Estar entre as árvores era sinônimo de segurança para Alexis Hood. Por mais que aquela em especial fosse completamente assombrada e assustadora com as sombras parecendo ter vida própria na escuridão, estava com o novo amigo o qual vivia ali e saberia como mantê-los a salvo de qualquer outra criatura. Eles haviam feito uma pausa para descansar após um longo treinamento e Alexis havia encontrado uma elevação alta o suficiente para se acomodar de modo a ficar da altura do centauro de mais de dois metros. Um sorriso se desenhou em seus lábios enquanto comia o lanche — uma maçã — até que resolveu observar a criatura mítica. — Por que os mais velhos costumam me chamar de “filha de Robin Hood” ao invés de usarem o meu nome? — Ela esperava qualquer resposta, exceto a que se seguiu: “Eles não acham que você será capaz de ter um conto próprio, Alexis. Você não passa de uma descendente de uma grande história.”
O sorriso que o centauro carregava era praticamente uma ofensa. Sabia que ele não falara por mal, estava sendo sincero. Entretanto, desnorteada com aquele golpe direto no peito, se desequilibrou de onde estava, despencando alguns metros até suas costas encontrarem o chão com um baque seco. Assim que abriu os olhos, encontrou o teto adornado tendo inspiração nas decorações dos palácios em Agrabah. Seu peito subia e descia em uma velocidade acima do normal enquanto o coração martelava forte com aquele sonho. Será que não seria capaz de desenvolver o próprio conto? Passou a mão pelo rosto até os cabelos, sem um pingo de coragem para se levantar após aquela perspectiva de futuro fracassado.
Com relutância, se arrumou para as aulas, mas conforme o dia discorria, sua mente insistia em lhe trazer de volta aquelas palavras: “eles não acham que você será capaz de ter um conto próprio”. A noite anterior não lhe trouxera um pesadelo, mas uma lembrança da mais nova aventura que vivenciara na Floresta Assombrada. No entanto, aquilo lhe atingira de uma maneira tão forte que poderia jurar ser um pesadelo e um horrível por sinal. Ou seja, tinha de conversar com @grimmauldyn o quanto antes. Acabou o encontrando ao sair de uma das aulas e apertou o passo até conseguir se aproximar. — Com licença... — Estreitou os olhos para os outros aprendizes que estavam em volta empolgados com o término dos estudos naquele dia antes de se virar para Grimmauld com uma expressão de poucos amigos. — Eu preciso conversar com você. A sós.















