicalização que o debate político tem tomado nesta eleição e afirmou que isso só prejudica o país.
“Sempre houve polarização, mas era da política. Agora, está sendo estimulado até ataque físico, que vai ser um grande prejuízo político, social e econômico para o país”, disse.
A comunista ainda pediu que o resultado das urnas seja respeitado para que o Brasil se desenvolva. “Quando fecharem as urnas e se promulgar o resultado, o país tem que se desarmar e cuidar de criar emprego, atrair investimentos”, afirmou a candidata.
Segundo ela, é preciso que haja um diálogo com setores e instituições para que o processo democrático seja respeitado e que haja governabilidade. “Nós estamos fazendo contatos com todas as instituições representativas da sociedade: Judiciário, MP, inclusive as Forças Armadas, para que possam nos ajudar. E no outro dia, a sociedade organizada será convocada para construir um plano de reconstrução da economia do país, da indústria e da criação de empregos”, afirmou.
Afago
Amigos. Em entrevista a um emissora de rádio da capital, na noite desta quarta-feira, o candidato à reeleição Fernando Pimentel (PT) afirmou que possui pelo presidente da República, Michel Temer (MDB), uma “amizade fraterna”.
Agenda
Alto Paranaíba. Às 13h desta quinta-feira (27), o governador se encontra com prefeitos e lideranças da região, em Patos de Minas. Depois, ele segue para a cidade de Rio Paranaíba, às 17h30, onde se reúne com professores e estudantes universitários. Às 19h, Fernando Pimentel tem encontro com lideranças em São Gotardo.
No interior, Pimentel diz que é hora de 'varrer tucanos'
Queria poder ir a uma manifestação ://