Poema incompleto sobre ruas de subúrbio e papel químico existencial
«Vai-se indo», dizes tu, como quem nunca irá: Os pés arrastam-se, como a vida, de cá para lá, Num marchar compassado, frio, entre o sentir E o sem-sentido, entre o que há e que há de vir. Sonhos? Sonhaste-los antes dos dias de adulto, Antes dos dias em que sonhar passou a insulto, Injuria vil e soez à arte de s’ir vivendo sem viver. Pois que morra mais um dia, pois que há de ser Qu’um dia morram todos os dias e duma só vez. Resta-te apenas nada ser - e ser quem nada fez, Filho prodigo de uma certa certeza que é a sina De quem cospe na vida enquanto beija a rotina.
Fabien Euskadi















