Inauguração Youtube Music (20/06/18)
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Inauguração Youtube Music (20/06/18)

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Voltei. De novo.
Atendendo ao apelo das 2,75 pessoas que perguntam: cadê?
Respondo: aqui.
Ultimamente abro o editor de texto e começa TODA uma ladainha interna. Vou escrever isso mesmo? Estou com vontade ou só acho que tenho que? E supondo que esteja, sim, com vontade, qual é o ponto? Alguém lê? É de bom tom ter blog em 2018 ainda? Devia - que Jesus me defenda - criar um canal no instagram?
(Se você tem um, calma, a intenção não é ofender. É só que não tenho presença de espírito para me portar em vídeo. Ou meramente falando. Na vida. Eu sou a pessoa que iniciou um seminário falando para 200 pessoas que o percevejo é um mosquito, lembram? Hahahaha pqp, essa autozoação nunca perde a graça.)
A verdade é que não importa muito de qual rede social estamos falando, eu sempre estou lá meio que desejando estar aqui - o que é uma verdade um pouco triste considerando que aqui tem essa cara de salão de festas abandonado.
Daí estou desde janeiro ensaiando mil planos e rascunhos para uma espécie de retorno triunfal
que não vai acontecer porque a proposta desse blog nunca foi ser triunfante, certo? Inclusive fugiria por completo de nossa linha editorial, que consiste alternadamente em ser aleatória e passar vergonha - e todos os estados de espírito entre uma coisa e outra.
Semana passada, por exemplo: me arrumei para sair bonitinha, organiza bolsa, passa um corretivozinho pra não assustar as pessoas na rua, aí estou na entrada de casa calçando os sapatos e me perguntando "estou esquecendo de algo?"
Sim, de botar calças. Estava prestes a sair de blusa, meia calça e tênis, tipo o Pato Donald, só que de tênis.
Seria preocupante se eu tivesse feito isso uma vez, não? Pois fiz duas. Na mesma semana. E agora a temperatura aumentou, o que me deixa preocupada porque se acontecer uma terceira vez nem de meia-calça vou estar.
Nos temas relacionados, fui a um mercado mas não estava certa da localização. Pequeno lapso temporal e 2 horas depois estava andando em círculos dentro do cemitério de Hampstead procurando pelo túmulo de Fanny Brawne.
Que não está enterrada em Hampstead, descobri depois dessas 2 horas E de um novo lapso temporal em que gastei boa parte dos meus dados percorrendo:
a wikipedia
o findagrave.com (sim, isso existe, e não, não quero entrar em detalhes)
o google maps
E terminou comigo lendo as resenhas do cemitério sentada num banquinho e tentando não dar nenhuma risadinha pois
Sou inteiramente incapaz de superar o deslumbramento para com essa pessoa dizendo que o CEMITÉRIO não é muito legal para fazer um aniversário infantil e, bem, não sei se quero entender como ele chegou a essa conclusão.
Mas ao menos houve bonitas fotinhos:
(Quero dizer: bonitas se você for darks e curtir essa estética anjo-triste-flor-de-plástico que meu Álvares de Azevedo mental não supera jamais)
Inclusive desse cantinho aqui que precisei ir olhar de perto, mas não muito, porque veja bem:
Não sei que tipo de tormento mental me acometeu no dia em que fiz essas montagens mas deixemos por isso mesmo ou o post não sai nunca.
Enfim, é isso. Só queria dar um oi e avisar que o Draminha vai voltar para mais uma temporada, porém já fiz isso tantas vezes que bateu uma vergonha e acabei falando de cemitérios e tentar sair de casa sem calças. Quebrar o gelo com finesse, a marca registrada deste estabelecimento, afinal.
P.S.: Já comi os arquivos e meti um #1 truqueiríssimo ali em cima pra dar sorte. AGORA VAI.
Em sessão de fotos para campanha de Igualdade de Gênero (24/06/18)
@dulcemaria on Instagram Stories (18/06/18)
Inauguração Youtube Music (20/06/18)

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No programa El Mundial como Zea | Noticias con Francisco Zea (18/06/18)
Les Amants du Pont-Neuf
Vocês já experimentaram essa sensação?
Pode ser com um filme. Pode ser com um livro. Você lê ou assiste e forma na sua cabeça uma impressão x. X = LOTS OF FEELS.
Aí vai buscar a opinião alheia e descobre que aparentemente está vivendo em completa dissonância cognitiva para com o resto da humanidade???????
Em caso afirmativo, dá aqui sua mãozinha e vamos falar sobre
Les amants du Pont-Neuf
Um filme que fala sobre um engolidor de fogo sem teto e com muitos problemas (tipo: MUITOS problemas) chamado Alex; uma pintora que está perdendo a visão e bastante deprimida com o futuro (Michèle, aka Juliette Binoche); e o relacionamento dos dois quando Michèle sai da casinha figurativa e literalmente, pega seu gato, suas tintas, seus quadros, e vai dormir na ponte em que Alex vive.
Daqui para baixo é só spoiler, favor não reclamar.
O ano é 1991. Juliette Binoche ainda interpreta dando aquelas risadinhas. Por que ela fazia aquilo? Jamais descobriremos. Michèle se instala na ponte e um vovô territorialista tenta expulsá-la, mas ela está muito além dessas mesquinharias. Ela usa um tapa olho, o olho restante vai de mal a pior, em algum ponto ainda aconteceu um pé na bunda, sabe, ela não vai. Sair. Da. Maldita. Ponte. Alex, como bom doido, já está APAIXONADO (viu a mulher 2,5 vezes) e toma o partido de Michèle, e eles começam a se pegar e beber, e dar boa noite cinderela para as pessoas em cafés, assim arrumam dinheiro para... beber mais, basicamente. Alex tem zero ambições que vão além da ponte. Ele parece fisicamente desconfortável quando precisa se afastar. Então a vida deles é uma sequência infinita de
Bem, tem um dia que acontece isso aqui também
(NÃO RI!)
Mas Alex pede para voltar para a ponte.
Quando a Juliette Binoche dos 90s está pelada correndo numa praia deserta agarrando seu pinto e você quer voltar para uma ponte fedendo a mijo acho que fica clara a extensão do seu dano psicológico, não? Mas enfim, isso é lá com os problemas dele. A grande questão é que ele não admite que Michèle se afaste também.
Então quando ela comemora porque juntaram um dinheirinho considerável e podem ir para um lugar quentinho no inverno, Alex a faz esbarrar na lata de dinheiro, que cai no rio. E deixa Michèle pensar que a culpa foi dela.
E quando o vovô desiste de implicar com Michèle e a contrabandeia para dentro de um museu à noite para que ela possa ver seu quadro preferido pela última vez
(cena tão-mas-tão bonita)
Alex tem uma SÍNCOPE, golpeia a si mesmo repetidamente na barriga com uma garrafa quebrada e esbofeteia Michèle quando ela volta.
E finalmente, quando começam a procurar Michèle por toda Paris porque seu médico descobriu uma cirurgia experimental que pode restaurar sua visão, Alex
~ ah, o menino Alex, ele ~
incendeia os cartazes nas paredes do metrô
e vai atrás do carro do colador de cartazes e bota fogo no material que está lá dentro
e como o colador de cartazes fica muito injuriado, Alex bota fogo no homem também
Quer dizer, o homem meio que pega fogo sozinho tentando salvar o carro, mas Alex!
apenas!
assiste!
levando a expressão "mate o mensageiro" para um caminho muito literal, digamos assim.
Moral da história: Michèle ~compreende~ a situação em que se encontra e dá os boa noite cinderela para Alex, assim ela pode fugir. Num derradeiro ato de controle emocional, Alex ATIRA NA PRÓPRIA MÃO. E aí felizmente as instituições estão funcionando e ele vai preso por queimar pessoas. Porque teve uma testemunha. Uma criança.
Lapso temporal, quem vai visitar Alex na cadeia?
Pois.
Quem encontra Alex depois que ele é solto para um revival romântico?
POIS.
Respira.
Bom, depois de assistir isso você fica 10 minutos pensando HEEEEEIN?
E quer entrar no Orkut, mas não tem Orkut, então entra no Filmow.
E o que as pessoas no Filmow estão falando?
Que é uma linda história de amor.
Um conto de fadas real.
(Eu sei que Bukowski disse que "amor é tudo o que dissemos que não era" mas acho que ATÉ ELE concordaria que há limites.)
Eu não estou nem brincando, pessoal.
Me pergunto se esse comentarista estava acordado durante todo o tempo em que Alex preferiu que a mulher ficasse lá com os olhos caindo, deprimida, isolada e infeliz, só para continuar dependendo dele.
Ou quando ele, sabe, INCENDIOU O COLADOR DE CARTAZES.
Eu fico imaginando sinceramente as metas de relacionamento dessa pessoa
Né?
Eu não vou falar que não é um filme bonito, porque é mais do que bonito. É aquele tipo de coisa que você vê e tem a exata noção do seu destalento.
Mas é tipo um Pierrot le fou do mal.
E Pierrot le fou em si já não é uma coisa muito feliz.
Aqui tem um trailer tão cheio de spoilers que não sei se é oficial, mas se você chegou até aqui acho que spoilers são o de menos porque olha essa cena dos fogos de artifício! Olha o túnel do metrô incendiado! Olha Alex cuspindo fogo! Olha esse homem queimado se contorc-não, chega.
Alguém já assistiu? Vamos compartilhar impressões!
A menos que você seja o moço do print aqui de cima. Nesse caso não compartilha mais nada não, eu prefiro não saber.
Nada pessoal.
Solta esse isqueiro aí, irmão.
Photoshoot Unknown