Pessoas sĂŁo difĂceis, principalmente quando realmente queremos conhecĂȘ-las.
Gostaria muito de saber ler açÔes e reaçÔes, palavras não ditas.
Pelo menos acreditar nas ouvidas.
Pessoas me confundem!
- FerreiraMay

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Pessoas sĂŁo difĂceis, principalmente quando realmente queremos conhecĂȘ-las.
Gostaria muito de saber ler açÔes e reaçÔes, palavras não ditas.
Pelo menos acreditar nas ouvidas.
Pessoas me confundem!
- FerreiraMay

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Quanto falar pra quem vocĂȘ se sente a vontade?
Quando ser verdadeiro?
Quando vou parar de me sentir julgada, analisada e sentenciada?
Quando ser eu mesma vai me deixar confortĂĄvel pra sĂł seguir em frente sem tentar adivinhar o que fiz de errado pra outra pessoa mudar, se afastar?
Só queria ser estranha e achar alguém com quem dividir essa estranheza.
-FerreiraMay
Olhar sereno, pensamento distante, atitude marcante e jeito cativante.
De onde chegou ninguém viu, somente sentiu. Presença imponente um tanto carente.
Sorriso livre, alma pura, seu toque desperta, impera sobre a vontade esquecida.
Perder os temores, tremer sem pudores, entrega sem pressa ao que vocĂȘ faz.
Tempo que para em uma atitude inesperada.
Brisa tranquila que dança é a vida, céu tatuado de emoçÔes.
Tanto a se ver.
Em seu mel olhar o meu reflete a descrença iminente!
- FerreiraMay
O CORVO NA CATEDRAL
Aquele pĂĄssaro... Aquele pĂĄssaro preto me chama a atenção. O pĂĄssaro preto naquela estrutura velha. O pĂĄssaro preto meio distante. VocĂȘ, corvo, nĂŁo me percebe. VocĂȘ, corvo, prefere a paisagem do outro lado da catedral. LĂĄ hĂĄ outros corvos. LĂĄ hĂĄ pombas brancas. LĂĄ hĂĄ marcas mais bonitas para ilustrar o coração.
Corvo, voa pra mim. Olha pra mim. Divide comigo o sombrio da tua alma. Essa lua nova do escuro da noite, que pulsa e direciona a qualquer outra coisa mais interessante, mais notĂĄvel que eu.
Eu sempre passo, corvo. Eu sempre te olho, corvo. VocĂȘ, lĂĄ em cima, na catedral.
A catedral, que tambĂ©m escolhe nĂŁo se importar comigo... A catedral, que bate o sino, mas nĂŁo pra mim. A catedral, que chama corvos e corpos. A catedral e vocĂȘ, corvo.
- Æoatos