sinto a alma aprisionada no peito como um pássaro em uma gaiola. ela quer sair, mas sente medo de não conseguir sobreviver pelo mundo afora. diferente do passarinho, ela não aprendeu a voar, só a permanecer.

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sinto a alma aprisionada no peito como um pássaro em uma gaiola. ela quer sair, mas sente medo de não conseguir sobreviver pelo mundo afora. diferente do passarinho, ela não aprendeu a voar, só a permanecer.

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Notinhas sobre o ano novo
Meu aniversário foi duas semanas atrás. Não empolgou. Nunca empolga porque acho uma obrigação totalmente descabida essa de comemorar o fato de que consegui completar mais um ano viva. Ainda mais quando o mérito é totalmente da providência divina, e não seu.
Quero dizer: Eu sou a pessoa que levanta rápido demais e não percebe que o pé está dormente, aí cai na escada em câmera lenta se ralando no carpete, e tenta levantar mas prendeu o braço no corrimão sem perceber e cai de novo porque o pé ainda está dormente, para finalmente levantar mancando e rindo, beber um gole de água e passar 10 minutos engasgada porque bebeu e riu ao mesmo tempo. Eu estou aqui apenas preenchendo a cota dos café-com-leite da evolução, tenho certeza.
Mas aí você fala que só quer agir como se fosse um dia de bosta regular e é o quê? Chata. O que de fato sou. Mas não por isso.
Pontos positivos do ano novo:
De acordo com o Personare estou num ano canceriano, e não é que eu precise de (mais) embasamento para chorar minhas pitangas livremente, mas se os astros querem oferecer eu não vou ser orgulhosa.
Também é um ano de Vênus em Leão, e estamos botando muita fé nessa autoestima amiga (até porque não tem outros processos em vista, não).
Quem esqueceu esqueceu MESMO, não me deu parabéns em junho. Ignorada sim, geminiana jamais.
Fizemos uma torta trufada com 3 latas de leite condensado e meu nível glicêmico nunca mais vai se estabilizar.
Pontos negativos do ano novo:
Não estou exatamente ficando mais jovem aqui.
Foi o primeiro longe da minha família e não tem como não ser meio melancólico.
Fizemos uma torta trufada com 3 latas de leite condensado e meu nível glicêmico nunca mais vai se estabilizar.
Classificação geral: 3 estrelinhas, acho. O dia foi nota 8, a vida anda meio nota 2, soma e divide, RISOS, é claro que não estou fazendo cálculos em meu próprio blog.
(e estou com preguiça de procurar uns ícones de estrelinha de verdade para botar aqui, então cada um que imagine a sua, é a parte lúdica do post)
Queria aproveitar a coisa da revolução solar (esse nome não é excelente?) para dizer que AGORA VAI etc, mas sinceramente? Não sei se vai não. Estou avaliando ainda. A verdade é que apenas nos últimos dias estou começaaando a voltaaaaar a me sentir como minha própria pessoa - ou pelo menos como uma pessoa, quem quer que seja ela, oi, prazer - e não como, sei lá, uma réplica de ser humano feita de papelão sujo.
Nossa, que pesado.
Toma uma bonita fotinha tirada no dia do meu nome pra desanuviar:
Sim, ainda temos uma quantidade quase ridícula de rosas, o que significa que continuo me pendurando nos muros dos vizinhos para tirar fotos - o que significa TAMBÉM que continuo levando uns carões sensacionais mas se vocês querem que eu faça a blasée diante de vossos jardins vocês plantem uns cactos, pessoal. E talvez nem isso resolva pois me empolgo com pouco, alminha humilde que sou.
(E eu sei que metade de vocês parou de me dar atenção quando leu torta trufada com 3 latas de leite condensado, então taí a receita.)
Voltei. De novo.
Atendendo ao apelo das 2,75 pessoas que perguntam: cadê?
Respondo: aqui.
Ultimamente abro o editor de texto e começa TODA uma ladainha interna. Vou escrever isso mesmo? Estou com vontade ou só acho que tenho que? E supondo que esteja, sim, com vontade, qual é o ponto? Alguém lê? É de bom tom ter blog em 2018 ainda? Devia - que Jesus me defenda - criar um canal no instagram?
(Se você tem um, calma, a intenção não é ofender. É só que não tenho presença de espírito para me portar em vídeo. Ou meramente falando. Na vida. Eu sou a pessoa que iniciou um seminário falando para 200 pessoas que o percevejo é um mosquito, lembram? Hahahaha pqp, essa autozoação nunca perde a graça.)
A verdade é que não importa muito de qual rede social estamos falando, eu sempre estou lá meio que desejando estar aqui - o que é uma verdade um pouco triste considerando que aqui tem essa cara de salão de festas abandonado.
Daí estou desde janeiro ensaiando mil planos e rascunhos para uma espécie de retorno triunfal
que não vai acontecer porque a proposta desse blog nunca foi ser triunfante, certo? Inclusive fugiria por completo de nossa linha editorial, que consiste alternadamente em ser aleatória e passar vergonha - e todos os estados de espírito entre uma coisa e outra.
Semana passada, por exemplo: me arrumei para sair bonitinha, organiza bolsa, passa um corretivozinho pra não assustar as pessoas na rua, aí estou na entrada de casa calçando os sapatos e me perguntando "estou esquecendo de algo?"
Sim, de botar calças. Estava prestes a sair de blusa, meia calça e tênis, tipo o Pato Donald, só que de tênis.
Seria preocupante se eu tivesse feito isso uma vez, não? Pois fiz duas. Na mesma semana. E agora a temperatura aumentou, o que me deixa preocupada porque se acontecer uma terceira vez nem de meia-calça vou estar.
Nos temas relacionados, fui a um mercado mas não estava certa da localização. Pequeno lapso temporal e 2 horas depois estava andando em círculos dentro do cemitério de Hampstead procurando pelo túmulo de Fanny Brawne.
Que não está enterrada em Hampstead, descobri depois dessas 2 horas E de um novo lapso temporal em que gastei boa parte dos meus dados percorrendo:
a wikipedia
o findagrave.com (sim, isso existe, e não, não quero entrar em detalhes)
o google maps
E terminou comigo lendo as resenhas do cemitério sentada num banquinho e tentando não dar nenhuma risadinha pois
Sou inteiramente incapaz de superar o deslumbramento para com essa pessoa dizendo que o CEMITÉRIO não é muito legal para fazer um aniversário infantil e, bem, não sei se quero entender como ele chegou a essa conclusão.
Mas ao menos houve bonitas fotinhos:
(Quero dizer: bonitas se você for darks e curtir essa estética anjo-triste-flor-de-plástico que meu Álvares de Azevedo mental não supera jamais)
Inclusive desse cantinho aqui que precisei ir olhar de perto, mas não muito, porque veja bem:
Não sei que tipo de tormento mental me acometeu no dia em que fiz essas montagens mas deixemos por isso mesmo ou o post não sai nunca.
Enfim, é isso. Só queria dar um oi e avisar que o Draminha vai voltar para mais uma temporada, porém já fiz isso tantas vezes que bateu uma vergonha e acabei falando de cemitérios e tentar sair de casa sem calças. Quebrar o gelo com finesse, a marca registrada deste estabelecimento, afinal.
P.S.: Já comi os arquivos e meti um #1 truqueiríssimo ali em cima pra dar sorte. AGORA VAI.
*as coisas mudam*
Eu tenho aprendido, tenho aprendido minhas necessidades e meus apegos.
Eu tenho apreendido que:
* eu tenho necessidade de controle;
* eu tenho necessidade de reconhecimento do outro;
* eu tenho um couro grosso que não é meu;
* eu tenho necessidade de expressar o meu amor de maneira genuína;
* eu tenho necessidade de transformar o feio em bonito;
- eu penso muito em ir embora pra sempre, mas também penso em ficar mais um pouco;
- Essa sou eu agora.
______________________________________
Como mudar?
Quando eu quero pensar com um pouquinho mais de profundidade sobre mim mesma eu gosto de ouvir o pianinho minimalista do Arvo, gosto de pensar que em vez de “Para Alina” a canção se chama “Para Marta”, e eu agradeço mesmo que não seja.
ADORO SEUS POSTS! um beijo, querido.
obrigado, fico muito feliz em saber que gosta! <33

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