Vou confessar uma coisa para você... eu te medo. Medo quando tudo acabar, sentir falta dos seus abraços nas noites sem nada para fazer, de ouvir as batidas do seu coração quando deito em seu peito, de não saber mais dizer eu te amo pra outro alguém sem antes me lembrar das bobeiras que foram nossas, dos carinhos que foram só seus. Medo de ter desaprendido a ser absolutamente sua. Desde antes de nascer já sabia que iria haver alguém para segurar minha mão nos melhores ou piores momentos que a vida reservaria pra mim. Eu estava certa. Mesmo com esse meu jeito destrambelhado e impulsivo de tentar fazer na onde acho que está certo, você esteve aqui o tempo todo. Mesmo, até agora, não me entendendo em inúmeras vezes e por tantas as outras de sempre ficar fria à toa, e termos se magoados, é você que está aqui. Eu conheço e reconheço todos os seus esforços para me tirar um sorriso qualquer. Você abraçou meus defeitos, minhas esquisitices e até a minha mania de querer sempre fingir que tudo estava bem. Derrubou meus limites de achar que é tudo mentira e me fez agir por impulso, destruiu boa parte da minha racionalidade e fez com que eu sentisse o mundo mais de perto, o mundo que eu sempre sonhei. Cansei de procurar uma resposta ou alguma explicação convincente e me permiti sentir, embora com medo, todo o bem que você me traz. Mas, se algum dia, eu não me encontra em mim de você, mesmo sabendo que não suportaria construir meu edifício sozinha. Me abrace, me ame como eu te amo, cuide do meu coração. Só quero que entenda que meu futuro está em suas mãos.