Quebradeiras de coco babaçu ganham reconhecimento nacional em nova lei sancionada por Lula

seen from United States
seen from China

seen from United States

seen from United States
seen from Netherlands
seen from Yemen

seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from Netherlands
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United Kingdom
seen from China

seen from United States

seen from Singapore

seen from United States
Quebradeiras de coco babaçu ganham reconhecimento nacional em nova lei sancionada por Lula

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
Cacau: choque de realidade e desafios para novos projetos
A cadeia do cacau no Brasil vive um choque de realidade. Em menos de dois anos, passou de um boom histórico de preços para um tombo das cotações no início deste ano. A causa é uma combinação de normalização da oferta mundial, diminuição de demanda e fortalecimento do real frente ao dólar. De fins de 2024 ao começo de 2026, as cotações internacionais do cacau registraram retração superior a 70%,…
Açaí vive momento decisivo: estudo do Amazônia 2030 revela desafios e oportunidades para o fruto símbolo da bioeconomia
Produção cresce 68% em oito anos e exportações alcançam US$ 140 milhões, mas gargalos logísticos, trabalhistas e ambientais ameaçam a liderança do Pará no mercado global Belém (PA), 03 de novembro de 2025 — Um novo estudo do projeto Amazônia 2030 lança luz sobre o crescimento e os desafios do setor de beneficiamento e exportação do açaí na região amazônica. O relatório, intitulado “Mesas…
Edital seleciona 36 projetos para fortalecer agricultura familiar
Com investimentos de R$ 85 milhões, o resultado do edital Ecoforte Redes 2024, destinado a fortalecer a agricultura familiar de base agroecológica no país, foi anunciado nesta segunda-feira (23) pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Fundação Banco do Brasil (FBB). O edital foi lançado em julho de 2024 e recebeu 165 propostas, das quais 36 foram consideradas…
Mulheres extrativistas enfrentam preconceito e geram renda na Amazônia
Uma das fontes de renda é o murumuru, usado na indústria cosmética Tâmara Freire* - Enviada especial Publicado em 31/05/2025 - 09:12 Ilha das Cinzas (PA) Versão em áudio
Reprodução: © Anderson Águia/Natura/WEG Há cerca de dez anos, quando saíam para colher murumuru (fruto de uma palmeira tropical) na Floresta Amazônica, as mulheres da comunidade São José, no norte da Ilha do Marajó (PA), ouviam de seus maridos e vizinhos a pergunta: "As loucas já vão pro mato?"
Reprodução: Benedita de Oliveira mostra estufa com amêndoa do murumuru - Foto: Anderson Águia/Natura/WEG Mesmo com as críticas e o preconceito, elas não desistiram e seguiram em frente, como lembra a extrativista Benedita de Oliveira. "Quando nós começamos a trabalhar, foi muito difícil. Muito difícil mesmo. A gente saía para o mato, deixava tudo em casa e, quando chegava, ainda tinha que fazer janta, ajeitar tudo. E nós fomos muito criticadas pelos homens. Só que nós não ligamos... nós continuamos!" "Quando a fruta do murumuru cai do pé, ela acumula uma em cima da outra, aí ela vai fermentando e cria um mau cheiro, né? Por isso que a gente era chamada por eles de 'mulheres fedorentas', porque eles diziam que aquele mau cheiro entranhava", acrescenta Jesuína Batista Rosa (à esquerda na foto principal). Mas, por baixo da polpa "fedorenta", até então consumida apenas como alimento por animais selvagens e de criação, há uma semente muito valorizada pela indústria cosmética. À medida que a renda familiar foi aumentando, os homens foram obrigados a reconhecer e respeitar o trabalho de suas companheiras. Antes disso, nenhuma das mulheres que fazem parte do grupo de extrativistas do Maniva – nome do igarapé do Rio Amazonas que banha a comunidade – tinha renda própria. A grande maioria delas se casou ainda na adolescência e se dedicava exclusivamente aos cuidados da casa e dos filhos, quando a oportunidade de se tornar extrativista apareceu, por demanda da empresa de cosméticos Natura, em parceria com a Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas da Ilha das Cinzas (Ataic), outra comunidade do Marajó. Elas também fornecem ucuuba, fruto de uma grande árvore, que também cai depois de maduro e geralmente é retirado da superfície dos rios.
Reprodução: Lourdes Batista é uma das primeiras extrativistas do Maniva - Foto: Anderson Águia/Natura/WEG Lourdes Batista Silva hoje está afastada da colheita por questões de saúde, mas, além de ser uma das primeira extrativistas do Maniva, também foi responsável por integrar muitas das outras participantes. "Eu falo de boca cheia que tenho orgulho da minha pessoa. Eu me casei com 15 anos, minha primeira filha eu tive com 16, e eu nunca deixei de trabalhar. Mas, quando a gente começou a vender o murumuru, muita coisa mudou, porque aí eu passei a não depender de homem." Benedita também sente o mesmo orgulho: "Nós, mulheres, a gente não era vista, não era reconhecida. Fomos discriminadas, mas agora acabou. Eu até consegui realizar o meu sonho de viajar de avião. Foi a coisa mais incrível do mundo que eu tenho na memória! E agora este ano conseguimos essa casa aqui, né? Cada uma de nós ajudou um pouquinho." A casa mencionada por ela se trata do Centro de Produção das Mulheres do Maniva, onde as sementes são quebradas e armazenadas, até somarem uma quantidade suficiente para serem levadas pela Ataic e vendidas para a Natura. Elas explicam o processo: as sementes de murumuru são separadas da polpa ainda na floresta, lavadas no rio e colocadas para secar por alguns dias em uma estufa. Depois, as sementes são quebradas e as amêndoas – tanto do murumuru quanto da ucuuba –, ensacadas para envio.
Reprodução: Centro de Produção das Mulheres do Maniva - Foto: Anderson Águia/Natura/WEG Recentemente o grupo conseguiu aposentar o martelo que era usado para quebrar as sementes manualmente – e que também acabava machucando alguns dedos durante o processo –, após ganhar uma máquina que agilizou muito o trabalho. Graças às mulheres extrativistas, a comunidade também recebeu painéis de energia solar, que melhoraram muito a qualidade de vida da comunidade. "Eu sempre tive o desejo de ajudar na renda familiar, e a natureza me ajudou a não ser uma mulher só do lar, a entender que o trabalho não é só para o homem. Não! Nós mulheres somos capazes de nos transformar e transformar o mundo também... juntas, unindo as nossas forças. Porque nós somos fortes e nós damos as nossas mãos", conta Dionete da Silva Cardoso (à direita na foto principal). "Eu sempre digo para minhas filhas, se tiver alguma coisa no nosso caminho, vamos dar um jeitinho de afastar e vamos prosseguir", completa ela. O desafio agora é enfrentar os efeitos das mudanças climáticas, que já estão sendo sentidos pelas populações da floresta, como lembra Dionete: "Este ano, acho que a gente vai conseguir fazer uma entrega boa por causa da chuva. Mas, nos últimos dois anos, foi mais difícil por causa da seca. Quando ela acontece, diminui a produção do murumuru e de todas as espécies de frutos que nós temos aqui." *A repórter viajou a convite da Natura Edição: Juliana Andrade
Read the full article

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
Povo Rikbaktsa volta a extrair látex sem patrões e respeitando a mata
Terra indígena vai fornecer matéria-prima à empresa francesa Michelin Mariana Tokarnia* - Repórter da Agência Brasil Publicado em 19/04/2025 - 08:45 Rio de Janeiro Versão em áudio
Reprodução: © Alex Rodrigues/Repórter da Agê No noroeste do estado de Mato Grosso, o povo indígena Rikbaktsa se organiza para retomar a produção de borracha, abandonada há pouco mais de uma década. A atividade é considerada uma alternativa para gerar renda para as aldeias e também para ajudar na preservação das seringueiras, consideradas as mães da floresta.
Os Rikbaktsa pretendem que os territórios indígenas voltem a fornecer a matéria-prima à empresa francesa Michelin, que realiza compras de borracha na Amazônia. Para os Rikbaktsa, a natureza deve ser cuidada, pois a floresta será deixada para os netos, bisnetos e todas as próximas gerações. Esse é o diferencial na hora da extração do látex, matéria-prima para a produção da borracha, das seringueiras. Nas terras indígenas, os ciclos da planta são respeitados, os cortes não são profundos e são feitas pausas na extração, para garantir que a planta se recupere. Abundantes na região, as seringueiras, que podem viver mais de 200 anos, já foram motivo de disputa de território. Nas décadas de 1940, 1950 e 1960, o povo Rikbaktsa e os seringueiros viveram diversos conflitos. Mais recentemente, os indígenas passaram, eles mesmos, a produzir a borracha como forma de gerar renda. No entanto, os preços pouco atrativos, que chegavam a R$ 0,50 o quilo (kg), e a dificuldade de escoamento da produção fizeram com que abandonassem a prática. A Amazônia vive um novo ciclo da borracha para os povos extrativistas, com um novo olhar para o comércio, agora sem atravessadores ou "patrões", e com foco na sustentabilidade. Um dos propulsores é o projeto Juntos pela Amazônia – Revitalização da Cadeia Extrativista da Borracha, composto por organizações nacionais, como a organização não governamental (ONG) Memorial Chico Mendes, por organizações internacionais e por empresas interessadas nesse comércio, como a Michelin, uma das líderes mundiais em produção de pneus. Nas terras indígenas do povo Rikbaktsa, é o projeto Biodiverso que presta apoio e faz a ponte com o Memorial Chico Mendes, que, por sua vez, conecta os territórios aos compradores. O projeto, patrocinado pela Petrobras, oferece também formação, educação ambiental e equipamentos, além de cuidar da logística do escoamento do produto. Os territórios chegaram a comercializar com a Michelin em 2008, produzindo 17 toneladas de borracha, de acordo com o Biodiverso. Agora, esses acordos estão sendo retomados e a intenção é que se tornem mais duradouros. Segundo o Biodiverso, a expectativa é que sejam comercializadas 90 toneladas de borracha nativa até 2027, considerando toda a área atendida pelo projeto, que engloba as TIs Erikpatsa, Japuíra, Escondido, Arara do Rio Branco, Aripuanã e Reserva Extrativista Guariba Roosevelt.
Retomada da produção
Nas aldeias, a retomada dos contratos está chamando a atenção dos indígenas. Antigos produtores e também jovens estão interessados em garantir uma renda com a extração do látex. Na aldeia Pé de Mutum, na TI Japuíra, Donato Bibitata, de 67 anos, é um dos indígenas que voltou a extrair o látex das seringueiras. Ele trabalhou com a produção da borracha há cerca de 15 anos e a deixou por conta dos baixos preços. Agora, diz que a produção ficou mais atraente. Experiente, Donato Bibitata explica que é preciso cuidar das árvores, dar o tempo necessário para que se recuperem e não cortar muito fundo, para não “machucar” as plantas e reduzir o volume da produção. “Tem que ter paciência, tem que ter dó também, não pode machucar muito. Se não, ela morre”, diz. A ideia é que a atividade passe a atrair também os mais jovens, dando uma perspectiva de renda e futuro. “Tem muita seringueira aqui na nossa região. Nosso território aqui é rico de seringa, para tirar a borracha. Nós estamos intensificando , com mais gente, para que gere mais para os jovens, né?”, diz. Perguntado sobre quantos anos vive uma seringueira, ele perde as contas. “Cuidando bem, a seringueira vive mais que uma pessoa. Você cuidando bem, é uma coisa que faz a diferença. Seus netos continuam trabalhando. A gente fala para esses jovens de agora: a gente começa e, depois, vocês que vão terminar. São os jovens que estão crescendo e trabalhando. Se não machucar a seringueira, ela dura muito, vixe, mas dura”. Donato Bibitata conta que teve uma infância dura. Foi uma das crianças indígenas que foram levadas para internatos católicos na década de 1960. Lá, ele conta que não podia falar na língua Rikbaktsa, apenas o português. “A gente aprendeu muita coisa boa e muita coisa ruim. A gente não tinha direito visitar mãe nem pai. Você tinha que falar só português. Se falasse a língua, a cultura, você apanhava”. Quando terminou os estudos, o seringueiro voltou para o território indígena. Chegou também a ser professor municipal e, agora, aposentado, voltou a extrair o látex para garantir uma renda extra. Ao contrário de Donato Bibitata, Rogerderson Natsitsabui, 30 anos, é novato na atividade e está interessado em aprender. “Isso chamou nossa atenção, né?”, diz. “ já vinha com meus pais, meus avós e isso também me motivou. Vou trabalhar para mim, estou necessitando e acredito que muitos jovens estão no mesmo barco, então isso vai fortalecer muito”, diz. Rogerderson Natsitsabui conta, no entanto, que a extração do látex servirá apenas para complementar a renda, porque ele deseja cursar o ensino superior. O sonho é formar-se em direito, para advogar para a aldeia. “Eu acredito que futuramente eu vou, se Deus quiser, ingressar numa faculdade. Para mim, isso é um avanço, mas eu nunca vou deixar o que eu aprendi aqui”, diz. “Meu foco desde quando eu comecei a participar de mobilizações sempre foi o direito. Eu nunca desisti disso”.
Oportunidades
Segundo o assessor de Mercados do Biodiverso, Renato Pereira, a extração de látex tem como objetivo “garantir que essas famílias de extrativistas indígenas permaneçam nas suas áreas, protegendo seus territórios, sendo guardiões dos seus territórios, trabalhando com a floresta de pé, agregando o valor produto”. Ele acrescenta: “Aquilo que é extraído de uma maneira sustentável, tem mais valor”. O projeto Biodiverso atua também na Reserva Extrativista (Resex) Guariba Roosevelt, onde também é feita a extração do látex. O principal comprador ali é a empresa francesa Veja, de calçados. Em 2024, nessa região, a produção chegou a 8,2 toneladas, comercializadas a R$ 15 por kg, chegando a um total de R$ R$ 123 mil para a Resex. A intenção é que as TIs do noroeste do Mato Grosso sejam também beneficiadas e tenham comprador garantido. A partir de 2025, foi negociado inclusive um reajuste e o látex será comercializado a R$ 13 por kg para a Michelin, segundo o analista de sustentabilidade da ONG Memorial Chico Mendes Jhassem Siqueira. “Antes, a produção de borracha era uma produção explorada, associada a trabalho escravo, por conta de figuras como atravessadores e do próprio patrão. Então, esse novo paradigma que essas empresas estabeleceram é eliminar a figura do patrão e ter contato direto com as associações . Retomaram com o que a gente chama de um preço justo, que elimina a figura do patrão”, diz Siqueira. A parceria entre o Biodiverso e o coletivo Juntos pela Amazônia deverá ser firmada ainda este ano, o que permitirá a formalização das vendas. "Nós observamos a qualidade da borracha de Mato Grosso e de Rondônia e realmente é uma qualidade muito apropriada para Michelin", explica o analista de sustentabilidade. "A empresa já aceitou. O que nós estamos conversando agora é de que como é que a gente vai inserir eles nesse arranjo. A gente tá nesse momento agora de formalização dos termos de parceria", diz.
Biodiverso
O projeto Biodiverso é desenvolvido pela Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) Pacto das Águas e tem como objetivo promover o uso sustentável da sociobiodiversidade, com povos indígenas e comunidades tradicionais no noroeste do estado de Mato Grosso, como estratégia para mitigar o aquecimento global e as mudanças climáticas pela defesa da conservação da floresta em pé. O objetivo do Biodiverso é que o projeto possa dar suporte, ao todo, a 300 extrativistas na produção de 800 toneladas de castanha, 90 toneladas de borracha e 15 toneladas de óleo de copaíba com boas práticas de produção padronizadas e com assistência técnica periódica, até 2027. Com isso, espera-se garantir a conservação de 1,4 milhão de hectares no bioma amazônico. O projeto é patrocinado pela Petrobras, como parte do Programa Petrobras Socioambiental. Segundo o gerente de projetos ambientais na área de responsabilidade social da Petrobras, Gregório Araújo, o programa apoia atualmente 170 projetos distribuídos em quatro eixos: florestas, oceano, educação e desenvolvimento econômico sustentável. As organizações da sociedade civil patrocinadas são selecionadas por meio de seleções públicas. "O projeto dialoga e dá uma resposta muito contundente em relação a soluções baseadas na natureza para o enfrentamento da mudança climática. Mostra que o a fala da Petrobrás não é descontextualizada, ela não é vazia, tem ações concretas, tanto do ponto de vista da operação, do ponto de vista da diversificação produtiva, quanto do ponto de vista dessas soluções mais difusas, é, que a gente faz com os projetos", diz Araújo. A convite da Petrobras, que patrocina o projeto Biodiverso, a Agência Brasil visitou nos dias 8 e 9 de abril, três aldeias nas TIs Erikpatsa e Japuíra, do povo Rikbaktsa. *A equipe da Agência Brasil viajou a convite da Petrobras, patrocinadora do projeto Biodiverso Edição: Vinicius Lisboa
Read the full article
Seringueiros da Amazônia garantem renda de R$ 441 mil com borracha nativa
A primeira remessa da safra 2024/2025 de borracha nativa gerou mais 31,5 toneladas e R$ 441 mil de renda para famílias e associações de seringueiros dos municípios de Manicoré (a 347 quilômetros de Manaus) e Itacoatiara (a 270 quilômetros da capital), mesmo com todas as dificuldades, diante da grande estiagem que vem isolando comunidades e causando grandes prejuízos no Amazonas. Desse…
Governo federal institui Selo Indígenas do Brasil
Selo é uma demonstração de valorização e do reconhecimento da importância dos povos indígenas, destaca Palácio do Planalto
A partir de agora, os produtos produzidos por indígenas terão identificação própria. É o Selo Indígenas do Brasil, instituído pela Portaria Interministerial MDA/MPI/Funai nº 1, de 4 de janeiro de 2024. Para receber o selo instituído pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e pela Fundação Nacional dos Povos indígenas (Funai), o…
View On WordPress