E EU NUNCA MAIS OS VI
Nunca fomos amigas. Na época, eu era completamente sem noção. Verdadeira analfabeta em comportamento de corpo e expressões.
Trocamos rusgas uma única vez, que nem levei a sério. Ela falou que minha festa foi festinha, nada teve e por aà vai.
Me defendi:
_ Comeu, bebeu às minhas custas e ainda fala mal?
Como ela era uma queridinha da turma, seu fã clube tratou de defendē-la:
_ É assim, Adriana? Joga na cara? _ O Alexandre principalmente.
Deve ter se tornado o maior escravoceta do Brasil. Apontou o dedo na minha cara uma vez quando num papo qualquer, errei a idade de uma das meninas das quais ele babava.
Disse 17
_ ELA TEM 16!
Esclarecendo: até onde sei, Alexandre não pegou nenhuma das duas. Ambas comprometidas. Uma delas era noiva. Ela sempre corrigia quando alguém falava "namorado ou namorada".
Deve ter se formado. Espero que ele não tenha se tornado o que Will Smith é para Jada Smith: miqueinha.
Se isso aconteceu... Bem Feito!
Final de ano e 95% da turma não passou no vestibular. Nem a minha colega que tentou para faculdade particular mais fácil e corrupta de entrar no paÃs, não conseguiu.
O Vanguarda fecharia uns dois anos depois.
Meses depois a encontrei no mercado. Fui conversar com ela toda feliz. Ela até me respondia, porém com um desdém, que só um burra-chucra como eu não perceberia.
O estranho é que num prazo de quase um ano desde a nossa última vista, ela abarangou bastante.
Não no corpo. Ela sempre foi magra, ganhou pouca coisa, mas a sua cara...
Seu pescoço parecia de uma velha sem 60 anos. Uma papada da ponta da mandÃbula, até o colo do peito.
Sabe de uma coisa?
Bem feito...















