Não que números sejam necessários mas, quantos foram? E a partir de qual dia igualmente triste que eu devo levar como base para contar? Da última conversa? Do último beijo? Da última lágrima compartilhada? Da última despedida? Do dia que vi que te perdi?
As canetas que me deu, todas acabaram a tinta. Mas os desejos que escrevi com minha elas ainda não realizaram. O livro não conseguiu guardar o seu cheiro, e nem com o rosto todo nas páginas consigo amenizar a saudade que sinto do cheiro do seu abraço. O cubo mágico eu nunca consegui resolver e está na minha mesa como um lembrete diário do quanto sou fraca. De que não sou persistente o suficiente, nem pra finaliza-lo nem quando precisei lutar por nós. Procuro indícios de você em lugares que acredito que não frequenta mais. Ouço as mesmas músicas pra lembrar de cada momento de nós. Fico vendo os seus vídeos e ouvindo sua voz porque me recuso a esquecer cada detalhe de você. Revejo nossas fotos e declarações e me pergunto: como está aí?!
Como está seu coração? Como está seu novo amor? Me diz por favor que me esqueceu, que é possível encontrar algo tão intenso como tivemos, que não preciso ficar presa a nós dois porque ainda vou encontrar o melhor pra mim. Me fala de verdade que o que sentimos realmente pode ser substituído pra eu poder seguir em frente. Porque eu não consegui. Mas pelo jeito vou precisar tentar de novo. Então, me diz que tudo fez sentido na sua cabeça não termos dado certo porque agora você realmente encontrou a sua pessoa. Me fala isso pra eu por favor parar de me culpar e achar que destruí tudo pra nós, e todo o meu sonho se foi.
Mas se não conseguir me falar isso, se nosso amor não morreu, se ainda existe algo aí…
Volta pra mim, não aguento mais perder tempo nessa vida sem você. Tem um milhão de coisas que precisamos viver juntos.