Não era sua primeira vez exercendo aquela função, mas Nicollas corria de uma lado para o outro do bar tentando atender com eficiência todos que procuravam por uma bebida na noite da inauguração. Da breve reunião que tivera com Rafael - o seu chefe - e todos os outros funcionários antes da abertura, fora apenas lhes pedido que tratassem todos da melhor forma possÃvel e era isso que tentava fazer, com um largo sorriso no rosto e transparecendo diversão em cada drink que preparava. Dividia o pequeno espaço linear com mais outros três funcionários e tentava distribuir sua atenção entre as dezenas de pessoas que lhe gritavam por atendimento, mas por sorte, com agilidade conseguia agradar a todos nos breves segundos que oferecia seus serviços antes deles voltarem a rodar o corpo pela pista de dança. Não perdia muito tempo, de um, já corria para o próximo, sua disposição era invejável, assim como a natural felicidade que estampava em si. Finalizando uma Gim Tônica, - ainda tinha dificuldade quanto a decorar os elaborados nomes do cardápio - correu os olhos para o braço esticado que lhe pedia uma cerveja, despreocupado por achar que o lado oposto do balcão ao que atendia estava sendo monitorado por outro funcionário, mas de relance avistou uma face, já percebida ali alguns minutos atrás, não tão contente devido a demora e o fato de ter sido recém ignorada por Marcos, o outro barman. Nico alongou o passo até onde a mulher estava. - Opa! Tudo bom? Como posso te ajudar? - Seu largo sorriso já se desculpava pelo descuido, assim como o brilhar dos olhos azuis ao dar agora a atenção que os dela mereciam.Â