Me apaixonei pelo professor - Capítulo 113
O tempo foi passando e algumas pessoas começaram a ir embora, meus pais foram por que tinham que viajar cedinho no outro dia. Bruninho disse que ia passar na festa de um amigo antes de ir pra casa, acabei ficando a sós com o Luan e ele disse que me levaria em casa. Quando estávamos saindo começou uma chuva forte e repentina, aquelas bem típicas de verão.
- Vem, rápido - Luan falou puxando a minha mão enquanto atravessávamos o estacionamento.
- Tá com pressa? - Perguntei.
- Achei que você não quisesse se molhar - Ele parou pra olhar pra mim.
- Sabia que esse momento tá me lembrando uma música da Taylor Swift?
- Ah é? E o que ela diz? - Luan questionou curioso.
- And I don't know how it gets better than this /
You take my hand and drag me headfirst /
And I don't know why but with you I'd dance /
In a storm in my best dress /
(Porque eu não sei como isso pode ficar melhor /
Você pega minha mão e me joga de cabeça /
E eu não sei porque mas com você eu dançaria /
Em uma tempestade no meu melhor vestido /
Destemida) - Cantei um trechinho do refrão pra ele.
- Não seja por isso, eu poderia ficar aqui dançando com você pra sempre - Luan me beijou e nós ficamos alguns minutos dançando na chuva.
A chuva foi se intensificando e eu me assustei com os raios e trovoadas, então achamos melhor ir pro carro.
- Vou te levar logo pra casa, é perigoso você ficar resfriada - Luan falou destravando o alarme.
- Tá bom, preocupadinho - Respondi entrando no carro.
Ficamos conversando coisas aleatórias, até que Luan colocou uma música que me chamou atenção.
- Não tenho você, não tem graça
Não tem acordo com o meu coração
Ontem à noite eu tentei pegar no sono
Mas o sono não respeita minha solidão
Eu fico sem dormir, fico sem comer
Não tem hora pior que quando você chega e diz
Por que hoje a noite vai ser longa
Por que você tem que dormir na sua cama?
Vem morar comigo por um fim de semana
Começa a história que eu completo o resto...
- Isso foi uma indireta, um convite ou o quê? Agora a gente tá conversando por meio de músicas? - Perguntei assim que a música acabou.
- Uai, tire suas próprias conclusões - Luan brincou.
- E se eu disser que aceito? - Falei assim que ele parou o carro em um semáforo.
- Tá falando sério? - Ele virou o rosto pra me olhar.
- Seríssimo - Dei um selinho nele que logo sorriu e foi em direção à sua casa.
Chegamos rapidamente à casa do Luan, que inclusive era perto do meu prédio. Ainda chovia forte e nós dois estávamos completamente molhados depois do beijo no estacionamento da casa de shows. Entramos na casa dele em silêncio, ele pegou uma toalha pra mim e ficou me encarando enquanto eu tentava me secar.
- O que foi? - Perguntei curiosa.
- Hãn?! - Ele ergueu a sobrancelha, eu tinha lhe tirado de um devaneio.
- Por quê você tá me olhando assim, com essa cara...? - Acabei soltando um sorriso.
- Tô só te admirando - Luan gargalhou - Vamos lá pra cima, você toma banho e tira esse vestido molhado antes que fique doente...
- Então tá né - Não ia adiantar contestar, então segui o Luan até o quarto que parecia ser o dele, muito bem decorado e organizado.
Ele me entregou um roupão para que eu vestisse enquanto ele colocava minha roupa pra secar, e também me entregou um vestido.
- Nossa, eu tinha esquecido esse vestido no hotel em Porto Seguro - Falei surpresa assim que ele me entregou - E você guardou ele durante esse tempo todo?
- Lógico, era um pedacinho seu que eu tinha comigo - Suas bochechas coraram assim que ele terminou de falar, fiz uma cara de "awwwwn" e beijei ele.
O beijo começou lento, carinhoso. Soltei o roupão que eu segurava e coloquei as mãos ao redor do seu pescoço, ficando na ponta dos pés para alcançá-lo melhor. Luan mantinha uma mão na minha cintura e a outra no meu cabelo. As coisas foram acontecendo de tal maneira, que eu me deixei levar por aquela sensação boa que me invadia. O beijo foi ficando mais rápido, transmitia uma urgência e a necessidade de ficar perto fazia com que as mãos de Luan apertassem cada vez mais meu corpo contra o dele. Sem perceber as mãos dele foram abrindo o zíper do meu vestido e as minhas desabotoando a sua camisa, tudo de maneira muito natural. Nos beijávamos ininterruptamente, até que eu senti o vestido caindo pelo meu corpo, o que me fez dar uma pausa.
- Se você quiser a gente para - Luan falou em um tom carinhoso.
- Não precisa... - Sussurrei baixinho em seu ouvido.
- Certeza absoluta que você quer continuar? - Luan questionou - Eu não quero te forçar a nada...
- Eu quero - Respondi e Luan abriu um sorriso, retomando o nosso beijo.
O que eu senti era inexplicável, um paradoxo entre a segurança e a curiosidade sobre o novo, um verdadeiro turbilhão de sentimentos. Entretanto, de uma coisa tinha certeza plena certeza: de todos os lugares do mundo, naquele momento eu só queria estar ali e com ele. O cara que me fez perder inúmeras noites de sono e, em contrapartida, me proporcionou os meus melhores sonhos.
Luan me deitou na cama, ficou por cima de mim e começou a depositar beijos por toda a extensão do meu corpo. Ele começou pelos pés, passando pela canela, coxas, barriga, seios, pescoço, mordeu minha orelha e voltou a beijar meus lábios. Minhas mãos puxavam seus cabelos e nossos corpos entravam em sincronia. Sua barba me arranhava levemente, o que fez minha respiração ficar descompassada. Assim que ele desabotoou meu sutiã senti a pele inteira se arrepiar e as minhas bochechas ruborizaram. Terminei de tirar sua camisa, logo ele tirou a calça também. E nessa as poucas peças de roupa que ainda separavam nossos corpos foram embora. Os meus olhos não desviavam dos dele por um segundo se quer, a cada movimento parecia que os corpos já se conheciam a uma vida inteira. Todos os ingredientes necessários pra uma noite perfeita estavam presentes naquele quarto.
- Eu te amo - Sussurrei baixinho.
- Eu te amo muito mais - Luan beijou minha testa, me abraçou e nós dormimos agarradinhos.
Foi nesse instante que eu percebi que essa história de "a face to call home" existe mesmo, em meio a tantos rostos, tinha um específico que eu poderia chamar de meu lar. E eu poderia morar ali por um bom tempo, eternizando cada segundo daquele momento.