Eddie sabia que nĂŁo deveria estar ali, ele sentia que nĂŁo deveria, mas nĂŁo pĂŽde deixar de ir atrĂĄs do outro. Havia algo dentro de si que dizia que o outro estava em perigo e que Eddie, apesar de ter menos força fĂsica que qualquer um, deveria ir vĂȘ-lo. NĂŁo se arrependera quando viu o estado em que o outro estava, o sangue manchando o tecido da roupa que ele sempre usava. Parecia feio e o instinto de Eddie apitou logo assim que viu aquilo.
â Parece feio. â Sussurrou depois que o outro acabou de falar. â Por isso vocĂȘ deve se manter acordado, preciso cuidar disso aĂ.â Eddie acenou com a cabeça para o machucado do outro, as mĂŁos coçando para fazer o outro sentar e deixĂĄ-lo fazer um curativo. Acalme-se Eddie, nĂŁo Ă© hora de ter um ataque de pĂąnico por causa disso. Eddie evitava respirar muito alto, seguindo a dica do outro, afinal nĂŁo queria morrer ali para uma coisa daquelas.
â Eu estava preocupado com vocĂȘ.â Confessou no mesmo tom de voz baixo, surpreendendo atĂ© a si mesmo pela tamanha honestidade. Mais uma vez, seus instintos. â Algo me disse para vir te ver. â Eddie disse, balançando levemente os ombros em um claro gesto de âtanto fazâ, mas na verdade nĂŁo era tĂŁo simples. â E nĂŁo se preocupe, meninas... nĂŁo me importam muito.