ProgressĂŁo da HistĂłria: Evento 01 Blasting Off - Parte 2
Finalmente havia chegado a hora marcada na carta de cada um dos convidados de honra. não importava a cor, todos tinham a mesma mensagem, mesmo horário, mesmo local. Era o prédio principal da Nasada, o que tinha um modelo de um módulo de ônibus espacial exposto na frente, o local do principal laboratório.
Um a um os jovens convidados chegavam pelas portas duplas e filmadas, Jay, Olivia, Mattheo, Dylan, James, Alfred, Celeste, Mikayla e Chung-Hee, alguns se reconhecendo das conversas que tiveram desde o começo do evento, outros vendo uns aos outros pela primeira vez, cada um com um envelope na mão, confirmando as suspeitas entre alguns dele, nenhum tinha uma cor repetida. Era apenas um vermelho, um laranja, um azul, um dourado, um preto, um prata, um verde, um rosa e um amarelo, nada mais ou menos, o que é claro, curiosamente coincidia com as suas roupas. Recebendo eles, estava Charlie, logo a frente do saguão conforme as ordens do Dr. Thomas Smith, que ainda não estava em lugar algum para ser visto, mas que é claro, não demoraria a aparecer
o saguĂŁo que estavam, a entrada do edifĂcio, era no formato de uma meia esfera, eles tendo entrado pela borda da circunferĂŞncia, a sua frente havia uma plataforma de um andar, que era conectado ao nĂvel mais baixo, onde os jovens estavam, por meio de um lance de escada rolante de cada lado, acompanhados por rampas de acesso de deficientes.
Quando os jovens começavam a conversar entre si e questionar-se se haveria algo mesmo, uma voz com sotaque britânico ecoava, chamando a atenção de todos - Olá! Muita boa tarde! - ela vinha do andar de cima, passos eram ouvidos, se aproximando do parapeito da plataforma superior. Claro que era o excĂŞntrico doutor, que aparecia com um sorriso confiante, mĂŁos nos bolsos do jaleco, que agora usava, em um estado completamente diferente do que ele havia deixado Charlie mais cedo -Eu os agradeço por terem aceito esse humilde convite desses humilde cientista... NĂŁo há nada que me alegra mais no dia de hoje do que ver vocĂŞs 9 aqui com pontualidade de rivalizar a Rainha. - Dizia em um curioso bom humor, como Charlie poderia vir a notar. Thomas começava a caminhar em direção a escada rolante que descia enquanto continuava a falar - Hoje teremos uma apresentação especial, um... Tour especial pelas nossas instalações e vocĂŞs foram... - Thomas pigarreava - Sorteados... Para participarem dessa oportunidade unica - o sorriso em seu rosto era sĂłlido e persistente, nĂŁo parecia o homem que a momentos atrás estava a gritos. Ele havia alcançado a escada e subia a bordo da mesma, deixando-a leva-lo a baixo - VocĂŞs verĂŁo coisas que nunca imaginaram ver, milagres do espaço que nem nos mais loucos dos sonhos do mais demente dos cientistas poderia imaginar... Algo realmente... - ele chegava ao solo, caminhando para fora da escada, em direção dos seus convidados e de sua assistente no exato momento que completava a frase - Fenomenal. - Já a frente de todos, ele tirava as mĂŁos dos bolsos e estendia os braços para a lateral - Sejam bem vindos ao LaboratĂłrio 25PR da Nasada, sou o Doutor Thomas Smith e hoje serei seu guia. Essa Ă© Charlie Rogers - dizia apontando para a jovem assistente - Creio que alguns de vocĂŞs já a conheçam ou a conheceram hoje, qualquer duvida quanto ao Tour deve ser direcionado a ela ou a mim, mas provavelmente eu nĂŁo vou ouvir e continuar a fazer o Tour como se nada tivesse acontecido - dizia com um sorriso cĂnico - Perguntas? - ele esperava por um instante e quando um dos jovens ameaçavam levantar a mĂŁo, ele virava-se imediatamente, o ignorando - Ă“timo, sem perguntas! Vamos em frente! - dizia começando a caminhar - Todos, vocĂŞ tambĂ©m Charlie, vamos! - dizia por cima do ombro, indo em direção Ă escada rolante que subia
O doutor e os 10 jovens já haviam subido as escadas, andado pela parte superior do saguĂŁo e agora passavam por alguns corredores daquele prĂ©dio gigantesco. Os corredores eram amplos, mas nĂŁo gigantescos, haviam quadros e itens emoldurados nas paredes, iluminados por uma luz amarelada, ainda que o restante fosse banhado por uma luz azul que dava um ar futurista ao local. o chĂŁo era carpetado e era possĂvel sentir a qualidade sĂł com o pisar sobre aquela superfĂcie, o ar ao redor deles, com um ar condicionado programado para deixar a temperatura mais agradável o possĂvel, fazia daquilo uma experiĂŞncia unica, principalmente comparando com o sol e calor que fazia no exterior. todo aquele grupo continuava a caminhar, enquanto Tom Smith continuava a elogiar e enaltecer o passeio, sem dizer exatamente o que fariam, o caminho todo, mas ainda, aquilo parecia fantástico
Após um tempo, eles entravam num elevador. Charlie deveria conhecer bem aquele elevador, afinal, trabalhando na Nasada seria o elevador que todos os funcionários usavam para ir aos seus postos e aquele dia, não era diferente... a Não ser por uma coisa
-Com licença.... - Dizia Tom, passando pelos jovens para chegar ao painel com os botões para a seleção de andar, em seguida, tirava de seu bolso um cartĂŁo cinza claro, com um contorno de um raio curvo desenhado sobre ele em baixo relevo. Thomas o inseria onde geralmente os funcionários deveriam colocar o crachá para possibilitar o acesso ao seu andar e imediatamente, sem apertar nenhum outro botĂŁo, o que era incomum, as portas se fechavam e na seleção de andar, o mesmo raio que havia desenhado no cartĂŁo, aparecia desenhado com as luzes vermelhas. O elevador começava a descer - Hoje visitaremos um dos meus laboratĂłrios que nĂŁo mostrei para mais ninguĂ©m, pouquĂssimas pessoas o viu alĂ©m de mim, mas hoje, vocĂŞs farĂŁo parte desse time... Inclusive vocĂŞ Charlie, acho que será interessante para vocĂŞ tambĂ©m, afinal, preciso de um “Alpha” - “um Alpha”? tal linguajar nĂŁo fazia sentido para nenhum deles... ou será que fazia? Aqueles mais familiarizados com Power rangers poderiam reconhecer, como Jay, que visitou a Meganave dos Rangers do espaço quando estava aportada na Alameda dos Anjos antes dela ser usada pelos Rangers da Galaxia Perdida, ou Mikayla, que poderia reconhecer o nome do assistente robĂłtico dos rangers do espaço, Alpha 6.
O Elevador finalmente parava, apĂłs ele descer bem mais do que esperariam que descesse, pelo menos 10 andares, ou seja, estavam de baixo das montanhas das quais a base da Nasada foi construĂda sobre, coisa inclusive que Charlie nunca imaginara ser possĂvel. As portas abriam-se para um local que nenhum ali havia antes visto na vida, nem mesmo a assistente do doutor. Era um laboratĂłrio futurista de dois andares, mas nĂŁo sĂł isso, era evidente que ali fora projetado nĂŁo apenas para experimentos, mas como um lugar de laser. Toda a decoração era feita em tons brancos e azuis, claros, lĂmpidos, com aparĂŞncia que ali nĂŁo havia nem mesmo poeira... E nĂŁo tinha, haviam filtros de ar que garantiam com precisĂŁo espacial de que o local ficasse sempre nas melhores condições possĂveis. Nas paredes haviam painĂ©is foscos que simulavam a entrada de luz externa, mas sem ofuscar quem os olhava, haviam instalações ali que pareciam ter saĂdo de um filme de ficção cientifica, como uma mesa com hologramas, que dispunham o planeta Terra e um objeto que parecia estar se aproximando da mesma. Numa das extremidades havia uma estação com telas e gráficos holográficos abertos, com uma cadeira a frente da mesma. Em outra parte havia um setor que parecia muito mais social, com mesas, cadeiras e o que parecia ser uma maquina de vendas de refrigerante, mas com um painel muito mais complexo em vez de uma seleção de sabores e uma saĂda de alimento muito maior do que seria para apenas uma lata. Ao redor haviam algumas portas com painĂ©is digitais em sua lateral, estavam fechadas por enquanto, mas sabiam que levariam a outras seções
O Doutor caminhava confiante para fora do elevador, dando os primeiros passos naquele local, puxando o ar fresco do ar condicionado como se fosse o ar do campo, inspirando... e Expirando com vigor - Ahhhhhhh! - dizia soltando o ar - Nada como o cheiro de LaboratĂłrio novo! - dizia, antes de continuar a caminhar em direção da mesa holográfica - Venham, nĂŁo sejam tĂmidos, sejam bem vindos ao Power Lab. a mais nova instalação da Nasada - dizia orgulhoso, enquanto os outros se aproximavam, mesmo que pudessem estar confusos ou estupefatos com todas aquelas informações novas -Vamos ao ponto - dizia quando via que todos estavam perto, tocando no holograma da Terra e o manipulando para que o “pegasse em sua mĂŁo, o jogando para o centro da sala, a imagem se ampliava, ficando gigantesca, maior do que qualquer pessoa ali [musica da cena] - Esse Ă© o nosso planeta e aquele - ele apontava para o objeto que se aproximava - É supostamente o nosso belĂssimo Cometa Ryan passando pela Terra, nĂŁo Ă©? - ele perguntava para os jovens, mas quando tinha o sinal que algum deles responderia, ele rapidamente cortava - Errado. NĂŁo Ă© um cometa. É uma Nave. Vindo direto para Alameda, vindo direto... Para cá. A ultima linha de defesa da terra contra ameaças fora da nossa Cluster caiu ano passado com o “Terremoto” - Tom fazia a questĂŁo de demonstrar as aspas com os dedos - de Harwood, sim, aquele que supostamente destruiu um shopping e matou inĂşmeras pessoas...- dizia um pouco impaciente, antes de endireitar a postura, já que atĂ© agora estava inclinado sobre a mesa. Ele apertava uns botões na mesa holográfica, projetando a imagem de um jornal com a notĂcia do terremoto, assim como gravações de noticias, para que todos os jovens pudessem ver - NĂŁo foi terremoto... - dizia sĂ©rio, antes de apertar mais botões, dessa vez revelando a imagem de 5 jovens - Esses eram Troy Burrows, Noah Carver, Jake Holling, Gia Moran e Emma Goodall. Eles estavam no Shopping e eles, e todos que estavam lá, foram mortos, mas nĂŁo por algo, como um terremoto - ele apertava mais alguns botões, fazendo aparecer a imagem borrada de alguĂ©m que usava uma roupa estranha, preta e branca, com aparĂŞncia de armadura - Mas AlguĂ©m. E isso nĂŁo Ă© tudo, já que esses eram nada menos do que.... - com mais alguns botões apertados, as imagens deles mudavam, revelando suas identidades transformadas - Os Power Rangers Megaforce. Junto deles, caiu a sua base e nela, o seu guardiĂŁo, Gosei, que guardava mais do que os poderes dos Megaforce, mas a chave para o acesso ao nosso Cluster. Com ele destruĂdo, a proteção que foi colocada milĂŞnios atrás, foi-se. e agora aquela nave - ele apontava para o holograma e o ampliava - É sĂł a primeira de milhares da Ordem de Geddon, uma legiĂŁo de guerreiros das trevas, prontos para conquistar tudo no universo. E a nossa Terra Ă© o maior dos tesouros para eles. - ele desligava os hologramas e caminhava de volta para a frente dos jovens, ainda sĂ©rio, mas com um ar confiante, nĂŁo parecia histĂłria, mentira, enrolação ou ficção, ele realmente estava sĂ©rio com o que falava - Os chamei aqui porque vocĂŞs sĂŁo os mais indicados para impedir isso. Sei que pode soar maluco e estranho, mas eu os chamei aqui pelas suas condições e com o algorismo que eu desenvolvi encontrei os 9 seres humanos com a melhor capacidade para cumprir essa tarefa, nos precisos requisitos dela... Preciso que vocĂŞs nove tornem-se... Power Rangers.