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A História será implacável com eles
O bom de você ser historiador é que, diante de um fato histórico ou presente, você busca todos os antecedentes que levaram ao seu acontecimento. Isso é o que chamamos de historicização. A gente consegue ter a proeza de examinar os envolvidos, suas intenções, relações, de modo a entender que todo ato possui uma relação com questões próprias do lugar em que está inserido e está conectado com o que vem acontecendo no mundo, isso desde os princípios da modernidade.
Quando você assiste um anúncio como o de hoje, do já ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, a única coisa que me vem à cabeça é a histórica prática do personalismo político brasileiro. O ex-juiz federal agiu de modo a proteger seu projeto de ascensão político e profissional, sempre com a narrativa de combate à corrupção que na mesma proporção pode acalmar e agitar a classe média, e que assim, resguarda a crítica às elites econômicas do país.
As elites brasileiras atuam para que não sejam tocadas, e na atual conjuntura, Moro foi o mediador disso tudo, se passando enquanto um agente imparcial que ganhava notoriedade para ocupar uma cadeira do STF ou quiçá a presidência da República. Seu perfil me faz lembrar o José Sarney, que quando viu que ocuparia a presidência (visto que o Tancredo Neves estava prestes a morrer), se pagou de bom moço, procurando deixar de lado que foi da antiga ala militar, e hoje, constrói uma imagem de homem republicano, visto que em seu governo foi promulgada a atual Constituição.
A história também é feita de surpresas. Moro ganhou a notoriedade política que tanto desejava, mas parece que percebeu que se aliar efetivamente ao projeto político que hoje ocupa o poder, pode fazer com que o tiro saia pela culatra. Talvez ele tenha ignorado o fato do Bolsonaro sempre se fazer de idiota ou de tonto, como alguém que não entende de economia e que trata uma pandemia apenas como uma gripezinha, e considerava isso como o menor dos problemas e que não afetaria seus projetos futuros. A questão é que o jogo virou, cada vez mais fica evidente o projeto fascista desse desgoverno, e ao mexerem em sua suposta independência de trabalho, viu que poderia sair perdendo. Sérgio Moro é um agente liberal que buscou na aliança com um projeto de extrema direita vantagens para sua carreira, mas percebeu que o barco está afundando dia após dia, e permanecer nele é morte na certa. Para Bolsonaro, melhor ainda que mais esse títere tenha saído da sua equipe, pois pode colocar alguém que seja como ele, dissimulado, não democrático e que compactue com a ideia de que a população mais pobre deva continuar como está, estagnada, sem avanço ou perspectiva de futuro. Ora, o que foi a troca de Ricardo Vélez Rodrígues pelo Abraham Weintraub no comando do Ministério da Educação, e mais recentemente na pasta da Saúde o Luiz Henrique Mandetta por Nelson Teich? Fica cada vez mais evidente outro projeto personalista, da formação de uma equipe ministerial que coloque em prática ações de cunho fascista no poder e que não prestem contas à sociedade.
Moro é um golpista por ter conduzido de forma imparcial as investigações da Lava-Jato, o que ajudou na queda de Dilma Rousseff da presidência do país, e na prisão sem provas e término do julgamento do líder nas pesquisas de opinião que possivelmente ganharia as eleições para a presidência em 2018, o ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva. Porém, existem outras pessoas que podem ser melhores que ele para o atual governo, gente que entregue de mãos dadas as provas para alguém, que seja apenas um capacho serviçal sem mais notoriedade midiática (até porque capacho o Moro já era), e ajude a limpar qualquer investigação da família Bolsonaro, seja ligada às milícias, ao crime organizado, ou mesmo no envolvimento da morte de Marielle Franco. Ou seja, há também um jogo de interesses personalistas em questão.
A História não tem fim. Ela é cíclica e seu estudo revela não apenas o passado, mas entende nosso presente. Ela dá pistas para o futuro, o que não significa que ele se concretize, já que esse tempo depende da atuação de diversas forças. Cabe a nós, enquanto agentes históricos, nos mobilizarmos para que o futuro não seja pior do que o tempo que já estamos vivendo. A saída de Sérgio Moro da equipe ministerial de Jair Bolsonaro em meio à uma pandemia revela interesses e ao mesmo tempo o que está por vir na política brasileira, a efetivação de um projeto fascista no poder. Hoje, eu só espero lutar e estar ao lado do que resta de democracia nesse país, pois como lembrou nossa ex-presidenta Dilma, “a História será implacável com eles, como já o foi em décadas passadas”.
Trump says he will reopen Alcatraz prison
President Donald Trump says he is directing his government to reopen and expand Alcatraz, the notorious former prison on a California island
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In these times of divisiveness and resurgence of right wing propaganda, when your grandmother’s most trusted social media, Facebook, has become the number one tool for proto-fascist indoctrination and the distribution of inane conspiracy theories, it’s important to remember why we use the term Fascism, and why anybody who says the term ‘fascist’ is out of place or overused is either ignorant or…
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Ukraine plans to prohibit Communism in Ukraine. An excuse is that Communism serves the Russian interests. What is going on? I’ve understood that the Communist party of Ukraine has taken quite neutral stance on the ongoing crisis and has been calling for the peace.
Also Ukraine plans to prohibit Russian movies that were made after the annexation of Crimea. Ukraine’s government doesn’t do a lot to solve the crisis and this fascist alike government is supported by the West and by the coward government of Finland that doesn’t dare to do shit without asking kindly the permission from Angela Merkel or Jean-Claude Juncker. No more right-wing, centrist, “liberal” or social democratic politics! Fuck the Finnish EU-puppet government, give back our sovereignty!