No palácio de Alveric, todos conhecem Henrik Mstislav Bogdan Aleksandru Radovanovic, o Príncipe Herdeiro de Belônia. Ele possuí 21 anos e é um antepassado distante de Aneurin Barnard.
♜ The Facade♜
+Tenaz, eloquente.
-Dissimulado, rancoroso.
Nascido emeio à sangue, dor e tempestade. Além de uma gestação conturbada, o corpo jovem de Nahia Radovanovic meramente suporto o primeiro parto daquela noite. Veio de maneira conturbada e de maneira traumática, como se lutasse para sair do útero de sua mãe. Não tiveram tempo de festejar o nascido varão, pois logo em seguida, nascia mais uma criança, também entremeada ao sangue, porém muito menos conturbada e caótica. Nascia então Henrik, o rapaz que herdaria todos os títulos e terras de seu pai e sua irmã gêmea, a princesa de Belônia. Mal houve tempo para que Nahia pudesse se recuperar do parto traumático de seus gêmeos e comemorações aconteciam em todo o palácio, regadas à vinho, banquete e música, comemorando a continuidade da dinastia Radovanovic oriunda do rei Andrev.
A infância do pequeno príncipe fora a mais farta possível. Possuía sempre tudo aquilo que exigia dos funcionários da corte, causando intrigas e problemas no funcionamento do castelo quando não passava de um rebento imaturo. Contudo, apesar das horas correndo no jardim e culpando outras crianças por suas travessuras, acompanhava o pai em reuniões no interior da corte e possuía uma educação extremamente requintada desde cedo. Assim que seu cérebro passou a entender pensamentos abstratos, foi-lhe contratado um preceptor. Ensinamentos históricos, filosóficos entre outros, necessários para a educação de um futuro rei. Compartilhava os momentos de educação com seu primo, filho de Kaaj, príncipe Mihail. Ambos eram próximos durante a infância, porém Henrik sempre enxergou o primo como alguém a ser inferiorizado, pensamentos colocados em sua cabeça tanto por sua mãe, como seu pai. Andrev e Nahia sempre deixaram claro ao primogênito que a linhagem real verdadeira pertencia à ele, que seu tio Kaaj, Mihail e suas irmãs não deveriam jamais ser igualados à ele e às suas irmãs.
Dessa maneira, foi enraigado um sentimento de superioridade no psicológico do rapaz, uma determinada arrogância contida em seus atos, extremamente óbvia durante a sua infância. Contudo, conforme crescia, controlava seus atos mais infantis e aprendia que um príncipe deveria portar-se através de atos, pois as pessoas aprendiam a apreciar aquilo que estava diante de seus olhos. Adquiriu uma personalidade mais sutil, porém ainda assim notável. De um olhar intenso como seu pai e um sorriso mordaz como o de sua mãe, o príncipe era o perfeito herdeiro ao trono. Modos educados, palavras tenazes e atitudes honradas para manter às aparências. Porém, quando convinha-se aos planos internos de sua família, Henrik era um dos grandes estrategistas junto com a mãe, cuja qual possui uma ligação de admiração e afeição, assim como com seu pai, sendo que Andrev é seu grande exemplo de figura masculina. Contudo, Henrik não deseja tornar-se um homem como seu pai. Seu desejo de superioridade o faz ambicionar coisas mais altas: ele deseja ser melhor, maior e superar todas as expectativas colocadas em seus ombros devido à sua primogenitura.
Entretanto, há algo que o jovem herdeiro não pode fugir e esses são seus instintos hedônicos. Um grande apaixonado pelos prazeres oferecidos pelo luxo e pelo poder que o seu dinheiro lhe permite, Henrik aprendeu que os melhores bailes são aqueles em que ninguém além dos convidados possuem noção. Escondido, muitas vezes, saía do castelo deixando por alguns momentos a sua posição para tornar-se apenas um jovem da nobreza abastado, com mulheres à sua disposição e bebidas à vontade. É um de seus grandes problemas como futuro diarca, sim, mas ele desenvolveu métodos para que seus gostos não atrapalhassem seus deveres como príncipe, sempre atento aos movimentos das serpentes espalhadas aos cantos de seu castelo.
O sumiço de Kaaj gerou inúmeras dúvidas acerca do poder em Belônia. Porém, poder ver seu pai ascender no trono sem a presença do familiar foi de extrema importância para a ascensão de ambições na cerne do rapaz. Nessa altura, ainda permanecia próximo de seu primo Mihail, porém a proximidade tornou-se um instrumento para Henrik utilizar em prol de seus pais e de sua linhagem, não mais compartilhado o amor fraterno entre os primos (apesar de ainda haver resquícios dessa ligação). Quando Mihail chegou ao trono como a morte confirmada de Kaaj, havia uma certa inveja do príncipe para com seu primo e diarca, julgando-o como inapto para exercer o governo de uma nação como Belônia. Especialmente devido ao desejo de paz em relação aos muçulmanos e à outros reinos. Inerente à sua educação, Henrik sempre foi mais estrategista do que um sábio. Perfil de comandante, o rapaz guarda para si ideias de conquista de outros reinos para agregar no território de Belônia, discutindo sobre isso com seu pai em momentos oportunos. Muitas das alianças de Belônia e também de algumas anexações territoriais foram obra de Henrik, já em idade tão tenra. Contudo, é assim que ele vê que um diarca deveria ser: convicto, astuto, interessado pelas questões de sua nação e ambicionado por desejos de expandir seu território. E a coisa mais estúpida que pudera julgar fora a abertura dos muçulmanos no país: alianças católicas jaziam por um fio, segurados pela crença de que seu pai consiga lidar com o jovem rei. E o primogênito está disposto à auxiliar a sua família, pelo bem do reinado de sua própria dinastia.









