e eu,
com essa mania tola
esperando sempre alguma coisa acontecer.
nunca sei o que.
h_
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e eu,
com essa mania tola
esperando sempre alguma coisa acontecer.
nunca sei o que.
h_

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quanto é nada?
quanto é tudo?
quando isso acaba?
h_
são 2:14 da madrugada. minhas pernas ainda doem. meu peito ainda acelera, minha cabeça ainda não parou.
não consegui escrever nada que alivie a dor da alma. ela me pertuba como alguém que bate a porta as quatro da manhã. tudo que já escrevi essa noite, rasguei. não sei mais pensar, não sei fazer sentido. não consigo ter coerência.
as palavras não saem mais nem por escrito. a fumaça do cigarro saindo da minha boca parece ter algum efeito sobre tudo o que eu não digo e me provoca aquela dor no peito.
noites infernais, onde dói em lugares que jamais imaginei poder sentir dor. dói sempre de um jeito novo. dói sempre mais.
h
e eu continuo tentando fazer toda essa dor virar ao menos poesia.
hipermnesia
o vazio assusta.
prefiro sentir qualquer coisa do que esse nada.
h.

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que pena meu bem, seríamos gigante.
h.
eu só queria que este momento
essa noite
não terminasse.
mais uma crise de ansiedade. tento tirar o foco dos pensamentos. em vão.
eles não mudam a direção. parecem predestinados, e eu nem sei se acredito em predestinação.
os medos são gigantes, as estrelas sumiram com a neblina, a noite está silenciosa tirando o barulho do motor de água. de gás. não sei.
mas é uma noite calma. uma noite pra pensar onde se está. pra onde se quer ir. aonde sonha em chegar.
mas... estás no caminho certo, Maria?
pretende mesmo continuar por ele?
me parece perigoso. mas você sempre gostou de perigos. não sei se desses. os perigos do amor são sempre piores do que os outros perigos.
respiro o ar da noite. a última luz do estacionamento bem acima à ladeira, se apagou. agora é só a luz da noite e suas trevas. trazendo consigo os fantasmas que vem te atormentar a noite.
existo, logo sinto.
as pernas tremendo, a fumaça do último trago de cigarro, o último gole de vinho, que por sem motivos qualquer o bebo em copo americano ao invés da taça que deixei em cima da mesa.
não gosto de vinho suave. a última estrela some com a neblina. a dor percorre meu peito e não me deixa respirar sem que alguma parte de mim doa.
estou tentando jogar o jogo da vida, sem que ela me vença primeiro.
h.