Eu sei que eu sou boba, inocente e burra, mas tudo isso tem um limite. Desde o início eu sabia que não ia dar certo, era obvio, por vários motivos que você também sabe, mas eu sou idiota e resolvi tentar. Prefiro ver meu otimismo como algo positivo, apesar de na maioria das vezes me levar a resultados negativos. Infelizmente eu comecei a gostar de verdade de você porque você me deu algumas coisas que eu nunca tinha experimentado e eu te agradeço por isso, mas em troca você conseguiu me humilhar de várias formas, várias vezes, repetidamente. Só que eu como boa otimista que sou colocava tudo numa balança e ela sempre pesava mais do lado que me fazia ficar, porque o meu coração pesava mais que o meu raciocínio lógico. Se eu poderia ter ouvido a razão? Claro que eu poderia, mas eu busco o caos e eu gosto de ser desejada, e foi só isso o que eu vi no seu olhar em todas as vezes que nos vimos, desejo. Contrariando toda a vontade que eu sinto de te abraçar e dizer que eu posso fazer dar certo, depois de quase um ano, eu decidi parar de ignorar minha sanidade mental e assumir o meu fracasso como pessoa, por ter me submetido a tantas coisas por migalhas de afeto que eu não preciso e por um sexo regular que eu não vou morrer se ficar sem. Eu fracassei e ainda te culpo por isso, mas vai passar, sempre passa. Eu só espero que quando nos cruzarmos na rua sejamos cordiais um com o outro e que eu consiga ignorar a sua passagem pela minha vida. Ainda assim obrigada pelo pouco que me convenceu por tanto tempo.
P. Ivanovich












