@espantalhofiyero
Lotus sentia que suas memórias eram como um copo preenchido por óleo e água. Havia bem distinguida sua vida fora da maldição e as falsas sensações de Storybrooke, passadas em sua mente como se tivesse assistido a um mesmo filme onde ele era o protagonista várias e várias vezes. Ainda assim, era possível mexer o conteúdo do copo para fazer com que esses dois líquidos, esses dois momentos, se unissem e se perdessem entre si momentaneamente. Era assim que se sentia quando encontrava pessoas específicas que serviam no filme para destacarem fortes sensações, como alegria, tristeza ou raiva: as memórias não eram reais, mas as intrigas eram, sim. Jamais imaginaria uma realidade onde crescesse ao lado do Espantalho, e muito menos que seriam inimigos declarados desde criança, ainda que tivessem passado por bons e maus (predominantemente maus) momentos juntos. Todavia, apesar de todos milhões de pesares, havia conseguido evitar o irmão de criação com sucesso até então. Só não esperava que o encontraria enquanto estava fazendo seu serviço honesto de suportar a comunidade local da venda de drogas ilícitas. Oras, estava com uma dor de cabeça tremenda, que mal um baseado ou um papelote debaixo da língua fariam? Ninguém poderia julgá-lo, oras, aquela era a sua única maneira de se sentir em casa novamente. ❛❛ —- No– No es posible que ando tan pavoso. ¹ ❜❜ o espanhol perto de Fuego era automático. Queria até acreditar que não era ele que o venderia as drogas que pediu, mas seria coincidência demais ele estar no mesmo ponto que combinou, sozinho às duas da manhã. ❛❛ —- Ok. Ook, eu volto outro dia. Mas nem fudendo que eu vou lidar com você hoje. Ah, não. Bai bai, güebón. ² ❜❜










