O amanhecer em tons prateados invadia o quarto através da janela. O vento frio fazia as cortinas se espreguiçarem, criando sombras frágeis que mal resistiam à luz delicada projetada pelo sol que teimosamente insistia em lutar contra as nuvens escuras de chuva a se aproximar.
Frederick estava alheio a esses detalhes, focado demais na imagem adormecida de Vincent ao seu lado para sequer notar que qualquer outra imagem era merecedora de um olhar. Vincent tinha a expressão serena, ainda entregue ao sono, o corpo nu protegido por nada mais que um cobertor pouco abaixo da cintura, exposto à suave brisa que acompanhava agora a mão de Frederick a subir pela pele do outro, numa carÃcia suave e delicada, para que o despertar viesse tão devagar quanto o amanhecer. Pensou em beijá-lo, porém também pensou em continuar assistindo as microexpressões se formando em seu rosto e acabou por assim ficar. O beijo poderia esperar um sorriso.

















