IT HAS BEEN MANY YEARS SINCE SOMEONE HAS GIVEN KRAMPUS AN APPLE.
KNOWLEDGE OF THE TRADITION, LIKE MOST THINGS, HAS LOST ITSELF TO TIME. WITH HIS FEARSOMENESS FORGOTTEN, SO’S BEEN HIS MERCY, AND HIS FEW POWERFUL VICES: WHETHER ACCIDENTAL OR INTENDED, SHE HAS REVIVED IT. COLOR COMES INTO THE BEAST’S BARE FACE, PINK AS THE FRUIT IN HIS PALM.
KRAMPUS SEGMENTS THE OFFER WITH A TERRIBLE CLAW, PULLING IT INTO HALVES. LIRA IS OFFERED THE SMALLER HALF – THE YULE LORD IS GENEROUS; HE ISN’T A SAINT.
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Os dedos repletos de músicas que doíam demais para tocar. Lira era mais que um mero instrumento de tradução de partituras para notas, ela era a música encarnada. Ouvi-la o fazia despertar sem que tivesse conhecimento que vinha dormindo acordado na vida. Nascida e crescida na ilha, viveu uma vida simples e rodeada de canções e danças com os amigos e família, e acreditava que seria infinitamente feliz quando pudesse viver fazendo o que amava. Então, por que sentia que se cobrava demais e se satisfazia de menos? Por que chorava, sozinha, com notas ecoando dentro da cabeça quando treinava por horas a fio e se sentia incapaz? Uma pena para ninguém, além dela mesma, que o artista de coração dolorido seja tão cativante. Mas Lira entende que é extremamente apreciada, só que… Ainda assim, entre tantas coisas, questiona-se se teria tanto valor como música se tocasse com o peito alegre. Não há nada que ela consiga tocar mal, se ao menos entendesse isso sobre si.
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As mãos delicadas da musicista nunca foram tão violentas como no dia que Delfim surgiu na praia. Ela correu primeiro, é claro, ou tentou. Ele a caçou como se o ato fosse nada mais que natural, talvez só porque ela havia corrido. Não se corre se não quiser ser perseguido, ele havia tentado explicar com naturalidade quando a consciência da terra o atingiu e ele despertou com uma dor de cabeça gigantesca, o sangue seco nos cabelos. Ela havia contado sobre a luta, e sobre a pedra que usou para nocauteá-lo depois que a capturou, fazendo nada além de contê-la e a olhar com olhos escuros. Lira precisou de ajuda para levantar o corpo desacordado de si enquanto tremia aquela noite, e não parecia mais a mesma pessoa quando o xingou pela arrogância da resposta. Menos ainda agora, quando não sente a menor faísca de medo sob seu olhar familiar, um ano depois.
A música que Lira e Dragão faziam juntos era de elevar o espírito. Mas isso foi tão antes… Tão antes de vê-lo cada vez mais explosivo, impossível de domar. Quanto mais tentava, mais o afastava, e logo era alguém que mal podia reconhecer. A amizade de infância se tornou nada além de memória e mágoa. Dragão parece seguir inabalado mas, estranhamente, distribuiu socos quando a viu acuada uma noite dessas num bar de Magdalene. Verdade que, depois disso, seguiu a vida como se nada tivesse acontecido, mas de fato aconteceu.
Insulana — nunca deixou Saint Abbon de Fleury
Idade: 26 a 29 anos (utp)
Ocupação: musicista
Moradia: (utp)