Relatório sobre a falta de estrutura no presídio de Parintins será apresentado às autoridades
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Relatório sobre a falta de estrutura no presídio de Parintins será apresentado às autoridades
Os órgãos de segurança pública de Parintins, entre as quais o Comando da Polícia Militar do Amazonas, direção da Unidade Prisional e Defensoria Pública irão produzir um relatório detalhado da falta de estrutura no presídio local para ser encaminhado às autoridades estaduais.
A informação foi repassada pelo comandante da Polícia Militar em Parintins, Luiz Alberto Passos Navarro, em entrevista à imprensa ao final da operação de vistoria surpresa na Unidade Prisional de Parintins, na manhã de quinta-feira, 17 de maio.
Como resultado da revista, os militares da Força Tática da Polícia Militar apreenderam grande quantidade de maconha, celulares, facas (armas brancas), cachimbos para o consumo de entorpecentes (marica), carregadores de celular, chips, tesouras, dinheiro e quatro cadernos de anotações com nomes possivelmente da comercialização de droga dentro das celas.
A revista realizada nas celas do presidio teve o acompanhamento da Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM), Comarca de Parintins, na pessoa do defensor Inácio de Araújo Navarro.
Para o comandante Navarro, uma das principais causas para facilitar a entrada de drogas, celulares e armas no presídio local é a falta de estrutura de vigilância, falta de mais agentes penitenciários e equipamentos de detecção de matais.
“Será feito o relatório da PM e da direção da unidade para ser repassado para as secretarias a fim de melhorar as condições do presídio do município”, disse o comandante.
Luiz Alberto Navarro disse ter constatado a fragilidade no controle de entrada de objetos, devido a falta de equipamentos no presídio para fazer a triagem.
“A máquina (de raio-x e detecção de metal) às vezes se encontra com problemas. Até mesmo a questão de pessoal, a quantidade de carcereiros e agentes penitenciários dificulta muito o trabalho de revista. Infelizmente o sistema ainda não está totalmente pronto para o controle”, pontuou o comandante.
De acordo com a informações de servidores do presídio, até mesmo o detector de metais e o raio-x da unidade estão com defeito e muitas das vezes não detectam a presença de metais ou não fazem a leitura de objetos no raio-x.
O comandante Navarro explicou que para suprir essa falta de pessoal e equipamento no presídio, a PM presta total auxilio para a direção e agentes penitenciários de Parintins, disponibilizando três policiais femininas em turnos de revezamento e um reforço de militares para as revistas nos dias de visitas na Unidade Prisional.
Para a diretora da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) em Parintins, Lorena Torres do Rosário, a equipe de defensores que atua no município realiza vistoria uma vez por mês nas dependências do presídio local. Segundo Lorena, a Defensoria de Parintins produz relatório trimestral descrevendo os problemas detectados dentro da casa de detenção.
“Um dos pontos detectados, além da superlotação foi a estrutura precária com relação a pessoal. Agora, estamos estudando, e com base no relatório a ser apresentado pelo defensor Inácio Navarro, vamos decidir se entramos com uma nova ação civil pública ou não”, pontuou.
Fonte: Marcondes Maciel | Repórter Parintins