Resta tão pouco de mim em mim, mas a culpa não é sua. Não foi a sua ausência que me consumiu, ou a sua ida que levou uma parte de mim, não, não é nada disso. Não sonho com você e não é a sua imagem que não sai dos meus pensamentos, lembro da sua voz e aquela sua blusa ainda uso nos dias frios, mas não chamo seu nome faz tempo. Escrevo para você hoje não como uma forma de te dizer a falta que me faz, ou o quanto o desejo de volta, escrevo para você por você representar uma parte do que um dia fui. Não busco por você, mas por mim, por aquilo que eu deveria ser hoje.
Carenciada.










