Descobrindo a dor da saudade
Tem pouco mais de um mês que minha vózinha materna, vovó Enilza, faleceu. Ela morreu sem medo e ser dor, mas nós que a perdemos, sentimos diariamente a dor da saudade dele.
Por não ser “grudada” à ela, imaginei que eu não sentiria tanto a sua falta. Afinal, eu não era daquelas netas super amigas da avó, que não saía de sua casa e ligava todos os dias. Não. Nosso relacionamento era próximo, mas contido. Eu ligava para ela pelo menos uma vez por semana depois que me casei, mandava fotos de nós e da Aurora sempre que ela fazia algo novo e, após o nascimento do Calebe, procurei estar sempre por perto dela, pois ela gostava especialmente dele (isso ela nunca me disse, mas eu sabia).
Minha avó foi a primeira pessoa do meu círculo íntimo que perdi. Eu ainda não havia lidado com o luto. Descobrir a dor dessa saudade dói pra caramba. Eu penso nela todos os dias e me dou conta do quanto ela faz parte de mim. Quando saio pra andar na rua sozinha, sou só com o Calebe - que é mais tranquilo - logo penso em ligar pra ela. Quando as crianças fazem alguma gracinha penso logo me mandar uma foto pra ela. Quando vou regar minhas plantas, vejo as mudinhas que ela me deu se tornarem grandes e fortes.
A dor da saudade está nos detalhes, nas coisas pequenas do dia dia. E nossa, como dói essa falta que a Lôra nos faz... Como dói. Para mim, nem parece que ela faleceu. Parece só que ela viajou para muito longe, tão longe que eu não vou mais vê-la tão cedo. E não é isso?! Ainda bem que temos fé em Cristo Jesus, pois logo poderei abraçar minha vózinha linda, fofinha e cheirosa na eternidade.
Sinto sua falta, vózinha.
Kellen do Prado











