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Dizem que cidades não são feitas de pedra, mas de histórias — e Ninivae, mais do que qualquer outra, sempre soube escolher quais histórias contar. Ao longo dos anos, o que começou como um acordo necessário transformou-se em tradição, e tradição, como bem se sabe, é apenas outra forma de poder que aprendeu a se disfarçar de costume. A Semana da Fundação não é anunciada como algo extraordinário. Ela simplesmente… acontece. Todos os anos, do dia 1º de abril ao sétimo dia do mês, quando se comemora oficialmente a data.
Diferente de outros eventos que circulam apenas entre os mais atentos ou privilegiados, a Semana da Fundação pertence a todos — ou ao menos é isso que se vende. Panfletos começam a surgir dias antes, distribuídos nas ruas, deixados em cafés, encaixados sob portas. Convites formais chegam às mãos de empresários e famílias influentes, selados com cuidado suficiente para sugerir importância, mas não exclusividade. Nas missas, ao final das orações, os anúncios são feitos com a mesma naturalidade de quem fala de fé e continuidade. E, como já se tornou hábito, o próprio prefeito — Elias, atualmente — surge nas transmissões de rádio e televisão, com sua presença impecável e voz estável, reforçando o que todos já acreditam: que Ninivae prospera porque foi construída por mãos humanas, e que continuará assim enquanto essas mãos permanecerem firmes.
Há algo quase reconfortante nessa narrativa.
Durante a semana, a cidade se reorganiza. Turnos de trabalho são reduzidos, estabelecimentos funcionam em horários mais flexíveis e moradores são incentivados a participar de atividades voluntárias. Decorar ruas, auxiliar na organização, contribuir com pequenas tarefas que, somadas, mantêm a ilusão de que todos fazem parte de algo maior.
Este ano, no entanto, há um detalhe que não passa despercebido aos mais atentos: a forte presença da família Yang como principal apoiadora do evento. Discretos como sempre, são eles que sustentam grande parte da estrutura desta edição.
𝐂𝐑𝐎𝐍𝐎𝐆𝐑𝐀𝐌𝐀
✴ 𝐃𝐀𝐘 𝟎𝟏 — Abertura Oficial
Não há expediente. Nenhuma obrigação formal. Como se, por um único dia, Ninivae se permitisse respirar sem peso — ou ao menos fingir que pode. Às nove da manhã, a Praça das Oito Famílias já está tomada por moradores, visitantes e curiosos que se agrupam com uma expectativa que mistura entusiasmo e hábito. Quando Elias sobe ao palco, não há surpresa. Apenas silêncio imediato. Ele discursa sobre origem, união, continuidade. Fala como quem acredita — e isso é o suficiente para que todos os outros também acreditem. Ou aceitem acreditar. Quando o discurso termina todos aplaudem, e a semana de comemorações se inicia.
A corrida de dez quilômetros se inicia logo em seguida, contornando a praça em voltas que parecem simples demais para justificar o esforço, mas que rapidamente se transformam em teste de resistência. Corpos avançam, respirações se descompassam, e o ritmo coletivo cria algo quase hipnótico. Ao final, há um vencedor que recebe o troféu sob aplausos que duram o tempo exato para parecerem sinceros. Os demais recebem medalhas comemorativas e simbólicas, suficientes para manter a sensação de participação.
À noite, a praça se transforma. Foodtrucks se alinham em fileiras organizadas demais para parecerem improvisadas, luzes amareladas criam uma atmosfera acolhedora e o cheiro de comida quente se espalha pelo ar frio. Bingo, música ao vivo, risadas que ecoam mais alto do que o necessário — tudo contribui para a sensação de que a cidade está viva.
✴ 𝐃𝐀𝐘 𝟎𝟐 — Feira da Fundação
No segundo dia, o movimento continua, mas assume outra forma. Barracas ocupam toda a avenida principal, tecidos coloridos tremulam com o vento e uma mistura de aromas toma conta do espaço: algodão doce, pipoca estourando nas panelas, cachorro-quente sendo montado às pressas, espetinhos grelhando sob o olhar atento do público. Para os humanos, é apenas uma feira tradicional, um retorno às raízes simples de uma cidade que se orgulha da própria história. Para outros… é um pouco mais do que isso. Alguns produtos não têm origem clara. Algumas trocas acontecem rápido demais para serem notadas. E há quem diga que, se souber onde olhar, é possível encontrar coisas que não deveriam estar à venda. Mas a maioria não sabe.
✴ 𝐃𝐀𝐘 𝟎𝟑 — Jogos Tradicionais
O terceiro dia traz competição — mas não aquela que se declara como tal. As atividades são apresentadas como entretenimento, celebração, tradição, mas basta observar um pouco mais de perto para perceber que há mais em jogo do que simples diversão. O tiro ao alvo com arco e flecha atrai olhares atentos, mãos firmes e posturas perfeitas. O cabo de guerra transforma grupos em blocos de força e estratégia, enquanto a competição de dança revela quem sabe controlar não apenas o próprio corpo, mas também o espaço ao redor. O xadrez acontece em silêncio, como convém, mas com uma tensão que se estende além do tabuleiro. A pescaria de maçã, a corrida do ovo, o jogo das argolas e a dança das cadeiras parecem leves, quase infantis — até que deixam de ser. Este ano, inclusive, a notícia que circula com rapidez suficiente para parecer espontânea é a vitória do prefeito na dança das cadeiras, arrancando comentários, risadas e uma curiosa onda de aprovação. À noite, a praça volta a se iluminar. Foodtrucks, bingo, música — a repetição não cansa.
✴ 𝐃𝐀𝐘 𝟎𝟒 — Exposição Histórica
O quarto dia desacelera o corpo… e ativa a mente. O museu abre suas portas gratuitamente, convidando moradores a revisitar aquilo que acreditam conhecer. Peças antigas, documentos preservados, artefatos que contam versões cuidadosamente selecionadas da história de Ninivae são expostos. Guias conduzem grupos pela biblioteca municipal, revelando fragmentos do passado que parecem completos… até que se observe com atenção suficiente para perceber o que falta. Fora do centro, trilhas são organizadas para a Floresta de Mammoth, permitindo que visitantes explorem o que resta da natureza ao redor da cidade. Alguns seguem preparados, outros apenas curiosos. Há ainda aqueles que levam roupas de banho, determinados a enfrentar o frio e se aventurar nas águas do Lago Mirrorfen — um reflexo perfeito demais para ser apenas água. À noite, mesmo com o frio, a praça se transforma novamente. Telões são montados para exibição de filmes ao ar livre, cadeiras improvisadas surgem, cobertores são compartilhados. E, como sempre, os foodtrucks permanecem.
✴ 𝐃𝐀𝐘 𝟎𝟓 — Noite das Lanternas
Na sexta-feira, a cidade se desloca para a praia de Coldmere. O vento é mais forte, o frio mais presente, mas nada disso impede que a tradição aconteça. Lanternas são distribuídas, acesas e liberadas ao céu em um movimento coletivo. O mar observa — silencioso, constante — enquanto luzes sobem e se perdem na escuridão. O luau se estende pela noite, com música, fogo e conversas que se perdem entre o som das ondas. Há calor suficiente para manter as pessoas ali. E talvez isso seja intencional. Na fogueira, assam marshmallows, mas o cardápio foi todo montado por Aksel Thorsen, cheff do Azure & Ivore.
✴ 𝐃𝐀𝐘 𝟎𝟔 — Preparação e Celebração
O sexto dia marca o coração da semana — o aniversário oficial de Ninivae. Mas, este ano, ele carrega algo a mais: a preparação para o domingo de Páscoa. Pela manhã, a loja Solstice, de Wilhelmina Lovell, recebe moradores para uma oficina de pintura de ovos. O ambiente é delicado, organizado, quase terapêutico. Cores, pincéis e padrões que parecem simples à primeira vista, enquanto um brunch é servido. À tarde, a Essentia Écarlate, de Davina Mackenzie, abre suas portas para uma experiência mais sensorial. A oficina de criação de perfumes mistura aromas raros, combinações improváveis e uma curiosa sensação de familiaridade em fragrâncias que ninguém consegue explicar de onde conhece. E então, à noite, o evento ganha outra escala.
O banquete no Hotel Noxford, propriedade de Mavrick Lynch, reúne convidados em um ambiente que transita entre luxo e estranheza. Salões amplos, iluminação precisa, serviço impecável — tudo funciona como deveria. E mais. A piscina aquecida reflete luzes douradas, o jardim oferece refúgio para conversas mais privadas e um espaço dedicado a jogos — dardos, pôquer, blackjack e roleta — mantém os convidados entretidos o suficiente para que o tempo passe sem que seja percebido. A cidade celebra, ri e brinda, enquanto se aproximam do último dia de eventos. Diferente dos demais dias, os participantes que desejarem se hospedar no hotel para aguardar o domingo, devem realizar o pagamento de suas diárias. Antes disso, o acesso a quartos é proibido.
—— INFORMAÇÕES OOC
As interações vão começar às 22h horário de brasília (de brasília, roxane qq).
Essa é a primeira parte do evento! Vai haver uma parte 2, com o domingo de páscoa. Mas não fiquem preocupados com isso.
Duração da primeira parte do evento, à princípio, podendo haver alterações caso queiram um pouco mais de tempo nela: até 17/04, 23h59.
Vocês podem interagir em atrações de todos os 06 dias de evento, já listados acima!
Todos os humanos, sejam ele fundadores ou não, acreditam que Elias (o prefeito mais querido do brasil q) é um humano.
TAGS DO EVENTO
#nnvstarter — é a tag de starters do rp! Usem para starters abertos ou calls
#nnvfoundersweek — a tag do evento para posts sobre ele (interações, starters, atualizações das redes sociais…)
#nnvlooks — podem postar looks, embora não seja nenhuma exigência por essa parte de tratar de 06 dias de celebrações.
Quando a maioria dos “foliões” já havia se retirado, ou caía pelos cantos — bêbados, ou de exaustão, ou ainda, ambos —, Joseph caminhou para a piscina aquecida, finalmente deserta. Noite do sexto dia de celebração, era surpreendente que ele mesmo ainda tivesse qualquer fôlego, havendo trabalhado em diversos momentos no decorrer do festival. Não era como os adoráveis vampiros, incansáveis. Apenas um humano teimoso e com dificuldade de ignorar a vida acontecendo do lado de fora de sua própria casa. Ainda que tivesse de recalcular rotas em diversos momentos para escapar da própria família naquilo que era, afinal de contas, sobre eles mesmos. Não possuía roupa de banho, mas buscou um roupão do hotel e o levou consigo até a beira da piscina. Não havia ninguém lúcido o suficiente para julgá-lo, e sinceramente, nem sequer interessado em fazê-lo quando haviam coisas melhores com as quais se ocupar. Todo mundo havia entrado naquela piscina com roupas de baixo em algum momento. Seria frustrante retornar para casa sem um mergulho na água relaxante, quando ela estava ali, disponível e convidativa, logo à sua frente. Depois de alguns segundos completamente submerso, nadando devagar ou apenas sentindo o efeito da água quente nos músculos tensos, os relaxando, Joseph emergiu. As mãos retiraram o excesso de água do rosto e foi com dificuldade que, à meia luz, percebeu que não estava mais sozinho. E que a água parecia vibrar contra seu corpo, como se tivessem ligado hidromassagem. “Que hidromassagem potente é essa, capaz de mover toda a água da piscina?” Perguntou-se com estranheza, notando que talvez seu pensamento não tivesse sido feito em silêncio, e sim em voz alta, ao passo que sua companhia na água virava em sua direção.
starter com zaahen no museu da cidade durante o quarto dia — "you can't rewrite history."
Aquele estava longe de ser um de seus lugares favoritos em Ninivae. Embora duvidasse que o fosse para algum jovem da sua idade, a razão para desgostar dos passeios ao local não incluíam o crescente tédio que se instalava ao ouvir a voz monótona do guia recontando a história da cidade, mas sim com o estranho arrepio que subia lentamente por sua coluna, tornando-a estranhamente alerta. Para o que, não sabia. Era uma sensação que não conseguia empurrar para fora de seu ser, de modo que se viu cruzando os braços como se estivesse com frio, apenas para se sentir minimamente mais protegida contra o inexplicável. Estivera doente nos últimos dias, o que seria uma desculpa plausível para seu comportamento se questionada, muito embora ninguém parecesse prestar atenção em sua figura encolhida no canto da sala. Perdida em seus pensamentos, notou que o grupo acompanhava o guia para outra seção, porém permaneceu com os olhos fixos no antigo documento à sua frente, o próprio sobrenome atraindo sua atenção entre os outros, quando a fala próxima de si a fez se sobressaltar. "Você não faz barulho quando anda?" Questionou com a mão sobre o coração disparado, inalando o ar de forma trêmula até que a adrenalina em seu sangue parecesse diminuir o suficiente para que sua concentração voltasse. Acompanhou o olhar do homem com o seu próprio, franzindo o cenho quando notou que encaravam, agora, o livro da fundação da cidade. Assoprou o ar de seus pulmões, a expressão se tornando mais sóbria do que antes. "Não impede que tentem, imagino." Franziu o nariz em uma careta, embora não estivesse certa sobre o que se referiam. "Se tentarem por tempo o suficiente, as pessoas vão passar a se lembrar apenas do que contam para elas, não? E os fatos ficarão distorcidos na memória coletiva até se tornarem reais."
starter com davina nos jogos tradicionais do terceiro dia — "don't make me regret this"
Por mais que tivesse dito aos seus seguidores que a cidade precisava inovar nas comemorações anuais, já batidas de tão tradicionais, era difícil esconder a expressão animada que tomava suas feições ao se aproximar das atividades do dia. A Semana dos Fundadores era, afinal, um de seus eventos favoritos desde que era pequena, arrastando — ou tentando — sua mãe pelas mãos até as barraquinhas que gostaria de explorar. Naquele dia, estava sozinha como em todos os anos anteriores e as lembranças não traziam apenas sua melancolia à superfície, como também amargavam a boca de seu estômago. Precisava encontrar uma distração para que não arruinassem seu dia, razão pela qual não demorou para gravitar em direção aos Mackenzie, mesmo que inconscientemente. Casamentos à parte, a família era uma presença constante em sua vida desde sempre. Por mais que seus segredos houvessem tingido a relação que possuíam, não conseguia cortá-los de sua convivência. "Se arrepender de vencer e humilhar seu irmão?" Arqueou uma sobrancelha ao ouvir as palavras de Davina, deixando um ofego silencioso escapar de sua garganta enquanto se voltava na direção em que cruzara caminho com Viktor pouco antes. "Faz um tempo que não competimos no cabo de guerra. Tenho certeza que se formos nós duas contra ele e Lillya, vamos ganhar!" Preenchida pela ansiedade de participar do jogo após tantos anos, ainda apoiava a mão em um dos ombros da possível-futura-cunhada quando saltou em seu lugar, animada. "Você não pode me deixar sozinha nessa! Não tenho irmãos para competirem comigo e o seu não vai me deixar em paz se ganhar."
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Ao canto, provando bebidas artesanais — a maioria de origem bem duvidosa—, Joseph observava a movimentação ao lado de Atticus. Acenou um cumprimento com a cabeça para mais um morador desconhecido, um sorriso de lábios selados. Um ano em Ninivae e ele já estava se tornando um rosto familiar para aquelas pessoas, carregando um sobrenome com o qual não queria se relacionar em nada, e hipocritamente, ainda assim, trabalhando no hospital da família. De que outra maneira pagaria as contas? Ele tinha hobbies caros. Para fugir disso teria que deixar Ninivae outra vez, e aquele não era exatamente o melhor momento para isso. Ao menos achava que não. “Quão de saco cheio você está de ser abordado por todo mundo para ouvir questionamentos sobre o seu pai?” Sorriu falsamente para Ates, os dentes reluzindo no meio de uma expressão quadrada, olhos em pânico. “Mas me diga quanto. Porque se eu for questionado mais uma vez, eu talvez precise matar alguém.” Bufou, o peito se movimentando de forma dramática. Como médico, devia parecer uma grande fonte de conhecimento inesgotável. Ele devia saber o que tinha acontecido, não? Era o que achavam. Devia saber quando ele melhoraria, também. Que dias de merda. Porém, virou-se de repente para o amigo como quem se dá conta de algo. “Não literalmente, não se empolgue nem nada assim. Eu sou médico, sabe?” Deu de ombros, era um homem com um juramento. “Bom, eles sabem. Todos. E eu supostamente deveria saber o que está acontecendo. Mas quem sou eu, reclamando como se fosse a pessoa aqui com o pai hospitalizado? Quero dizer, não acho que eu me importaria.” Arqueou as sobrancelhas, mas rapidamente ofereceu outro cumprimento para mais outro morador desconhecido. “Talvez pudesse usar um travesseiro para resolver as coisas. Ei, brincadeira! Eu sou médico. Médico!” Repetiu como se estivesse lembrando a si mesmo a se controlar, e então sorriu novamente, dessa vez com verdadeiro humor, e levantou a bebida num convite para um brinde inesperado. Bebeu primeiro, e então estalou a língua no céu da boca, olhando ao redor. “Perdão, acho que estou enlouquecendo. Vamos falar de outra coisa?”
founders week — noite do terceiro dia with @maximlns
O tempo havia passado, dando-lhe margem para que digerisse os fatos com calma desde o incidente do baile de máscaras. Tenebroso baile. Joseph não tinha dificuldade de entender que o relacionamento que existira entre ele e Marcelene havia acabado, muito menos de compreender que ela, com toda certeza, tinha uma vida sexual — ou seja lá o que aquilo fosse— ativa longe dele. Entretanto, a parte do “seja lá o que aquilo fosse” era, em realidade, bem difícil de tolerar. Ficava rondando sua mente como um mosquitinho insistente, e embrulhava seu estômago. Na praça cheia, com mesas ocupadas por pessoas sorridentes e cheiro forte de comida gordurosa, todos os seus sentidos eram facilmente preenchidos, mas aquela entre elas estranhamente vazia, com um único ser presente (não ser humano, não) chamava sua atenção acima de tudo. Ele caminhou até o homem, sentando-se à mesa da maneira mais mal educada que já lhe ocorreu. Talvez pudesse culpar o pouco do álcool consumido. “Posso entender o que está acontecendo entre vocês ou...? Não, né?” Não houve introdução. Ele piscou uma vez, a expressão em total seriedade, os olhos se estreitando de leve. De fato, quando lhe diziam que possuía pouco apreço por sua integridade física, não estavam errados. Não tinha o menor direito de se intrometer na vida de Marcelene. Nem permissão, muito menos permissão. Mas o autocontrole do qual pudesse se gabar de possuir se limitava à seu exterior, a forma de se expressar. Por dentro, ele sabia que não tinha muito controle sobre as próprias ações quando elas tomavam a dianteira. “Eu só diria que vocês deviam ser um pouco mais sutis. Não, sutil não é a palavra. Mais discretos. Não são nada discretos. E isso vindo de um humano, você vê...” Sussurrou a palavra “humano” como se fosse um segredo que compartilhavam.
⠀ㅤׄ𓄹⠀𓈒⠀ㅤׄfeaturing ❟ você!⠀ㅤׄ𓄼
⠀ㅤׄ𓄹⠀𓈒⠀ㅤׄscenary ❟ aberto a qualquer dia do evento, em qualquer lugar⠀ㅤׄ𓄼
o riso soa baixo, como se devesse contê-lo, mas sem tentar de fato. os olhos brilham, um verde quase não natural, ao que observa a cena. ❛ uau. você se meteu numa situação e tanto, hm? ❜ ela tomba a cabeça para o lado, num movimento fluído e provocante, tal qual o arquear das sobrancelhas. ❛ o quê? eu só falei. ❜ dá de ombros, segurando outro riso. talvez o momento pedisse por mais seriedade, talvez não… só que poucas coisas rompem pela irreverência cretina de şivan. muito poucas. portanto, quando se aproxima, é com calma, como quem acha algo curioso. ❛ care for some help? ❜