HĂĄ aproximadamente seis meses, eu me apaixonei por vocĂȘ. E por incrĂvel que pareça, vocĂȘ sentiu o mesmo. Eu fui criticada por ser muito nova pra ti e coisas do gĂȘnero, mais o nosso amor superou tudo e todos que quiseram com que isso desse errado. Mais era tudo tĂŁo surreal, tĂŁo perfeito. Parecia um sonho. Nos tornamos completamente dependentes um do outro. VocĂȘ me tratava tĂŁo bem, era o prĂncipe encantado que qualquer garota gostaria de chamar de seu. As pessoas falavam que era pra eu abrir o olho, por que isso nĂŁo era um mar de rosas. Essa coisa de amar nem sempre era assim. Mais parecia ser, parecia dar certo pra nĂłs. Nada poderia nos separar. Menos a distĂąncia. VocĂȘ teve que se mudar pra longe de mim. Aquelas pessoas que dizem " distĂąncia nĂŁo Ă© nada, quando o amor significa tudo" nĂŁo tem a mĂnima noção do quanto Ă© dificil querer ter a pessoa perto de ti e nĂŁo poder. Seria o fim? Parece que sim. Resolvemos "dar um tempo ao tempo" atĂ© vocĂȘ voltar pra perto de mim. Nas fĂ©rias, fui viajar pra reencontrar meu velho e minha irmĂŁ, distante ao extremo de onde vocĂȘ estava. Tudo parecia estar indo bem. Mais uma ligação mudou isso. Me falaram que ainda quando estĂĄvamos juntos, vocĂȘ me traiu com a vadia da sua ex-namorada. Isso sim, parecia o fim. Eu quis me matar quando desligaram o telefone. NĂŁo, nĂŁo era drama. Se coloque no meu lugar e vocĂȘ entenderia a minha situação. Quis voltar pra casa, precisava dar um tempo a mim mesma, longe de todos. SĂł que eu nĂŁo sei quem foi o filho de uma puta, que te avisou que eu tinha voltado. E vocĂȘ foi atrĂĄs de mim, o que me fez te amar mais. VocĂȘ me disse palavras tĂŁo doces. Se explicou. Queria dar uma chance a mim mesma, a nĂłs. A gente se entendeu, tudo voltou ao normal, fora a ferida que vocĂȘ deixou em meu peito. Sempre que podia, voltava pra cĂĄ pra me ver, a gente aproveitava cada segundo. O que eu achei que nunca iria se repetir, o que eu mais temia, aconteceu. VocĂȘ foi embora novamente e me trocou de novo, dessa vez por outra vagabunda. Nos entendemos novamente, e de novo, e de novo. Isso se repetiu vĂĄrias e vĂĄrias vezes. Mais agora, parando pra pensar o errado nĂŁo foi vocĂȘ, fui eu. Eu errei em ter te perdoado todas essas vezes. Eu que fui a tonta, a idiota. Eu nĂŁo te culpo por ter me trocado, inĂșmeras vezes. Eu era o problema. Eu sempre sou o problema. Eu sempre sou a incĂłgnita dessa infinita equação. E o pior é que eu nĂŁo posso reclamar que ningĂ©m me entende, sendo que eu mesma nĂŁo sou capaz disso. Tem uma hora que a gente cansa. E quer saber? Cansei. VocĂȘ jĂĄ teve todas as suas chances. NĂŁo adiantou. VocĂȘ continuou o mesmo cara de sempre. Eu te conheço muito bem. Mais agora, vocĂȘ perdeu tudo. VocĂȘ passou dos limites. Perdeu o meu carinho, meu respeito, e o pior: minha confiança. Cara, eu te considerava tanto. Eu juro que eu tentei. Mais nĂŁo quero bancar a boba pra sempre. Aquela que te dĂĄ sempre mais uma chance. E vocĂȘ a desperdiça com coisas tolas. Dione, eu vou te dar uma dica: Corre atrĂĄs, pode correr. Quem sabe eu te perdoo e a gente recomeça. Quem sabe. Mais um dia vocĂȘ vai se cansar e vai perceber que vocĂȘ perdeu a pessoa que mais te amava nesse mundo. Me desculpa se eu nĂŁo retornar mais as suas ligaçÔes, ou nĂŁo responder mais os seus sms's clichĂȘs me falando sobre a viajem e o quanto que vocĂȘ me ama. Eu percebi que nem tudo Ă© como acha que Ă©. Eu entrei nessa histĂłria de terror, de drama. E agora eu preciso sair dela. Vou ser feliz, vou aproveitar tudo o que eu deixei de lado por tua causa. Vou pedir perdĂŁo a pessoas que sĂł queriam o meu bem e eu nĂŁo percebi. E vocĂȘ? Seja feliz, aonde quer que vocĂȘ esteja. Em TĂłquio, em Porto Alegre, em SĂŁo Paulo ou o caralho a quatro. Mais me deixa. Isso nĂŁo Ă© um pedido, e uma ordem.Â