ㅤ⠀˛ㅤ⠀✶ ㅤℳ𝙴𝙴𝚃 𝚃𝙷𝙴 𝚃𝚁𝙾𝚄𝙱𝙻𝙴 ⠀ ⸻ ⠀ AMAYA KHALIL, ela/dela, heterossexual, 24 anos, social media manager, mika abdalla.⠀ ꗃ ⠀𝘃𝗲𝗿𝘀𝗲: celebrity/f1. 𝘀𝘁𝗮𝘁𝘂𝘀: ocupada. 𝗽𝗮𝗿𝘁𝗻𝗲𝗿: dj.
ㅤ𓈀 𝐬𝐭𝐨𝐫𝐲𝐭𝐢𝐦𝐞 𓂃 amaya khalil cresceu como a filha do meio de uma família de classe média que aprendeu cedo a conviver com a ausência do pai. mecânico de automobilismo, ele passava boa parte do ano viajando entre autódromos e oficinas, mas fazia questão de levá-la para algumas corridas sempre que surgia uma oportunidade. foi naquele ambiente que nasceu sua paixão pelo esporte. nunca sonhou em ocupar o cockpit de um carro, mas se encantava pelo que acontecia fora dele. as estratégias, o desenvolvimento dos carros, o trabalho das equipes e, principalmente, a engenharia por trás de cada detalhe que fazia um carro ganhar alguns décimos de segundo na pista. decidiu cursar engenharia mecânica com o objetivo de trabalhar no desenvolvimento de carros de competição, mas interrompeu a graduação quando surgiu a oportunidade de integrar o paddock como social media manager do perfil oficial da fórmula 1. não era o destino que imaginava para si, mas era a porta de entrada que precisava para construir contatos e conhecer, de perto, a indústria onde pretendia pertencer no futuro.
foi ali que conheceu axel westergaard, piloto da ferrari. no começo, tudo parecia simples. o tipo de relação que faz qualquer um acreditar que encontrou a pessoa certa. o problema é que o encanto acabou rápido, e amaya passou muito mais tempo tentando reencontrar o homem por quem havia se apaixonado do que, de fato, sendo amada por ele. assumir o relacionamento publicamente só aconteceu depois que amaya ameaçou ir embora, e, mesmo assim, parecia mais uma concessão do que uma escolha. axel fazia questão de mantê-la longe dos holofotes, escondendo tudo atrás do discurso de que estava protegendo-a da imprensa. ela acreditou. depois acreditou de novo. e mais uma vez. a partir daí, foi abrindo mão de si em pequenas parcelas. axel fazia pouco dos planos dela, tratava o sonho de voltar para a engenharia como um capricho passageiro e encontrava um jeito de transformar qualquer conquista de amaya em algo menor do que realmente era. demorava dias para responder mensagens, cancelava compromissos de última hora e aparecia apenas quando percebia que ela estava perto de desistir. então voltava a ser gentil. atencioso. quase o homem por quem ela havia se apaixonado. quase. e amaya se agarrou a esse "quase" por muito tempo.
nem descobrir uma traição foi suficiente para romper esse ciclo. amaya terminou, chorou, prometeu que não voltaria e voltou assim mesmo quando axel apareceu com as mesmas promessas de mudança, os mesmos discursos sobre arrependimento e a garantia de que, daquela vez, seria diferente. ela acreditou, repetindo para si mesma que seria a última vez. não foi. meses depois, durante um fim de semana de corrida, a khalil descobriu que axel havia usado sua posição para impedir que ela fosse incluída em um projeto que a colocaria em contato direto com engenheiros e chefes de equipe. disse que era melhor para a imagem dos dois, que ela chamaria atenção e que aquele tipo de proximidade alimentaria rumores de favorecimento. na prática, só não suportava vê-la crescer fora da sombra dele. quando amaya o confrontou, ouviu que seus sonhos eram pequenos demais para competir com a vida de um piloto de elite e que ela deveria agradecer por ter um lugar ao lado dele. pela segunda vez, ela foi embora. não porque tivesse deixado de amá-lo, nem porque tivesse finalmente se enxergado livre daquela dependência. foi embora porque permanecer significava abrir mão da única parte de si que axel ainda não havia conseguido destruir. ela passou dias lutando contra a vontade de voltar, procurando motivos para aceitar mais um pedido de desculpas que nem sequer havia chegado. cumprir a própria palavra doeu infinitamente mais do que quebrá-la em todas as outras vezes, mas, pela primeira vez, amaya escolheu sofrer longe dele em vez de continuar sofrendo ao lado dele.














